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Tudo é relativo
PROPUSERAM-ME uma questão morfológica de suma importância. O desafio de fazer uma crônica falando do nosso mais famoso pronome relativo, usado largamente de forma errada e desnecessária. No entanto, a condição imposta foi não citar seu nome uma só vez. Eis aí uma coisa interessante! Em muitos textos encontramos o excesso de uso dessa pequena partícula da Língua Portuguesa num só período, tornando-o duro e chato de se entender. Pior, geralmente o autor não se dá conta da patuscada cometida. Ele é uma pedra no sapato do escritor, jornalista ou qualquer aventureiro das letras. Não resta dúvida, é fácil de ser evitado com imenso proveito para a beleza e fluência do texto. Mário Barreto, em seus “Novíssimos Estudos da Língua Portuguesa”, é categórico ao afirmar ser uma das grandes causas da dureza do estilo a exuberância do uso dessa partícula. O abuso, no entanto, é defeito geral nos nossos clássicos. Eles construíam períodos intermináveis e fatigantes aos leitores mais intrépidos, não os deixando chegar ao suspirado fim, “tal é a espessura e moita cerrada de orações gramaticais encadeadas” pela tal palavrinha. Esse nosso pronome relativo admite diversos tipos de ante-cedentes: nome de uma coisa ou pessoa, pronome demonstrativo ou outro pronome. É, sem dúvida, a forte mania latina de perío-dos encadeados, repletos de orações subordinadas, de estrutura difícil e complicada para o nosso gosto atual. Às vezes também ele chega a exercer a função exclamativa. No entanto, parece ser seu emprego mais amplo como pronome relativo. Dessa maneira as pessoas menos avisadas e pouco versadas no domínio da Lín-gua Portuguesa usam e abusam demasiadamente do papel dessa inigualável partícula. Aliás, encontramos textos jornalísticos mais parecendo história da carochinha contada por criança, repetindo esse vocábulo várias vezes, à semelhança de adivinhação. Aos fascinados pela linguagem escrita é recomendável uma melhor familiarização com a gramática – aliás, ô livrinho chato, tanto quanto o dicionário – indispensável à boa fluência e enten-dimento de um texto. Não se pode escrever bem se não conhecer o menos medianamente a língua pátria. Daí a necessidade de se estar consultando a gramática, esse grande arcabouço e tesouro subliminar de qualquer idioma. A guia mestra! De fato não po-demos esquecê-la. Pois, é nesse manancial onde encontramos as diversas funções dessa partícula, capaz de se mutar conforme a frase proferida ou mesmo escrita. Por vezes, esse indispensável monossílabo sempre usado, na maioria das vezes, inapropriadamente, pode exercer função de conjunção subordinativa integrante. Também aparece como ele-mento inicial, claro ou oculto, das orações optativas. É comum ele aparecer no texto como partícula expletiva – isto é, palavra ou função redundante. Entretanto é mais comum ainda o encon-trarmos cumprindo o papel de conjunção subordinativa final, causal, concessiva ou temporal. Tudo isso não o impede de ser usado numa frase como conjunção coordenativa aditiva. É sem dúvida um vocábulo incrível, estando ao dispor do bel prazer de todos os aventureiros das letras, escritores renomados ou não, catedráticos, escrevinhadores e até dos falantes. Entretanto, as funções desse nosso famoso pronome relativo não terminam por ai. Ainda temos outras atuações a serem desempenhadas por esse insubmisso termo, contumaz incentivador e propulsor de erros e redundâncias. Ele sempre será uma arma perigosa e mu-tante! Estudando bem as suas variáveis nuances, às vezes, o en-contramos grafado na posição de conjunção subordinativa com-parativa. Uma linha mais adiante e lá está ele desempenhando a inibidora função de advérbio. Há os casos igualmente de prepo-sição no sentido de exceto ou salvo. Mais interessante ele nos aparece como interjeição designando e dando ênfase ao espanto. Observe, nesse caso o tal pronome relativo deve ser grafado com acento circunflexo – na letra E, evidentemente. Sua função mais simples e menos usada é como substantivo masculino, designando o nome da própria letra. Há um detalhe importante a ser considerado. Esse vocábulo tem seu emprego, também, como substantivo masculino ao designar alguma coisa; qualquer coisa, uma dificuldade, uma complicação. Tudo é uma questão de observação e nada é difícil. As dificuldades nós as criamos e sabemos como não usar esse pronome relativo, embora muitas vezes ele seja necessário e indispensável.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h26
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Pense nisso! Verdade que não se quer aceitar Uma verdade que muitos não querem aceitar: perdemos muito tempo da nossa vida a criticar, observar, a dar palpite e querer saber os mínimos detalhes da vida alheia. Não nos tocamos quanto nos esquecemos da nossa própria vida. Curioso é que boa parte das pessoas se acham superior às demais e que são melhores em todos os aspectos. Os outros erram, elas não; os outros são incompetentes, elas não; os outros não fazem nada certo, elas não; os outros que se danem, elas não. Entretanto, o jogo da vida é diferente. Não estamos aqui para criticar erros alheios, observar a vida dos outros, tentar destruir quem quer que seja. A nossa jornada é bem diferente. É de purificação, é altruística, é em busca da evolução. Como temos vivido erradamente. Passamos boa parte da existência tentando acumular riquezas, ou seja, bens materiais. Esquecemos os verdadeiros valores que devem brilhar no ser humano. Nossa jornada, apesar de longa, não nos damos conta de sua importância. O presente, a vida verdadeira que passa por nós no cotidiano, esquecemos de vivenciar, de contemplar a generosidade da natureza, a grandeza do poder de Deus. Todavia, estamos de olho sempre no futuro, esquecendo que sua base é o agora que vivemos. Pense nisso!
Categoria: ARTIGOS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h18
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DESBANCARAM A LITERATURA?
Não é sem propósito a tese do peruano Mario Vargas Llosa, ao manifestar sua revolta com relação à literatura deixar de ser disciplina fundamental nos colégios. O fato é que através dela o aluno começa a ver o mundo de uma forma diferente e assimila conceitos que lhe serão fundamentais no futuro.
Não há uma maneira do aluno aprender melhor distante da literatura. A partir do momento em que ela deixa de ser obrigatória, o pouco entusiasmo que tinha pela leitura vai diminuído e sendo substituído por outras atividades. Isto é muito perigoso, principalmente hoje quando o computador abre uma porta para o mundo e oferece milhões de outras opções, principalmente de jogos. Não havendo apego pela literatura, não se escreverá bem; não se falará bem; não se conhecerá outros horizontes. Vejam por exemplo as aberrações escritas por alunos nas provas do Enem - Exame Nacional do Ensino Médio. São coisa que doem só de pensar. Se tinta e papel fossem seres animados, com certeza saltariam das mãos pitoresca desses alunos e sairiam em disparada. Realmente será uma aberração. Se hoje já temos milhões de analfabetos funcionais, como Lhosa define muitos profissionais que já cruzaram seu caminho, imaginem nos próximos anos. O professor mostrará um livro ao aluno e ele perguntará: “Pra que serve isso?”
Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h01
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Verdade ou mentira FAZIA BASTANTE tempo que não encontrava o amigo Antônio Sousa, locutor apresentador e animador, com um programa de larga audiência na Rádio Roraima de Caracaraí (RR). Estava chegando de uma viagem à localidade Serra Dourada. Entre um papo e outro, vamos falando a respeito dos fatos cotidianos. Novidades, quase nenhuma. Repentinamente ele me surpreende falando a respeito da mais nova atração do seu programa matinal: A Hora da Mentira, selecionando os maiores mentirosos da região, para participarem do I FestMentira, realizado no do ano de 2001. Minha surpresa é que o amigo Sousa, um sujeito bastante sério, nunca gostou de mentira. Seu lema profissional e humano sempre foi a verdade – nem por procuração gosta de mentir –, e de uma hora pra outra inventa de promover esse tal FestMentira de Caracaraí. Adverti-o para não conquistar uma carteirinha do clube dos mentirosos. – Meu amigo, isso é apenas pra gente se divertir. O povo anda muito sem graça, portanto vamos quebrar esse gelo. – Ele comentava, justificando a sua intenção. – Não é aquela mentira para enganar o povo, é apenas uma brincadeira. Antônio Sousa há quatro anos mantinha seu programa das cinco às oito horas da manhã, na Rádio Roraima. Confirma que sua audiência aumentou depois de abrir espaço para os mentirosos de plantão: pescadores, caçadores, vaqueiros, todos enfim. Bastava, segundo ele, saber contar uma boa mentira. Dezenas de histórias foram contadas e muitas até interessantes. Seu Antônio, como é mais conhecido, dava muitas e boas gargalhadas. – Você precisa ouvir! Só histórias a respeito da cobra grande, como dizem existir no baixo Rio Branco, já apareceram umas dez. – E essa tal cobra grande existe mesmo? – Perguntei. – Não sei, mas um cara garante que ela virou seu barco de pesca. Segundo ele, a cobra é mais larga que um tonel de 200 litros, tem os olhos vermelhos como fogo. Ele disse ter avistado o animal perto de Santa Maria do Boiaçu – localidade que fica na divisa entre os estados de Roraima e Amazonas –, onde ela virou seu barco de pesca. Mentiras ou não, o fato é que o amigo Sousa conseguia atrair a atenção de milhares de rádio-ouvintes. Nunca a emissora recebeu tantas cartas. São histórias de mentirosos anônimos, buscando ao menos pisar um degrauzinho da imensa escada da fama. – Tem mentiroso demais, meu caro. Eu nunca imaginava que existiriam tantos assim. – Confessou o Sousa. – Rapaz, é cada coisa absurda. E não adianta você querer contestar. Muitos falam com tanta seriedade, que a gente fica pensando ser mesmo verdade. De fato, são coisas interessantes. Outro dia, conversando com o ambientalista Gilberto Marcelino, sobre as incríveis histórias envolvendo a rica fauna do Rio Branco, ele disse que certo pescador afirmava existir jacaré-açú de 15 metros no baixo Rio Branco e Negro. Como em roda de bate-papo de pescador ou caçador não se deve desmentir nada – duvidar levemente, pode –, Marcelino disse ter achado um exagero essa história. Entretanto, imediatamente um velho pescador que ouvia tudo bem calado, tomando sua pinga num canto do balcão, falou: – De 15 não, mas de nove metros eu já vi. Mentira e verdade estão mais próximas do que se imagina. São o verso e reverso da mesma moeda. De certa forma, podemos afirmar: a mentira é a verdade mostrada pelo avesso e só alcançada e melhor vista pelos olhos fantasiosos do seu narrador, dependendo da fertilidade mental, é claro. A essa altura do bate-papo, chegou o amigo Benfica, diretor da rádio, exatamente quando Sousa comentava ter ido à Serra Dourada fazer uma entrevista com uma família na qual existe um menino com cinco braços. – Não consegui porque a família esconde o garoto. Ele hoje tem oito anos de idade e mora num sítio de difícil acesso. – Comentava Sousa com bastante entusiasmo e apontava para o diretor. – Taí, o Benfica pode confirmar essa história. Ele garante já ter visto o dito garoto. – Espere aí, não é bem assim. – advertiu o recém-chegado. – Ver a criança, propriamente eu não consegui. Quando passei por lá a casa estava fechada. Mas no varal estavam estendidas, pelo menos, três camisas meio estranhas. Presumo serem do menino, porque elas tinham cinco mangas, cada uma. Claro, não acreditei, mas fica provado: a mentira corrompe e adultera a verdade. Pelo jeito, saí daquele encontro, convencido que o amigo Sousa tomou gosto pela coisa. Será um forte candidato no seu próprio festival de mentiras.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 09h15
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O PUXA-SACO A ORIGEM do puxa-saco se perde no tempo. Em muitos momentos da história da humanidade ele está presente, mostrando sua performance. Evidente que não seria bem esse o termo para rotular uma pessoa que se presta ao servilismo voluntário, à subserviência total e incondicional, por puro diletantismo, indescritível prazer. Seu mundo não tem gosto, cores, cheiros. A sua diversão maior é servir, agradar, sofrer com a dor do bajulado, mesmo que essa dor seja em terceiro, quarto ou quinto graus. O puxa-saquismo é uma arte milenar e difícil. O puxa-saco é um eunuco intelectual, por isso mesmo não pode pensar. Seus atos são mecânicos e apenas para deleite do seu instrumento de adoração, seu querido ou querida chefe.
Lembro um caso, aqui testemunhado por muitas pessoas. O puxa havia convidado o chefe para o aniversário do seu querido filhinho. Havia lá muitos amigos e convidados, mas sua atenção estava voltada para a chegada do patrão. Até parecia que a festa fora preparada não para o pequenino rebento. Quando o chefe surgiu ao portão da residência, ele se transformou completamente, desdobrou-se em gentilezas e rapapés. Nesse mesmo instante surge o pequenino aniversariante, pedindo um pedaço de churrasco ao pai. Atraído por aquela figurinha graciosa e saltitante, o chefão pergunta. – É o seu filho? Mas que garotinho lindo! – Ao que o puxa respondeu imediatamente. – Que é isso, chefe. É nosso! Existem muitos exemplos de arrepiar cabelo. Deixemos isso de lado! No entanto, muitos insistem que a origem do nome puxa-saco vem da gíria militar. Não se precisa bem o ano. Todavia, conta-se que os oficiais quando em viagem, levavam suas roupas em sacos. Os soldados, seus subordinados, ficavam encarregados da guarda dos citados sacos de roupas. Era obediência total. Assegura-se que foi daí que surgiu o termo puxa-saco, aquele que corteja com subserviência. Popularmente aquele que pega no bico da chaleira; que serve de capacho, babão, baba ovo e outros adjetivos mais. O puxa-saco, com certeza é uma pessoa doente. Seu mal incurável e contagioso é a psicastenia, ou seja, fraqueza intelectual; indecisão do espírito; tendência mórbida para hesitações e dúvidas. Logo, incapaz de pensar com precisão. Não resta dúvida, a doença aliena o intelecto do ser vivente, mutila completamente sua fragilizada personalidade. Caráter não existe. Ademais, o puxa-saco não tem oxigenação cerebral suficiente que lhe favoreça o raciocínio. Certa feita, lá pelos idos de 1988, eu presenciei uma cena, num restaurante em João Pessoa (PB), onde um alto executivo resolveu advertir severamente o seu puxa-saco-mor, por ter cometido um grave erro durante uma solenidade. Éramos cinco. Foi quando o chefão, puto da vida, voltou-se para seu subordinado e gritou: – Fulano, diga pra mim: eu sou incompetente. Diga! Diga! Vamos! – A pobre figura, de cabeça baixa, como é natural nesses casos, obedeceu cegamente: – Tá bom, chefe. Se isso lhe faz bem... eu sou incompetente! Essa atitude fala por todas as outras. É uma mostra que a massa encefálica do puxa-saco é reduzida, o que lhe permite apenas dizer sim e acatar ordens. É o autêntico sabujo, e, como toda pessoa dessa estirpe, não tem dignidade, não tem o mínimo de Ética. Via de regra é adulador e servil. Por pura índole, o puxa-saco aparentemente é generoso ao excesso com o objeto de sua adoração e vassalagem. Está sempre disposto a servir, dando tudo de si. Onde quer que vá ou onde quer que esteja, o puxa está sempre pronto para exercer o melhor de sua doença contagiosa: o servilismo. Como diz o personagem Fagundes tão admirado pelo seu chefinho – aliás, uma criação extraordinária do cartunista Laerte: “quem não vive para servir, não serve para viver”. Ai um lema ideal para todos os puxa-sacos compulsivos. Em 1946, os compositores cariocas, Roberto Martins e Frazão, resolvem homenagear essa gente. Compuseram uma marcha carnavalesca que consagrou de vez a figura do puxa-saco. A primeira parte da letra diz assim: Lá vem/ o cordão dos puxa-sacos/ dando viva aos seus maiorais/ quem está na frente é passado para trás/ e o cordão dos puxa-sacos/ cada vez aumenta mais (bis). Todo puxa-saco tende a se colocar numa faixa inferior, porque não tem nível. Se você é um deles disfarça, nem ria sequer de leve.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h32
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A PROCISÃO DAS CINZAS A PROCISSÃO seguia arrastando-se pelas ruas tortuosas e enladeiradas da pequenina cidade. Era um serpentear lento, melancólico, embalado por rezas infindáveis e cânticos lamuriosos. Não podia ser diferente, depois de tantos pecados e heresias cometidas durante mais um carnaval. A hora exigia muita penitência e rogos de perdão ao criador para a purificação dos espíritos atribulados e arrastados ao mundo das sombras, como afirmava o vigário naquela abertura da quaresma. Era manhã de quarta-feira de cinzas. Um mar de gente compenetrada em orações e penitências, buscava a remissão dos pecados acumulados durante a festa pagã de Momo - o Rei da Folia - em meio a tantos excessos. O padre Herbet Oreindthe – holandês naturalizado francês – exercia o santo mister de pároco da pequena cidade de Arco Verde. Ele sabia como ninguém, apesar do seu português atrapalhado, conduzir seu rebanho de criaturas ao Deus misericordioso. A igreja matriz estava, superlotada. Os fiéis vinham de todos os locais e nos mais variados meios de transporte. Não importava a distância. A fé falava mais alto. Desde a madruga, não paravam de chegar carros, animais, bicicletas e, principalmente as famosas e sempre requisitadas Jardineiras da empresa de transporte José Eudázio. Elas chegavam às dezenas e velozes, apesar do precário estado de conservação. Durante a homilia, o padre Herbet Oreindthe foi bastante enfático quanto à posição da Igreja com relação ao carnaval. Para ele, uma festa alegre, mas cheia de excessos e que todo cristão deveria ter muito cuidado ao participar para não cair em pecado. – A Igreja non prroíbe ninguém de parrticipar da carnavale. É uma fersta como tarntas outras. A alergria é una coisa munta bonita. Non tem nenhum prroblema dançar uma frrevo, uma marcha da carnavale. Eu até gostar de u’as músicas dessa, porque son munto alergrre e faze bem a nossa espírrito. Todas nós pode participar, dançar, pular, mas evitar prrarticar as exccesso e evitar cair em pecato e na caminha da mau. – alertava o reverendo padre. Terminada a missa, a multidão começava a se organizar em frente à igreja matriz. Esperava apenas a voz de comando do padre Herbet Oreindthe que seguiria à frente da procissão, com seus auxiliares, abençoando com água benta as ruas e caminhos por onde passava, deixando para trás um delicioso aroma evaporado do incensório caprichosamente conduzindo em balanços lentos e precisos por um diácono. A procissão começava sua marcha. Na noite anterior, nos últimos bailes de carnaval, grande parte daqueles fiéis saltitavam pelos salões ao som de Vassourinha, Abre Alas e outros frevos inesquecíveis. O frevo alegre que ainda ecoava nos ouvidos de muitos era abafado pelos hinos sacros que recomendavam perdão e paz. Mãos trêmulas deslizavam os dedos pelas contas dos rosários, em rezas intermináveis. As pernas, antes firmes nos passos ágeis da música nos salões, mostravam o cansaço e seguiam em movimentos tímidos no sobe e desce ladeiras. A voz do padre Herbet Oreindthe ecoava através do alto-falante do carro de som. A procissão começava subir a Avenida da Consolação, a principal da cidade. Uma ladeira enorme! Lá distante, surgia no começo da ladeira um ônibus tipo jardineira. O motorista desesperado, fazia gestos largos com o braço esquerdo do lado de fora, para que a multidão abrissem caminho. O carro estava sem freios e ele nada podia fazer. O veículo vinha deslizando em velocidade crescente, mas a multidão de cabeça baixa, compenetrada em orações e cânticos não havia notado o prenúncio de uma tragédia. Apenas o padre Herbet Oreindthe deu-se conta do iminente perigo sobre rodas que avançava com rapidez. Quase que em desespero gritou, através dos alto-falantes para a multidão: – Atencion, minhas irmon, a jardinerra! A jardinerra! A jardinerraaaaa! A dezenas de foliões foram arrebatados daquele momento de torpor, pela advertência do padre. Sem se dar conta do perigo, despertava a lembrança do maravilhoso baile da véspera, dos grandes frevos e começou a cantar alegremente o maior sucesso daquele carnaval: – “Oh! jardineira por que estás tão triste?/ O que foi que te aconteceu? /Foi a Camélia que caiu do galho,/ deu dois suspiro e depois morreu...” O carro descia a ladeira sem freio, só naquele momento a multidão foi se dando conta do perigo, graças ao carro de som. Mesmo assim o resultado foi desastroso, apesar de alguns feridos.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 20h34
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CONHECIMENTO INÚTIL
O nome completo do Pato Donald é Donald Fauntleroy Duck. Em 1997, as linhas aéreas americanas economizaram US$ 40.000 eliminando uma azeitona de cada salada. Uma girafa pode limpar suas próprias orelhas com a língua. Milhões de árvores no mundo são plantadas acidentalmente por esquilos que enterram nozes e não lembram onde as esconderam. Comer uma maçã é mais eficiente que tomar café para se manter acordado. As formigas se espreguiçam pela manhã quando acordam. As escovas de dente azuis são mais usadas que as vermelhas. O porco é o único animal que se queima com o sol além do homem. Ninguém consegue lamber o próprio cotovelo, é impossível tocá-lo com a própria língua. Só um alimento não se deteriora: o mel. Os golfinhos dormem com um olho aberto. Um terço de todo o sorvete vendido no mundo é de baunilha. As unhas da mão crescem aproximadamente quatro vezes mais rápido que as unhas do pé. O olho do avestruz é maior do que seu cérebro. Os destros vivem, em média, nove anos mais que os canhotos. O "quack" de um pato não produz eco, e ninguém sabe porquê. O músculo mais potente do corpo humano é a língua. É impossível espirrar com os olhos abertos. "J" é a única letra que não aparece na tabela periódica. Uma gota de óleo torna 25 litros de água imprópria para o consumo. Os chimpanzés e os golfinhos são os únicos animais capazes de se reconhecer na frente de um espelho. Rir durante o dia faz com que você durma melhor a noite. A urina dos gatos brilha quando exposta à luz negra. 40% dos telespectadores do Jornal Nacional dão boa-noite ao William Bonner no final. Aproximadamente 70 % das pessoas que lêem este artigo tentam lamber o cotovelo.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 13h12
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FELIZ NATAL!
ERA TUDO MUITO simples. Para ele, a vida resumia-se a uma forma lúdica. Num passe de mágica poderia mudar tudo, adequando seu presente aos anseios maiores de sua infância maltratada, sem perspectivas. Aos oito anos de idade, é claro, não poderia pensar dessa maneira. Entretanto, apenas tinha a certeza e conhecia a falta de um lar, carinho, apoio, segurança. Não da dura realidade impostas pela miséria. Sentia alegrias e tristezas, essas muito mais do que aquelas, assim mesmo não conseguiam lhe roubar o riso puro e inocente da infância, mesmo sendo trágica e miserável – uma caricatura aguada do seu dia-a-dia. Ao menos isso tinha garantido!
Seu mundo era de ilusões, esperanças e fantasias. É bem verdade. Ele não pensava assim. Afinal, era uma criança, embora amadurecendo rapidamente. No seu pequeno mundo ainda dispunha de espaços para sonhos, deleites fantasiosos que acalentam as pessoas de sua idade. Nada mais! Apesar da pobreza, buscava elementos novos para sonhar, transformando sua extrema necessidade de criança pobre, desamparada, sofrida.
Seus pais? Não sabia onde encontrá-los. Quando se deu conta, um certo dia, estava abandonado ao acaso, com frio, fome, sede, roupas sujas. Por companhia tinha apenas o choro dos desenganados, perdidos, sem quaisquer esperanças. Tão pequeno, mas já conhecia os mal-tratos infligidos por uma turba egoísta, que não dá a mínima atenção às crianças e adolescentes atirados ao acaso e de cuja desdita essa gente inocente não tem a menor culpa. Do seu mundo de desamparo, às vezes com olhos cheios de lágrimas implorava ajuda, apoio, um pouco de amor, de proteção. Esforço inútil! Quantos como ele não perderam a noção do tempo. Mas o que seria isso? Não sabia. E a fome, essa sim era uma espécie de diapasão dando o tom do ronco da barriga, onde apenas o vácuo existia para nutrir seu corpinho esquelético.
Quantas e quantas vezes não desejou comprar para si o sonho e a felicidade mostrada na televisão ligada lá dentro da vitrine da loja, na frente da qual estava parado com dois outros colegas de infortúnio. Aquele mundo era bem diferente do seu. Muitas e muitas noites, na calçada fria e aconchegado com jornais e caixas de papelão, o sono lhe enviava àquelas paragens de fantasia. Se ao menos pudesse chegar mais perto da vitrine para ver melhor seria uma grande satisfação.
Os enfeites, as luzes multicoloridas nas ruas mostravam-lhe uma época diferente. Seus colegas de infortúnios, bem mais velhos, falavam-lhe sobre o Natal, Papai Noel, presentes, roupas bonitas. Coisas desconhecidas para ele. Apenas símbolos ininteligíveis. Nada comparado às parcas e míseras moedinhas, vez ou outra, dadas por alguém, ou mesmo restos de alimentos conseguidos a duras penas, depois de muito implorar a um e outro. Era sua triste realidade. Festas natalinas, dia das mães, dia dos papais, festas de São João, dia das crianças e outras datas festivas, eram fantasias de adultos. – Agora é Natal! Festa de fim de ano. – Comentavam alegremente seus colegas de rua e de míseros dias. Porém não sabiam explicar essas coisas tão comentadas e comemoradas pelos adultos. – É quando chega o Papai Noel, seu burro. – Gritavam com ele.
– Quem é Papai Noel? – Perguntava curioso, porém desinteressado na resposta que também não lhe davam. Isso pouco importava, estava mesmo interessado no desenho animado da televisão. Ouvira falar muitas vezes desse tal Papai Noel e achava até engraçado aquelas pessoas gordas vestidas de vermelho, barbas e cabelos brancos. A primeira vez que avistou um daqueles teve medo, saiu correndo e chorando. Entretanto, a palavra papai lembrava uma parte daquele elo perdido e lhe trazia à lembrança esmaecida, também, a figura de sua mãe. Eram lembranças sem rostos.
Parado ali em frente àquela grande loja, olhinhos grudados na televisão, estava bem distante do seu mundo de horror. Movimento muito grande de pessoas entrando e saindo levava-o a perguntar por que ele e seus colegas não podiam entrar ali, para ver de perto aqueles milhares de brinquedos, como todas aquelas outras crianças, muitas delas saindo com pacotes, ao lado de pessoas adultas. O que levavam? Carrinhos, bonecas, jogos? Súbito, foi arrastado à dura realidade com seus amiguinhos.
– Circulando seus trombadinhas, aqui não dá pra vocês. Fora, fora.
Ainda lembrava da pancada na cabeça, dada por um dos seguranças da loja, botando-os pra correr. Muito o fez chorar. Tudo porque queria, apenas, um pouco da felicidade daquele mundo diferente do seu, onde ouvia tanto as pessoas dizerem uma às outras, FELIZ NATAL.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 13h04
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Abram alas para o nosso SACI
Também estou nessa! E por que não deveria? Afinal o Saci é o mais brasileiro de todos os personagens do folclore brasileiro. Conhecido, portanto, em todos os cantos do país. Aliás, é conhecido em várias partes do mundo. E por que uma figura tão popular, principalmente aqui no Brasil, não poderia ser o mascote idéia da Copa do Mundo de 2014.
Nada mais genuina do que essa idéia da SOSACI - Sociedade dos Observadores de Saci. Em todo o folclore brasileiro e dentre todas as personagem da nossa história nenhuma figura representa melhor a indóle do povo brasileiro. Será o mascote idéial. Vamos apostar nessa idéia e enfileirar correios eletrônicos para a CBF - confederação Brasileira de Futebol para que abra alas para o nosso querido perneta sair driblando pelos nossos gramados e fazendo turma com os nossos craques.
A idéia do cartunista Maurício de Souza idealizando o PELEZINHO como mascote é boa, mas não excelente como essa do nosso Saci Pererê que, acredito a cada dia está ganhando fôlego. O pelezinho, homenagem que o cartunista faz ao nosso Rei do Futebol não incorpora a figura de um símbolo da cultura, da tradição, do sentimento, da garra, da vontade libertária do nosso povo. São estas qualidades inerentes ao nosso moleque perneta. Já partiu e com certeza chegará lá. CORRE SACI!
Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h18
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A HUMANIDADE ENTRISTECEU
Não podemos levar a vida tão a sério, a ponto de nos tornar nossos próprios carrascos. O riso é uma das maiores terapias para uma série de problemas que nos cercam, sobretudo o estresse. O escritor Eça de Queiroz dizia que “o riso acabou porque a humanidade entristeceu”.
Jamais se conseguirá matar o riso. Assim como a alegria, ele é privilégio do gênero humano. Aliás, duas coisas ainda inexplicáveis para a ciência. A fonte do riso e da graça está no nosso dia-a-dia. A cada dia vemos, ouvimos e também contribuímos com nossas gafes, resultados de atos impensados e estimulados pela pressa. O jornalismo é uma das grandes fontes, bem como outras profissões.
Outro dia um locutor de rádio dizia ao anunciar as condições do tempo: “... na cidade, chove torrencialmente, porém fraco”. Depois do feito, corrigi-lo é errar duas vezes. Que tal aquela notícia publicada no jornal, onde se lia: "o acidente fez um total de um morto e três desaparecidos. Teme-se que não haja vítimas”.
Entretanto, mais adiante o texto informava: "o acidente provocou uma forte comoção em toda a região, onde o veículo era bem conhecido”. Essas coisas não são privilégio só nosso, estão em todos os lugares. Em um jornal português o redator ao noticiar a queda de um avião no mar e delimitando o local dizia que "o acidente foi no tristemente célebre Retângulo das Bermudas”.
São coisas do cotidiano que estão em toda a parte.
COMO ENTENDER?
Uma certa autoridade, quando do começo do grande incêndio acontecido em Roraima, em 1998, falando à imprensa disse que "cinco hectares de mata nativa tinham sido queimados pelo fogo. Em princípio trata-se de um incêndio”. Com a insistência do repórter para confirmar se era mesmo incêndio, recebeu como resposta: “estamos investigando essa possibilidade”.
E o que dizer daquele anúncio de ótica transmitido pela rádio, onde o locutor dizia: “... fazemos os seus óculos por pessoal diplomado em apenas meia hora”. Vamos e venhamos é um curso técnico rapidíssimo! E tem um outro comercial de uma tal “farinha de trigo dona Benta sem fermento...” o que não condiz com a foto da tal dona Benta, uma senhora bem rechonchuda.
Essa não podemos deixar passar em branco. Num jornal do interior, chega uma nota de falecimento já no fechamento da edição. O editor encaminha-a para a gráfica com uma recomendação em letras grandes escritas ao pé da folha: “SE HOUVER ESPAÇO”.
No outro dia, para a sua surpresa a nota foi publicada da seguinte forma:
“Comunicamos com profundo pesar o falecimento do Sr. fulano de tal, ocorrido ontem, a tal hora no Hospital Pronto Socorro. O sepultamento acontecerá hoje, às 17 horas, no cemitério municipal. Que Deus tenha piedade de sua alma acolhendo-a no céu. SE HOUVER ESPAÇO”. Imaginem o mal-estar que isso causou à família.
O RISO VEM DE TODA PARTE
Está nos autos da Câmara Municipal de Quixeramobim, Ceará. Em 1991, o vereador José Filho apresentou um projeto de lei obrigando pecuaristas pintarem de amarelo fosforescente, “todos os rabos de bovinos, ovinos e caprinos do Município”, evitando com isso que fossem atropelados.
O vereador Rocélio Fernandes apresentou emenda a esse projeto, prevendo a pintura de todos os cascos e chifres dos animais supracitados, e as orelhas dos animais sem chifres. Felizmente, a proposta vazou e virou gozação e não pôde ser votada.
Essa outra é de uma genialidade fantástica. Um delegado do Mato Grosso encerrou assim seu relatório de assassinato: “A vítima foi encontrada às margens do rio Sucuriu, retalhada em quatro pedaços, com os membros separados do tronco, dentro de um saco de aniagem, amarrado e atado a uma pesada pedra. Ao que tudo indica, parece afastada a hipótese de suicídio”.
E O PAPAGAIO?
No meio jurídico também surgem muitas, como aquela proferida pelo falecido magistrado Pedro Conde, do Tribunal de Justiça do Piauí e professor da Faculdade de Direito. Encarregado de recepcionar no Piauí um ilustre mestre do Direito Romano. Em sua saudação ele disse:
– O senhor é uma sumidade no estudo do Direito Romano, eu diria até um papa no assunto. E deveria até ser chamado de Gaio, que foi um dos mais excepcionais mestres do Direito em Roma antiga. Então minha saudação estaria resumida nesta expressão: Papagaio!
“Quanto mais uma sociedade é culta, mais sua face é triste". Argumentava ainda o extraordinário Eça de Queiroz. Talvez, ele tenha razão, mas devemos ficar atentos a tudo que nos cerca. Perder o riso e a graça é tornar a existência amarga. Não podemos abrir mão dessa terapia que nos torna mais humano, mais dinâmico, mais saudável. Portanto, manter o riso e a alegria é fundamental, sobretudo observando o que se passa em nosso cotidiano, para manter o bom humor sempre em alta.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 18h34
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SONHAR É REJUVENESCER
Parafraseando o norte-americano John Barrymore – ator popularíssimo na década de 20, conhecido como "O Grande Perfil" – de fato, começamos a envelhecer à medida em que as lamentações do dia-a-dia roubam a cena cotidiana e assumem o lugar dos sonhos que carregamos durante toda uma vida. Não importa quanto anos se tenha. Sonhar faz parte da existência. O sonho é a antecipação do futuro imediato que buscamos viver para sentir como será a realidade que moldamos com pensamentos alinhavados de coisas belas e harmoniosas. Não sonhar é semelhante a não ter um passado maravilhoso a ser lembrado. Afinal, as grandes lembranças são as asas da imaginação que nunca envelhece e está sempre disposta a alçar mais um grande vôo em busca da fonte rejuvenescedora que o alimenta. Não ter lembranças a serem revividas e não sonhar é o prenúncio de que a vida chegou ao ponto final. Entretanto, isso não quer dizer que só aconteça às pessoas idosas. Como afirmava o sempre otimista e irrequieto Henry Ford, verdadeiramente velho é a pessoa que entende não ter mais nada que aprender, isto é, pára no tempo. A idade conta, claro que sim! Envelhecer pode acontecer em qualquer idade da existência terrena. Não importa se tenha 20 ou 80 anos, como enfatiza Ford. Se o tempo determina a idade, o certo é não nos incomodarmos com ele. É seguir o caminho sempre obedecendo o que determina a natureza. Não nos importa se a destreza lúdica da mocidade vai um pouco longe. Entretanto, temos a obrigação de estar atentos a todos os detalhes que a vida nos reserva. Afinal, este é o papel que temos de desempenhar na vida, como co-partícipes. Quanto mais nos preocupamos com o tempo, aceleramos o envelhecimento. É interessante observar tal fenômeno! À medida que você se preocupa com o imperdoável tempo, esquece de compartilhar as benecesses que o Universo, ou seja, o Grande Deus oferece-lhe. A melhor forma de entender tudo isso é observar o comportamento da criança. Ela não conta o tempo, deixa acontecer e segue seus momentos, aproveitando tudo de uma maneira interessante. Portanto, continue sonhando, não pare. Continue dando vazão ao ludismo que lhe remete à infância, assim sempre se manterá jovem e terá algo mais com que se preocupar que não seja com o tempo. Sonhe e viva cada momento! A maravilha da existência está em saber aproveitar o que o Universo (Deus) coloca a nosso dispor. Logo, não envelheça, seja o seu próprio tempo. E saiba, o tonus vitale de tudo isso é agradecer por tudo que você tem, com certeza todas as paredes que lhe bloqueam os caminhos se transformarão em portas.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h23
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Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h24
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APRENDENDO O SEGREDO
Se quiseres a alegria, não lutes contra a tristeza. Se quiseres a riqueza, esqueça que a pobreza existe. Se quiseres o amor, nunca lutes contra o ódio. Se desejares a abundância, não brigues pelas migalhas. Se desejares a saúde, não te concentres na doença. Se for a paz que desejas, a guerra deve ser esquecida. Se a harmonia te faz bem, não deves lutar contra violência. Se forem os amigos que almejas, basta aos inimigos a fúria deles mesmos. Se o riso te faz bem, deixa de lado o mal humor. Se forem as coisas boas que procuras, nunca visualizes as desgraças. Se desejares todas as coisas boas, esqueces as coisas más. Se quiseres o dinheiro, não te preocupes com a falta dele. Se quiseres ser meigo, esquece o amargor da existência que te consome. Se quiseres ser cheio de bons propósitos, esquece o vazio que te atormenta. Se pretenderes que Deus te favoreça, abre teu coração e tua mente às coisas boas. Lembra, agora é melhor do que mais tarde, assim como antes é melhor do que depois. O velho que se adapta ao cotidiano é melhor que o novo sem respaldo da experiência. O bem é sempre superior ao mal que, embora triunfe, cai logo em seguida. Estar cheio de esperanças e sentimentos bons é melhor do que vazio de propósitos. A luz por mais tênue que seja fere a escuridão, mostrando que há algo superior. Nunca busque o atalho, quase sempre nele está a imperfeição, é semelhante ao caminho: por ser largo e espaçoso, não quer dizer que seja seguro. Deves ficar atento às facilidades, nelas estão ocultas as maiores dificuldades. Se fossem como o quente e o frio que se denunciam pelas suas temperaturas não cairias nas suas armadilhas. Saiba que o maior dos trabalhadores, não é o grande e de força descomunal que está sempre acalentado pelo ócio, mas o pequeno e destemido, disposto a tudo, como quem sabe a medida do começou, meio e fim.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h41
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FATOS SEM EXPLICAÇÕES
Os números são alarmantes e as contradições são cada vez mais acentuadas. No nordeste brasileiro, segundo dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE existem cerca de 10 milhões de pessoas que são vítimas da seca. Entra ano e sai ano e nada é resolvido e continuam morrendo de fome, sede e subnutrição. As ajudas em forma de migalhas que chegam até essas pessoas são unicamente do governo federal e do esforço desinteressado dos governos estaduais. Logo a indústria da seca continua prosperando. O esquisito de tudo isso é que, apesar de existir uma indústria da seca, não existe no nordeste brasileiro nenhuma Organização Não-Governamental – ONG estrangeira que levante sua bandeira em favor daquele povo sofrido. A contradição está no fato de que na Amazônia brasileira, segundo levantamentos da Fundação Nacional do Índio – Funai e do próprio IBGE, existem hoje 230 mil índios de várias etnias. Um detalhe importante: não passam fome, pois vivem em abundância, e também dispõem de muita água. A subnutrição é praticamente zero, salvo por caso de descuido. Ali existem mais de 350 ONGs estrangeiras que “brigam” em defesa do meio ambiente e dos povos indígenas. Detalhes a serem levados em consideração: no nordeste as riquezas do subsolo são poucas, enquanto na Região Amazônica existem em abundância, além de ser o meio celeiro de biodiversidade do planeta. Conclusão, não há motivo para que as ONGs internacionais se interessem pelo nordeste, onde o que existe em abundância são répteis de toda espécie.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h57
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ARTESANATO INDÍGENA
O desconhecimento que se tem a respeito da Região Amazônica é enorme. O meu filho Gláuber me chama a tenção para esse detalhe que serve de alerta a todos aqueles que residem nos grandes centros e pensam que aqui só existe índios passeando nus pelas ruas e armados de arco e flecha. E ele ilustra muito bem com o seguinte fato protagonizado por um caboclo manauara, que iremos chamar de Rui Silva, em uma viagem no trecho Rio-São Paulo. Rui Silva é dos caboclos que se deram bem em Manaus. Hoje é cinegrafista. Numa de suas viagens para fazer um curso em São Paulo. O fato se deu durante o vôo no eixo Rio de Janeiro-São Paulo. No avião, um paulista sentado ao seu lado vendo suas feições características bem acentuadas da raça indígena, puxa conversa: – Então, você é de Manaus? – Sou, sim. – E é verdade que lá tem muito índio? - Sim, tem sim – responde Rui, enfastiado com o papo. - Então, vocês devem ter por lá muito artesanato também... - Sim... Lá a gente tem muito artesanato. Inclusive, lá na sua casa deve ter alguma coisa do artesanato indígena que a gente faz em Manaus. - Sério? Não acredito! Eu não tenho nada de artesanato indígena na minha casa. - Quer dizer que você não tem TV de Plasma? DVD? Computador? Não usa aparelho Celular? - Ah! Isso aí claro que tenho, sim. - Então... O que vocês chamam de tecnologia, a gente chama lá no Norte de artesanato, tudo isso aí é feito pelos "ÍNDIOS" em Manaus!
P.S. Na foto acima, algumas peças do artesanto indígena que estão sendo muito bem aceita pela comunidade civilizada.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h16
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SAUDADE
Saudade! Misto de dor, sentimento de tristeza, agonia, A maltratar meu coração sofrido, abalado pela ausência. Saudade! Grito silencioso de quem ama sem hipocrisia, Aguardando, o teu retorno triunfal com paciência.
Saudade! Hino elegíaco. Num crescendo de harmonia, Remete-me a ti, essência divinal, rosa dos meus dias. Tu és saudade, a marca indelével do amor e da ternura, Chama inapagável e fervorosa da subliminar ventura.
Saudade! Sentimento atroz, melancólico, ultra-humano, Revelas-me a grandeza e o real sentido da existência, Embora sob a égide inabalável do teu poder tirano.
Seja, pois meu coração cativo, símbolo da paciência, A reverberar o estigma deste amor sempre profundo, Imortalizado em todos os versos que fiz no mundo.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h51
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O QUE VOCÊ PRECISA SABER
Um advogado circulou a seguinte informação para os empregados na Companhia dele: 1. Não assine a parte de trás de seus cartões de crédito. Ao invés, escreva 'SOLICITAR RG'. 2. Ponha seu número de telefone de trabalho em seus cheques em vez de seu telefone de casa. Se você tiver uma Caixa Postal de Correio use este em vez de seu endereço residencial. Se você não tiver uma Caixa Postal, use seu endereço de trabalho. Ponha seu telefone celular ao invés do residencial. 3. Tire Xerox do conteúdo de tua carteira. Tire cópia de ambos os lados de todos os documentos, cartão de crédito, etc. Você saberá o que você tinha em sua carteira e todos os números de conta e números de telefone para chamar e cancelar. Mantenha a fotocópia em um lugar seguro. Também leve uma fotocópia de seu passaporte quando for viajar para o estrangeiro. Se sabe de muitas histórias de horror de fraudes com nomes, CPF, RG, cartão de créditos, etc... roubados. Infelizmente, eu, um advogado, tenho conhecimento de primeira mão porque minha carteira foi roubada no último mês. Dentro de uma semana, os ladrões ordenaram um caro pacote de telefone celular, aplicaram para um cartão de crédito VISA, tiveram uma linha de crédito aprovada para comprar um computador, dirigiram com minha carteira, e mais... Mas aqui está um pouco de informação crítica para limitar o dano no caso de isto acontecer a você ou alguém que você conheça. E MAIS..... 4. Nós fomos informados que nós deveríamos cancelar nossos cartões de crédito imediatamente. Mas a chave é ter os números de telefone gratuitos e os números de cartões à mão, assim você sabe quem chamar. Mantenha estes onde você os possa achar. 5. Abra um Boletim Policial de Ocorrência imediatamente na jurisdição onde seus cartões de crédito, etc., foram roubados. Isto prova aos credores que você tomou ações imediatas, e este é um primeiro passo para uma investigação (se houver uma). Mas aqui está o que é talvez mais importante que tudo: 6. Chame imediatamente o SPC (11-3244-3030) e SERASA (11-33737272) e outros órgãos de crédito se houver, para pedir que seja colocado um alerta de fraude em seu nome e número de CPF . Eu nunca tinha ouvido falar disto até que fui avisado por um banco que me chamou para confirmar sobre uma aplicação para empréstimo que havia sido feita pela Internet em meu nome. O alerta serve para que qualquer empresa que confira seu crédito saiba que sua informação foi roubada, e eles têm que contatar você por telefone antes que o crédito seja aprovado. Até que eu fosse aconselhado a fazer isto (quase duas semanas depois do roubo), todo o dano já havia sido feito. Há registros de todos os cheques usados para compras pelos ladrões, nenhum de que eu soube depois que eu coloquei o alerta. Desde então, nenhum dano adicional foi feito, e os ladrões jogaram fora minha carteira. Este fim de semana alguém a devolveu para mim. Esta ação parece ter feito eles desistirem.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h41
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A música e seu poder transformador
  
"Deixem-me escrever as canções de uma Nação, e não me importarei com quem lhe faz as leis". Daniel O’Connell
Música é a vibração do Universo de forma harmônica e encantadora, como se fora executada por orquestra, sob a regência de um maestro espetacular. É a energia que flui espontaneamente comandando o pulsar de todas as coisas. Ela tem ditado o compasso do tempo nas idades e pontos mais longínquos das galáxias incontáveis. Ela é um começo sem fim, magia daquilo que sempre foi e, assim, existirá por toda a eternidade, metodizando a expansão de galáxias, sois, planetas e sistemas em todos os pontos do Universo. Com suas notas e compassos sobrepõe-se a tudo, comandando os sentidos, para que venha desabrochar na mente o saber que conduzirá o Homem à evolução. Sem dúvida, pela sua força e em compassos sutis, a música despertou, pouco a pouco, a consciência do Homem, trazendo-o das cavernas ao berço das grandes civilizações; das urbes de todos os tempos às metrópoles planetárias. É o elo que nunca foi perdido, pois seu domínio não cabe aos humanos. Logo não se pode ter o cérebro separado desta fonte extraordinária de energia vital. Seu poder é extraordinário. Sua força sobrepuja as leis, mesmo aquelas grafadas com letras firmes. Talvez por assim entender, o líder nacionalista irlandês Daniel O’Connell aludiu a sentença em epigrafe: "Deixem-me escrever as canções de uma Nação, e não me importarei com quem lhe faz as leis". Isto porque a força da música é assustadoramente enorme, não havendo muralha que possa lhe deter por muito tempo. Indiscutível! Ela nos dá a certeza da expansão em constante movimento. É o palpitar de todos os tempos em combinações de notas variadas na harmonia universal. Podemos sentir esse saudável movimento num crescendo de amor que está ao nosso redor. O Universo, com certeza, corresponde ao nosso ritmo interior e, pouco a pouco ela vai brotando como uma sinfonia. Não se pode contestar que no mais rude dos movimentos ela esteja presente. Em havendo harmonia, consequentemente haverá música, ritmo e isto, é o que nos embala. É fundamental ao desenvolvimento e à elevação do espírito humano. Pouco a pouco ela se torna o escopo mágico moldando com notas bem trabalhadas as filigranas do caráter, dando contornos à personalidade. Em todos os graus da evolução ela estará ali, inseparável. O grande mestre Platão dizia que "através da música, a alma aprende a harmonia e ritmo e, até, uma propensão à justiça". Pela pureza e profundidade de sua melodia, chegaremos ao entendimento deste ser pensante que, muitas vezes, inconscientemente, vai moldando-se em conformidade com a harmonia ambiental, com a música que lhe dita o ritmo da existência neste desfiladeiro de vibrações microcósmica. Por fim, a música modela, indiscutivelmente, o caráter. Se ela assim procede nos desperta os sentidos mais puros, colocando-nos mais de frente na participação e determinação de questões sociais e políticas. O filósofo também afirmava categoricamente que a música é valiosa não apenas porque cria requinte de sentimento e caráter, mas também porque preserva e restaura a saúde.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 09h05
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O RESULTADO DAS URNAS
Há em voga, hoje, uma nova consciência no eleitorado brasileiro. O resultado das urnas nestas eleições municipais demonstraram essa realidade. Os velhos currais eleitorais, pouco a pouco, vão ficando para trás nas mentes dos políticos saudosistas que hoje se vêem como uma espécie em existição. E não é para menos! O nível de amadurecimento do eleitor é inquestionável. Que digam os resultados surpreendentes verificados em grandes e pequenos centros urbanos.
Definitivamente, por conta de uma nova geração que abre a consciência para o novo, para o amadurecimento, sobretudo para o discernimento político, tem-se a chance de mudar os destinos de muitas cidades. O que menos se viu nessa campanha foram os votos de protesto. Essa nova ordem vem dominando todos os setores. Do parlamento ao judiciário, dos partidos políticos ao eleitor. Certo que ainda está muito longe a hora de tirarmos do cenário o POLÍTICO CORRUTO.
O avanço que esperimentamos agora é crescente. É o voto consciente daquilo que se quer. Com certeza avançaremos para o voto facultativo e isto estará a cargo das novas gerações que estão se libertando das amarras do passado e assumindo seus próprios pensamentos, no afã de ver esse país continental crescer, mostrando para o mundo a sua pontencialidade. Configura-se no horizonte não muito distante a máxima de Brasil pátria exemplar e coração do mundo, vez que para aqui convergem todas as tendências.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h10
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Não pensem besteira. Imoralidade é tudo aquilo que não se entendia no passado e hoje se vê passivamente sentado na sala com a família.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h52
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O BURACO É MAIS EMBAIXO
O MUNDO VAI se estreitando. Pouco a pouco, o buraco da fechadura deixa de exercer aquele fascínio para os voyeurs. Eles já não sentem mais excitação ao observar um ato sexual praticado por outros. Não se entusiasmam ao ver as genitálias alheias. Com os tempos modernos, a Internet e principalmente a televisão com suas novelas sensuais, libidinosas e agora com os programas interativos mostrando tudo, mudam até os conceitos de moralidade, do permitido, do proibido.
A sociedade conservadora e de conceitos inquebrantáveis reprimia o despertar do desejo, da libido sexual. Hoje não mais açoita, nem assusta ninguém. Antigamente essa conduta era perniciosa à moral e aos bons costumes. No entanto, a molecada desafiava esses conceitos, em prol da alegria de descobrir a sexualidade. Doces lembranças daqueles momentos! Quem não as tem? Mesmo sob as ameaças de estar cometendo um pecado mortal, a meninada encorajava-se a arriscar um olho no buraco da fechadura ou da parede de tijolos carcomidos pelo salitre, para olhar as coleguinhas do cotidiano tomando um delicioso banho, ou qualquer outra mulher que despertasse desejo.
Assim começava o desabrochar da libido, essa coisa gostosa. Grande descoberta a nos mostrar um outro mundo. Não enten-díamos nada a respeito, mas nos dava uma alegria bem diferen-te. Era a descoberta do sexo. Os moleques mais instruídos faziam questão de ensinar aos neófitos os segredos embrionários.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h49
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VISÃO DE LONGO ALCANCE
O buraco da fechadura ou a fresta na parede não eram mais suficientes. Pena que não havia como hoje revistas de mulheres peladas, compradas em qualquer banca. As que existiam eram extremamente proibidas e vendidas aos adultos às escondidas. Seria um eterno paraíso para a molecada se uma dessas publicações caísse no seu domínio. Muito neguinho se acabaria na mão feito colher de pedreiro!
O gosto pelo pecado exercia em nós uma atração imensa. Entretanto, na nossa inocência tínhamos certeza, bastaria recorrer aos pés do confessionário do padre Herbet Oreindthe, com aquela choramingada expressão: – Padre! Eu pequei olhando, pelo buraco da fechadura, a minha prima tomar banho... – para ficar tudo bem. Quantas e quantas vezes éramos forçados a contar todos os pe-quenos pecados. E nem sabíamos o significado desse tal pecado.
O padre Herbet Oreindthe era cuidadoso e severo nas suas observações e na aplicação de penitências para esses pecados gostosos, principalmente quando algum moleque lhe contava haver se masturbado olhando escondido a vizinha tomar banho pelada no quintal. Ou mesmo alimentar hábitos demorados no banheiro, pensando naquela garotinha que se estava namorando, sem que ela soubesse. Tempos diferentes, enigmáticos, mágicos, criativos, em nada comparado com a atualidade.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h47
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COM IMAGINAÇÃO
Aquele nosso tempo não é diferente daquela piada do moleque que estava sozinho em casa. Não tendo o que fazer, pega uma revista Playboy e se manda para o banheiro. Leva consigo um copo com água e um sonrisal. A intenção era se masturbar, pelar o frango, esfolar o francês. Abre a revista sobre a pia do banheiro, folheando-a com voracidade. Dezenas de mulheres nuas, cada uma mais bela e gostosa que a outra.
Imediatamente joga o sonrisal dentro do copo d’água. No seu entusiasmo ino-cente, chegando quase ao auge do gozo, vai dizendo: – Ah! Isso é que é vida. Mulheres! Sexo! – Pega o copo já com o sonrisal diluído e bebe de uma vez completando – E esse deli-cioso champaaanheeee!
Ah! Hoje a imaginação quase não existe. O avanço da civili-zação vai derrubando todos os velhos conceitos. A educação sexual está presente no dia-a-dia dos nossos filhos. Há momen-tos em que a liberdade chega a se confundir com libertinagem. O avanço da tecnologia, a globalização, amplia esse buraco de fe-chadura, para que a prática do voyeurismo seja comum a todo ser humano.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h43
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TV INTERATIVA
A princípio a Internet, além da sua grande utilidade, serviu também para os maus intencionados extravasarem a libido sexual de todas as maneiras. Neste novo veículo de comunicação a gente encontra páginas profundissimamente eróticas, proporcionando um avanço na ficção, colocando no dia-a-dia o sexo virtual.
Hoje ela continua sendo um local privilegiado para o acesso a tudo ligado ao sexo. Os apelos sexuais são irresistíveis. A televisão interativa amplia o buraco da fechadura, dando-lhe mais algumas polegadas.
Agora, pode-se reunir a família na sala e exercitar aquela tendência natural dos humanos ao voyeurismo, mesmo vestindo a carapaça do falso-moralismo. Por mais conservador que se seja, sempre se arriscará uma olhada nas intimidades alheias, principalmente quando há aquela cena onde encontramos duas pessoas em baixo de um lençol que sobe e desce como uma bolha de respiração. O que estarão fazendo? É pecado!
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h40
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Curiosidades Inúteis
Ratos não vomitam. (Ainda bem senão eu perderia meu dinheiro gasto com veneno) Napoleão Bonaparte calculou que as pedras usadas para a construção das pirâmides do Egito seriam suficientes para construir um enorme muro ao redor da França. (Se ao invés disso tivesse se concentrado na estratégia de guerra não teria perdido a batalha de Waterloo) Nesse exato momento há mais de 100.000.000 microorganismos se alimentando, se reproduzindo, nadando e depositando detritos na área em volta dos seus lábios. (Deve ser por isso que vez por outra sinto um formigamento nos lábios) Você pisca aproximadamente 25 mil vezes por dia. (Tem gente que não encontra coisa melhor pra fazer) As moscas domésticas vivem apenas 2 semanas. (Vou ter de prender uma para saber se isso é verdade) Astronautas não podem comer feijão antes de suas viagens, pois os gases podem danificar as roupas espaciais. (Talvez foi por isso que o Challenger explodiu em fevereiro de 2003) Os russos atendem ao telefone dizendo "Estou ouvindo" (Vai que alguém pensa que o cara é surdo) 15% das mulheres americanas mandam flores para si mesmas no dia dos namorados. (Falta de homem, deve ser isso) Antes da Segunda Guerra, a lista telefônica de Nova Yorque tinha 22 Hitlers. Depois dela, não tinha mais nenhum. (Por que terá sido?) O Oceano Atlântico é mais salgado que o Pacífico. (Vou ter de experimentar das duas águas para confirmar isso) 16% das mulheres nascem loiras. 33% das mulheres são loiras. (Diga alguma coisa, menos aquela frase idiota) É possível ver 500.000 crateras na Lua olhando-se da Terra. (Tenho observado a lua, mas é difícil de contar) Uma asa de mosquito se move 1000 vezes por segundo. (O cara que parou para contar deve ter ficado louco) Seu cabelo cresce mais rápido à noite, e você perde em média 100 fios por dia. (Deve ser por isso que estou ficando careca)
Escrito por Gonzaga de Andrade às 14h40
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O Analfabeto Político
"O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo".
É um gesto de muita coragem e patriotismo ajudar a decidir o futuro da cidade em que moramos. Um gesto de cidadania importante ao escolhe as pessoas certas para comandar os nossos destino.
O dia cinco está chegando. Espero que você que me lê neste momento não seja mais um analfabeto político, como cita o escrito, poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brechrt e saiba aescolher certo no próximo domingo.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 00h16
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Dormindo no trabalho, liga não!
Sempre tem uma boa desculpa para aquele sono inoportuno que nos assalta na hora errada. Como justificar se você for flagrado pelo seu chefe. Pode usar uma destas frases:
01 - Me disseram no banco de sangue que isso poderia acontecer.
02 – Foi só um cochilo de 15 minutos para recuperar as energias, como foi ensinado naquele curso de gerenciamento do tempo que vocês me mandaram fazer.
03 - Pôxa, eu estava imaginando como é a vida de um cego.
04 - Eu não estava dormindo! Estava meditando sobre a missão da empresa e tentando descobrir um novo paradigma.
05 - Eu estava fazendo um exercício altamente especifico de Yoga para aliviar o stress do trabalho. Vocês descriminam pessoas que praticam Yoga.
06 - Por que você me interrompeu? Eu estava quase chegando numa solução para o nosso maior problema.
07 - A máquina de café está quebrada outra vez.
08 - Em nome de Jesus. Amém.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 00h39
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Cem anos sem Machado de Assis
As comemorações do centenário de morte de Machado de Assis, antes de qualquer coisa, demonstra a importância dele para a Literatura Brasileira. Até aí nada de especial, mas se atentarmos para o fato de que Machado, sem desmerecer outros grandes nomes da cultura literária brasileira, tem se tornado um dos grandes expoentes da literatura mundial.
A sua obra graças à linguagem simples conseguiu atravessar vários estágios e resistir a formas e conceitos o que faz de Machado de Assis um notório escritor de inesgotáveis fontes e caminhos ainda por explorar. Por isso mesmo tem sido um referencial literário, tanto dentro quanto fora do país.
Realmente é um orgulho para a Nação brasileira poder contar com um vulto tão expressivo como Machado de Assis e sua obra eclética, sugestiva, atrativa e cativante que todo estudante brasileiro deve conhecer, ao menos, medianamente.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h49
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Nunca desista!
Nunca desista! A queda nunca significa o fim. O recomeço é um ato de corage m e de valorização interior. Por isso, devemos estar sempre prontos. Aceitar a queda como o fim é negar a grandeza de Deus.
Todos nasceram fadados ao sucesso e a vôos altos. Não se pode matar o pássaro interior que ganha as planícies da imaginação em busca de horizontes mais amplo.
Pense na queda como uma advertência para que consiga uma escalada perfeita. Nada mais ilustrativo do que a parábola de renovação, onde se mostra a grande força interior simbolizada pela persistência da águia esse pássaro sensacional.
“A águia é a única ave que chega a viver 70 anos. Mas para isso acontecer, por volta dos 40, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão.
Nessa idade, suas unhas estão compridas e flexíveis. Não conseguem mais agarrar as presas das quais se alimenta. Seu bico, alongado e pontiagudo, curva-se. As asas, envelhecidas e pesadas em função da espessura das penas, apontam contra o peito. Voar já é difícil.
Nesse momento crucial de sua vida a águia tem duas alternativas: não fazer nada e morrer, ou enfrentar um doloroso processo de renovação que se estenderá por 150 dias.
A nossa águia decidiu enfrentar o desafio. Ela voa para o alto de uma montanha e recolhe em um ninho próximo a um paredão, onde não precisará voar. Aí, ela começa a bater com o bico contra a rocha até conseguir arranca-lo. Depois, a águia espera nascer um novo bico, com o qual vai arrancar as unhas velhas. Quando novas unhas começarem a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. Só após cinco meses ela pode sair para o vôo de renovação e viver mais 30 anos”.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h34
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As nuances do poder
É incrível o que o poder conseguem fazer com o ser humano. Por isso mesmo é o maior e melhor teste para o caráter das pessoas, não sendo à-toa que certa vez alguém disse: “quer saber que é uma pessoa, dê-lhe poder ou dinheiro”. Essa máxima avança inexorável no tempo e, sempre mostrando sua eficácia. É a mais eficiente forma de triagem de que dispomos para conhecer alguém.
Não é que o poder corrompe. Não. Ele, apenas proporciona ao seu executor os meios de decisão, mostra os caminhos a seguir. Ele não fragiliza a pessoa, apenas revela o real caráter realçando-lhe a personalidade. Ele não estimula o chamado “lado negro da força”, apenas mostra o alcance das decisões que pode tomar e que só lhe interessa. Revela se o seu executor é egocêntrico, ambicioso ou se é capaz de utilizar essa instância para dividir benesses com todos que estavam e continuam à sua volta è espera de uma partilha.
O poder não ruim. Não! É indiferente a tudo e a todos. É a ante-sala de dois mundos distintos. Ao se chegar nela vislumbram-se infinitas possibilidades de fazer o que sempre quis, de buscar a concretização de velhos ideais e ambições. Todos esses mecanismos se tornam mais fortes quando o poder chega ungido com o dinheiro.
Quando não se tem um caráter forjado nos valores do bem, no respeito às pessoas, na valorização das amizades, na humanização certamente se desperta o lado mau, uma pessoa diferente que se escondia por trás de uma fachada de “bom moço” e que, agora, conta com tudo o que sempre quis e nunca revelou aos seus mais próximos que, a partir de então lhe serão desconhecidos, serão alijados de sua fértil imaginação.
Agora sim, exerce a grande força. Da ante-sala de dois mundos, opta pelo lado mau, afinal a partir dali é uma pessoa que “manda porque pode”, sua índole é seu poder, sua estrela que não lhe deixará a ver o mundo de antanho.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 19h43
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Projetos especiais para a alma
Da extraordinária escritora, poetisa, tradutora e colunista da Revista Veja, Lya Luft, que tem dado uma contribuição espetacular à literatura brasileira:
"Se não souber rir, se tivermos desaprendido como dar uma boa risada, ficaremos ficaremos com a cara hirta das máscaras das cirurgias exageradas, dos remendos e intervenções para manter ou recuperar a 'beleza'. A alma tem suas dores, e para se curar necessita de projetos e afetos. Precisa acreditar em alguma coisa".
Sem dúvida é uma grande lição de vida para que possamos aprender a como encarar a existência e superar as dificuldades do dia-a-dia trçando projetos especiais e cultivando maiores afetos.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h13
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O que você vai decidir com o seu voto
Você já parou pra pensar sobre a questão do voto? É um gesto simples, mas que leva a grandes transformações. Da sua decisão parte o futuro, Logo você é co-participe do que venha acontecer depois de uma eleição.
É importante, sobretudo, você saber o que vai decidir, o que vai mudar com o seu voto, quem você vai colocar no topo do poder. Votar é um gesto muito importante e de uma grande responsabilidade. Confirmado o voto na urna a situação será irreversível.
A cada eleição você tem uma gama imensa de candidatos a escolher. Uns bem intencionados, outros nem tanto, muitos buscando satisfazerem os seus interesses e todos de olho nas benesses que o poder irá lhes proporcionar. O eleitor, claro, tem sua importância antes e durante o pleito, depois é droga vencida.
Por isso é importante que você desperte e se conscientize que o seu gesto é muito importante para as decisões futuras. Afinal, quer queira, quer não você participa ativamente de todas as decisões políticas do seu contexto. Pense Nisso!
Escrito por Gonzaga de Andrade às 13h17
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Livre para ser feliz

O mundo está cada vez mais complexo e exige de cada um de nós muito mais paciência, fôlego, criatividade e, sobretudo, meditação para vencer os percalços que nos assuma dia-a-dia.
O exercício mental torna-se indispensável e até gratificante. Não nos custa nada mergulhar profundamente em nosso interior, buscando mágoas, pensamentos nocivos e que estiver freando nossa emoção.
Não existe melhor receita para uma vida saudável do que exercitar constantemente o perdão, pois assim o fazendo estaremos ganhando muito mais e transbordaremos de paz e tranqüilidade e poderemos caminhar livres e tranqüilo.
O exercício do perdão fará transbordar o cálice da nossa fé e, com certeza estaremos dando um salto muito importante para a vitória.
Não podemos, de forma alguma esquecer nosso potencial, devemos sempre estar desafiando os limites, pois eles só existem para os fracos que não têm objetivos a alcançar.
Entretanto, a chave do sucesso precisa ainda de outros ingredientes importantes como jogar por terra todos os preconceitos e ter como meta a verdade, pois ela é única e imutável.
Assim procedendo estaremos construindo uma sólida aliança com o tempo que nos disponibiliza tudo o que temos ao nosso alcance. Agora cuide em planejar seu novo futuro, com ternura, carinho e compreensão, afinal você é livre para ser feliz.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 13h09
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Garimpeiros do voto
Estamos no auge de mais uma campanha política. Época de caça ao voto. Da conquista de eleitores indecisos e cansados de acreditar nas promessas dos políticos. É esta a época das propostas mirabolantes, fantásticas, das mil e uma noites, mas que, quase sempre nunca saem do papel.
É tempo de uma nova moeda de valor temporário: o voto. Por ele o candidato faz de tudo, às vezes até o impossível. É o garimpeiro das consciências alheias, desavisadas, necessitadas. Sua meta é essa jóia preciosa, que lhe garantirá a passagem para um mundo diferente, onde poderá realizar seus próprios sonhos.
Retratando o perfil desse nosso garimpeiro do voto, o poeta e conterrâneo Zé Laurentino nos fala daquele elemento, boa pinta, carrão importado que não foge à regra e, em sua abordagem a um futuro votante identifica-se e declina sua intenção: “é que sou candidato / quero ser vereador/ pra defender a pobreza/ esse povo sofredor!”
Nessa época, o voto é garantia de sobrevivência. Diante das dificuldades do dia-a-dia é difícil não se deixar levar por uma promessa, uma mínima ajuda “desinteressada”, uma cesta básica que chega ao momento de grande precisão e que não se tem recursos para alimentar a família às vezes numerosa.
E como diz o poeta, vale até ir deixar o eleitor em casa para garantir o voto: “Foi me deixar em casa/ subindo ladeira e grota/ ao meu menino mais novo/ ainda deu uma nota/ tratou com todo respeito/ as meninas e a mulher/ e aceitou com muito gosto/ cuscuz de milho e café.”
É o princípio elementar desse tipo de conquista, em que o respeito à família é fundamental para consolidar o propósito e, quando se trata de agradar filhos, o garimpeiro do voto assume a postura do “aquele que meus filhos beija, a minha boa adoça”.
O eleitor não pode e nem deve aceitar nada passivamente. Não pode ser aquele analfabeto político descrito por Bertold Brecht – dramaturgo e poeta alemão. Não adianta questionar depois da eleição, pois os erros, nesse caso, serão irreparáveis. Somem os garimpeiros, extingue-se a moeda de troca e o eleitor volta a ser aquela figura insignificante até a próxima eleição.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h45
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Ser paciente é...
Ter paciência é saber modular as frequências do pensamento tornado a vida mais harmônica e a espera menos cansativa.
Ter paciência é compreender que, alcançar o objetivo é ter conhecimento de como cada passo na vida é importante e deve ser dado com segurança.
Ter paciência é entender que muito do nosso tempo desperdiçamos com coisas bobas e sempre queremos o imediatismo, quando tudo na vida tem sua sequência lógica.
Ter paciência é entender que o universo continua palpitando, mesmo a contra-gosto nosso e que a vida é sequencial e de uma harmonia inabalável.
Ter paciência é compreender que a pressa é a aceleração de um desejo que pode não ser alcançado e, às vezes quando o alcançamos vificamos decepcionados por ver que não é o que esperávamos.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h18
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COMPORTAMENTO
O ficante
O QUE os anos 80 e 90 fizeram conosco? Certamente, forçaram uma mudança de conceitos e a forma de encarar a vida. Os perfeitos relacionamentos entre homem e mulher, aqueles amores cinematográficos ficaram para trás. Velhos conceitos como amor, namoro, casamento vão sendo substituídos pela cul-tura da sensualidade, da volúpia, da lubricidade. En-fim sexo, sexo, puro sexo. Em se tratando de relacionamento humano, namorar não está com nada. A onda agora é ficar. É démodé, careta, cocoroca, quadradão quem se meter a inspirar amor, namorar, cortejar. Fins dos tempos podem crer. Nada de inspirar amor, apaixonar, cativar, seduzir. Namoro está fora de cogi-tação, é burrice! É permitido e bem atual desejar se-xualmente. É uma troca justa de energia. Ficar! Essa é a palavra da vez. É válido todo esforço. Há pessoas de outros tempos que se adaptaram às novas fórmulas de convivência e entendimento social. Antes havia muito romantismo, sentimento de pureza na juventude, um cheiro de inocência, de delicadeza, de paixão. Seguíamos a lição traçada por nossos pais e com muito respeito. Época de ouro já era! Será que as gerações atuais vão ter o que recordar no futuro, além de ter apenas FICADO? Bom, esse não é problema nosso. Viemos de uma época de ouro e ago-ra temos de nos adaptar a esse futuro, como afirma uma velha amiga. Outro dia, ela me disse que estava ficando com um grande amigo, com quem ela jamais pensava um dia ter algo mais profundo que uma amizade. Achei aqui-lo maravilhoso e até lhe dei os parabéns e comentei. – Afinal, uma mulher de meia idade como você, saída de um casamento. Robusta, bonita com tudo em cima, tem muito mais é que aproveitar a vida. Lamentei ela ter posto um fim ao romance que manti-nha com certo cidadão há algum tempo e que morava em estado vizinho. Prontamente, ela rebateu: – Não terminou nada. Nós continuamos namorando firme. Pretendemos até nos casar em breve... – Mas... Você mesma disse que estava ficando com... – Olhe meu bem! Entenda: esse daqui é apenas o FICANTE e o de lá é meu namorado, o amor da mi-nha vida. – O que diabos é esse tal de FICANTE? – Te orienta, irmãozinho. FICANTE é assim uma pes-soa com quem a gente passa apenas um tempo, não muito. Viver um clima diferente, trocar uns amassos, uns fluidos. Essas coisas gostosas, tu sabes! Finalmente caiu a ficha e entrei na real. O FICANTE, apesar de ser uma pessoa querida, não se mantém uma relação de namoro; não se possui por amor, mas por uma necessidade de se trocar energia, matar o tesão. Nada de se apaixonar, fazer galanteios. – Terminou aquela relação, tudo volta a ser como era antes. Nada de culpa, é só paz e amor. – disse-me a-quilo rindo escandalosamente. Bom, depois fiquei pensando demoradamente no as-sunto. E conclui não dá para rever conceitos. O me-lhor mesmo é continuar acreditando na tradição e não negar a maior das instituições: a família.
Categoria: CRÔNICAS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h22
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UMA HISTÓRIA EM TRÊS ATOS
BROXAR COM CLASSE - Parte III
Coisas desse tipo podem irritar ainda mais a insatisfeita e não comível parceira sexual. Portanto, não custa nada ser compreensivo. Deitando ao lado dela – a mulher, é claro –, acariciando-a e cochichando ao seu ouvido: – Liga não, meu amor, ele faz isso, às vezes, só pra chamar minha atenção! Tenho um amigo que tentou, numa dessas ocasiões, após tomar umas boas pingas, bancar o tipo João Sem Braço, dizendo para uma garota que há tempos vinha paquerando: – Olha, meu amor, pra falar a verdade, esse não é o meu. O meu está no conserto. Este eu peguei emprestado do Ronaldinho, vai ver que é uma dessas porcarias feitas no Paraguai. Hoje a garota não quer vê-lo nem pintado a ouro e o pior, ainda faz propaganda negativa contra o suplicante. Portanto, os melhores tipos são os descontraídos e bem humorados que diante dessas situações até cantam “deitado eternamente em berço esplendido”, valorizando aquele trabalhador incansável que no momento o deixou literalmente na mão. Broxar é um ato impensado, inconseqüente, porém compreensível, a que todo homem consciente de suas funções sexuais está sujeito no momento em que menos espera. Não adianta bancar o tipo freudiano gozador. Todo atleta, um dia tem de pendurar a chuteira, portanto, não custa nada ser o tipo autoconfiante, encarar a situação e gritar alto e em bom tom: – Ate que enfim, aconteceu comigo! Eu já estava me sentindo um estranho no meio da turma! Agora disfarça! Isso mesmo machão, você que está lendo essa crônica. A concluir pela sua cara, você parece já ter tido esse desprazer um dia, ou isso já virou hábito. Fala sério! Não ria!
Categoria: CRÔNICAS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h30
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UMA HISTÓRIA EM TRÊS ATOS
BROXAR COM CLASSE - Parte II
Há muitas maneiras de se sair de uma situação dessas, inclusive com a participação bem humorada de sua companheira, a mulher. Entretanto, diz o especialista e sexólogo Deolírio: – Procure fazer valer a sua personalidade, forte sem ser agressivo, mas bem marcante. Você pode – não sei se esse é o seu caso! – dar um toque de ironia, dizendo para a insatisfeita mulher: “Nossa, deve ser conseqüência de alguma coisa que eu não comi!” Entretanto, se preferir pode ser cínico do tipo: “isso é o que eu chamo de sexo frágil”. O que você nunca deve fazer é dar uma de moderno, dizendo para sua desejada companheira: – Na verdade, querida, não me leve a mal. Eu acho que sexo é totalmente dispensável numa relação moderna. Ação como essa só complicará mais ainda a inesperada reação peniana e o mulherio se afastará de você. Tampouco, pode-se ser sarcástico e ignorante do tipo: –Só me resta cortá-lo e guardá-lo num vidrinho para mostrá-lo às futuras gerações. Reação do tipo: “acorda e cresce, descrente!” faz bem, cria certa energia, maior vigor e acaba conferindo ao morto um novo alento, um sopro de vida. Também não é legal bancar o dispersivo, entrando com um papo furado onde não é cabível e tampouco interessante à sua parceira, como: – você sabia que a autobiografia do ex-presidente George W. Bush vai se chamar Que Culpa Tenho Eu? Bancar o inconformado é muito pior, logo nunca diga: – Gozado, isto nunca me aconteceu antes. Só depois. Você que já leu até aqui, não se preocupe que amanhã eu conto o resto desta história broxante!
Categoria: CRÔNICAS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h07
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UMA HISTÓRIA EM TRÊS ATOS
BROXAR COM CLASSE - Parte I
COISA QUE sempre tem incomodado os machões é negar fogo na hora do ato sexual. A
isso, popularmente chamamos de broxar. São poucos os machos que sabem não ser
isso o fim da linha. Às vezes, até umas cervejas a mais ocasionam um bloqueio e
nada do instrumento de trabalho entrar na posição de sentido. Como diz o
sexólogo Deolírio Collares. – Iss’acontece!
Não adianta forçar. O melhor mesmo é assumir a
realidade. Afinal, o ato de broxar é deveras preocupante e desconsertador, mas
não mata. Quer dizer, não o indivíduo, só o seu instrumento reprodutor. Nada
permanente! O sexólogo explica que nessa ocasião, o
mais importante é não perder o entusiasmo, a classe, o bom humor e se
conscientizar – isso mesmo! E não adianta olhar para os lados –, você não é o
único no mundo a passar por isso. Para morrer é necessário estar vivo. Você sabe
do que estou falando! Nunca perca o brio, a compostura nessas
ocasiões. Os letrados, os intelectuais, afirmam:
quando um membro da academia recusa-se a cumprir sua função, nada se pode fazer.
Desculpas existem para serem dadas e tem por ai uma porção delas.
Não custa nada, você fazer uma observação daquelas
bem-humoradas, sobre a inesperada letargia do seu inseparável companheiro,
demonstrando desinteresse, indiferença e apatia para com aquilo que você tanto
desejou, tanto lutou para levar até a cama. Quem sabe, sua escolha não o
agradou! Daí, ele ter ficado naquele estado de abatimento moral e físico,
entrando em sono profundo. Amanhã eu conto a outra
parte. Espero você!
Categoria: CRÔNICAS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h59
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Deficiências
O genial poeta gaúcho, Mário Quintana estava com a razão quando afirmava:

Deficiente é aquele que não consegue modificar a sua vida, não aceitando o amor e conselhos de outras pessoas ou da sociedade em que vive.
Louco é quem não procura ser feliz com o que possui.
Cego é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.
Surdo é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
Mudo é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
Paralítico é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
Diabético é quem não consegue ser doce.
Anão é quem não sabe deixar o amor crescer.
E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois MISERÁVEIS são todos que não conseguem falar com Deus.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h09
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Reduzir e melhor qualificar
Cortar vagas para aumentar a qualificação. Esse é o objetivo do Ministério da Educação ao anunciar que deve haver uma redução do número de vagas nos cursos de Direito. Na realidade, a medida já vinha sendo preparada desde o ano passado, quando se constatou a fragilidade do sistema, após uma análise nos números das provas do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avalia o conhecimento dos alunos, e no IDD (Indicador de Diferença de Desempenho), que mede o conhecimento agregado pelos cursos aos estudantes.
Será que a medida do MEC está correta? Não seria o caso, também de se estender essa medida a outros cursos, de onde saem bacharéis apenas de nome, mas não com o conhecimento necessário para cair no mercado de trabalho e se ter bons resultados? Todavia, a questão momentânea é o Direito, ciência que exige muito esforço mental e intelectual daquele que a abraça como profissão e que devem ser trabalhados, moldados à semelhança do aço de boa têmpera, a fim de que cumpra bem o seu papel no Mundo das Leis.
É, naturalmente, descabido ver a universidade jogar no mercado de trabalho profissionais despreparados. Se, por um lado a ela tem sua parcela de culpa – sobretudo as particulares que expandem seus cursos para engordar a receita -, por outro, o estudante tem duas vezes mais culpa por não se dar de corpo e alma ao estudo a que se propôs, mas tão somente visualiza lá adiante ter um anel no dedo, um diploma na mão, mesmo que tenha a cuca fazia.
Respondo a primeira pergunta. É digna dos maiores elogios a medida do MEC. A primazia é a qualificação do profissional. Sabe disso A OAB e todas as suas seccionais. Chega de advogados analfabetos e enroladores. Nos fóruns de todo país é comum encontrar-se petições redigidas por verdadeiros mestres do analfabetismo, agressores da língua Portuguesa e que se arvoram no uso de expressões e palavras que desconhecem tanto na semântica, quanto na grafia.
Sobre este tipo de profissional tenho uma velha crônica, transcrita que transcrevo abaixo, e que ilustra muito bem essa atual polêmica. Em tempo: essa crônica faz parte do meu livro ainda inédito: Arre Égua!
Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h06
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O advogado malandro
MERITÍSSIMO JUIZ de paz, senhoras e senhores jurados. – Exclamou o advogado após ouvir as argumentações do promotor Ad Hoc, e folhear vários livros de Direito, iniciando a defesa de uma questão movida pelo seu pai, o fazendeiro Agostiniano, contra um vizinho que invadiu parte das terras de sua fazenda no alto Sertão da Paraíba.
Formado em Direito em Faculdade no Rio de Janeiro, o moço só se preocupou em gastar a gorda mesada que o pai lhe mandava. Não sabia absolutamente nada de advocacia. Durante anos, na capital carioca, gastou seu tempo em farras. Era um especialista em malandragem à custa do dinheiro que recebia regularmente, porém nada de estudos.
Se à sua época já houvesse sido instituído o exame de vestibular – o que aconteceu a partir de 1911, por força de lei elaborada pelo ministro da justiça e dos negócios interiores, Rivadávia da Cunha Corrêa –, certamente ela não teria conseguido ingressar no ensino superior. Desde sua entrada na Faculdade, sempre dava um jeito de conseguir notas razoáveis. Às vezes, ele se perguntava como havia chegado até ali. Muita malandragem!
Um dia, o velho escreveu informando ao futuro advogado, que um vizinho havia invadido grande faixa de terras de sua fazenda. Sabendo que faltava menos de três meses para o filho se formar, disse que iria esperar mais um pouco. Se tinha um advogado na família, por que iria contratar um estranho? Para transtorno do rapaz, estava decidido: aquela seria sua primeira causa. – Pai, se é assim, então me mande dinheiro. Eu preciso comprar muitos livros e me preparar para a formatura.
O pedido foi prontamente atendido com a melhor das intenções. No entanto, farras e mais farras é o que não faltavam no currículo daquele jovem malandro.
Questão de semanas para seu retorno, ele volta a pedir mais dinheiro ao pai. Começou a comprar tudo que existia em matéria de Direito – desta vez foi pra valer. Afinal, quando chegasse à sua terra teria que justificar os gastos e fazer bonito, afinal era um advogado, mesmo que não soubesse coisa alguma. Veio a formatura tão esperada. Em seguida, o aviso de seu retorno ao torrão natal.
– Mande transporte à Estação Ferroviária para buscar minha bagagem, especialmente os livros. É muita coisa! – advertia ele.
Dito e feito. No dia aprazado lá estava o comboio de cinco carroças de tração animal esperando o Grande Advogado – como já era conhecido na comunidade. A caminho da pequena cidade, ia pensando numa saída para aquela enrascada, segundo confidenciou a um velho amigo, tempos depois do acontecido. Tentava ensaiar alguma coisa. Pensava no uso do Latim, idioma de expressões fortes que desperta a curiosidade de profissionais do direito a exibir conhecimento estilístico. Não era o caso do nosso jovem, apenas uma arma para escapar ao vexame que estava por vir.
Sabia que num pequeno lugarejo como aquele que deixara para trás, havia mais de 10 anos, ninguém iria entender nada, salvo o juiz ou o promotor, mas tinha de ter coragem. Recuar não podia.
Contemplando a beleza da paisagem campestre tão familiar, ele avista no matagal um bode trepando nas ancas de uma cabra que estava no cio, deixando à mostra seu órgão sexual enrijecido. Diante da cena exclamou em voz alta:
– Et bodis e boderuns, calangus atrás! – Ao menos lhe parecia algo como Latim. Gostou tanto do palavreado inventado ao repente.
– Que qui foi dotô? – Pergunta o rapaz que ia conduzindo a charrete em que se dirigiam à cidade.
– Nada não. Estou treinando o meu Latim é uma língua muito usada por nós advogados. – Respondeu rindo. Mais adiante, um porco fuçava no lamaçal. Ele observa e resolve criar um outro palavreado:
– Et fuças e fuças et cutimpim! – Riu novamente por achar que estava ficando interessante. Pouco mais à frente, avista dois macacos brincando num quintal de uma casa pulando entre os galhos de uma árvore. Aproveitou para mandar um outro improviso absurdo:
– Em altus paus redunderum! – Uma risadinha maliciosa ajudava-o no tratamento das idéias. O rapaz que conduzia a charrete estava admirado com o advogado, filho do patrão.
Chegam ao local do julgamento, aonde fora instruído a ir diretamente, antes de passar em casa. Pequena multidão aguardava o ilustre recém-chegado que imediatamente manda descarregar os livros e levá-los para dentro da sala, onde foi colocada uma mesa grande para acomodar todos os apetrechos da defesa.
O cenário era perfeito. Todos aqueles livros causara uma grande impressão a todos que acreditavam ser o rapaz de um notório saber jurídico.
Aberta a sessão, fala o promotor Ad Hoc. Chega a vez do jovem advogado. Ele vai até sua mesa repleta de livros. Abre o primeiro, o segundo, outro e mais outro volume, folheando-os atentamente por alguns segundos. Vira-se para o juiz de paz e em tom solene, erguendo o queixo num ar de superioridade inquietante e de dedo em riste afirma:
– Meritíssimo juiz de paz, senhores jurados! Ao tratar a questão da posse da terra, sobretudo quando adquirida com muito esforço pelo seu proprietário, faz-me lembrar as inquestionáveis palavras de Cícero, o pensador e orador romano: Et bodis e boderuns, calangus atrás! Et fuças e fuças et cutimpim! Em altus paus redunderum!
Tomado de surpresa o promotor nomeado, cidadão de uma probidade inquestionável, porém não letrado juridicamente, vira-se para o juiz de paz e afirma em tom de cochicho:
– Acho melhor vossa excelênça fechar a questão, porque esse advogado aí vem do Rio de Janeiro e sabe um latrim danado e vai deixar a gente todo inrolado! O pedido foi aceito e a questão encerrada. Ganhou o jovem advogado malandro.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h03
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Tortura e Empirismo
A pesquisa publicada, domingo (3) pelo jornal O Globo, onde registra que 26% dos brasileiros são favoráveis aos métodos de tortura de presos para se combater o crime, não revela nada de novo. Apenas trás à baila uma reflexão mais aprofundada sobre o Empirismo apregoado de forma clara por Tomaz Hobbes, celebrizado por frases como: "Homo homini lupus", o homem é o lobo do homem e arrematada com a expressão: "Bellum omnium contra omnes", é a guerra de todos contra todos.
O que se denota é que a violência, a busca pelo domínio, pela submissão, ainda está muito arraigada no ser humano. Quando a pesquisa afirma que um em cada quatro brasileiros é a favor da tortura de criminosos para que abram suas mentes ao aparato policial e desvendem seus crimes e tramas fascínoras, mostra que, apesar do grau de evolução e conhecimento a que chegamos, não foi suficiente para o ser humano se distanciar do animal perigoso e predador que sempre tem sido.
A sensação e o fascínio que levam à tortura e à submissão estão latentes no homem. A esse conceito também chegou Hobbes, apontando que o direito reduz-se à força. Ele apenas amplia o pensamento de Platão para quem “o direito, no mundo só está em questão para iguais em poder. Os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem sofrer”.
Analisando-se os números da pesquisa chegamos a essa conclusão nada espantosa, principalmente que olhamos pelo ângulo do conhecimento, do status social. E está lá na pesquisa que os integrantes das classes mais abastadas e com elevada escolaridade apóiam o uso dos instrumentos da tortura. Nada de sociabilidade, mas criminalidade congênita estampada nos frios números de um documento que se propôs a levantar alternativas para o combate à criminalidade no País.
Essa natural atitude do ser humano foi demonstrada por Hobbes ainda no século 16, portanto, 500 anos depois essa tese está mais clara do que nunca. O homem, apenas saiu da escuridão e, ao migrar para a luz, descobriu que poderia melhorar os atributos de sua força e que ela não se resumia, apenas, aos músculos. Conforme o Empirismo de Hobbes “o poder de cada um é medido pelo poder real”.
Portanto, a essência do direito de cada um está ligado à força, por isso mesmo que o homem só pensa nos próprios interesses. Logo é assim que pensam 40% dos brasileiros que se disseram favoráveis à tortura. Naturalmente, são anti-sociáveis. Desta forma, para mim a anunciada pesquisa não trás nenhum dado novo, apenas confirma o Homo homini lupus.
(Leia também neste blog: "Sob o signo da violência", publicado em 24.07.2007)
Escrito por Gonzaga de Andrade às 15h59
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A gravidade de uma acusação
Não existe coisa mais inquietante e, ao mesmo tempo, revoltante do que alguém insistir em nos imputar a realização de uma coisa que não tenhamos feito. É a mesma coisa sermos julgados por um ato criminoso, amoral, depreciativo ou de outra qualquer adjetivação ou índole, sem que isso nos tenha passado pela cabeça em momento algum e, por isso mesmo tenhamos a consciência tranqüila.
Quando isso acontece, fica claro que nossa integridade moral está sendo posta em jogo e todas as verdades que tenhamos apregoado são jogadas por terra. O problema é que as pessoas teimam em aceitar apenas aquilo que sua mente acha conveniente e não o fato real, tangível, apenas porque não estiveram presentes no momento e falam por suposições ou “ouvi dizer”.
Isso é terrível, porque fere nossa consciência, embora a verdade, para nós permaneça imutável e inquestionável. Tanto nos casos maiores e graves, como naqueles sem importância e dissimulados, fica certo desconforto, sobretudo, quando na ocasião em que somos testados ou mais diretamente, acusados, não tenhamos provas concretas para exibir, apenas nossa consciência.
Pelas acusações menores podemos ter uma noção do que seja uma pessoa ser acusada injustamente por um grave delito. Ademais, quando é julgada e condenada a pagar por um erro que não tenha cometido. Os tribunais da vida estão cheios de coisas escabrosas dessa natureza. Nas menores coisas, como nas mais graves fica, para o acusado, as lamentações, a impotência de não ter conseguido lançar mão de um libelo que o viesse inocentar, restituindo-lhe a plenitude da honra.
Portanto, quer juridicamente ou fora dele, temos de estar preparados a enfrentar as falácias, as agressões pertinentes aos libelos acusatórios daqueles que se julgam portadores e donos da verdade. Eles não medem esforços para fazer valer suas acusações, pouco importando se a vítima nega o feito acusatório.
Muitas vezes, a sensação ou certeza da consciência tranqüila e em paz não é suficiente para aplacar a inquietante frustração de ver nossa verdade posta à prova e, questionada de todas as maneiras. De certo, isso não aplacará a revolta interior, principalmente quando temos a verdade como parâmetro de uma vida regrada, renegando a mentira por menor que seja.
Categoria: ARTIGOS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 14h24
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O DIA DA SORTE
O SER HUMANO tem manias interessantes. Uma delas, por exemplo, é ficar esperando a sorte bater à sua porta. Bom, isso é uma das muitas formas que se imagina para sair do sufoco do dia-a-dia e da maneira mais fácil possível e ganhar algum dinheiro extra, preferencialmente fácil para espantar a crise. Pelo menos é assim que se pensa. Os apelos para encarar ou se acreditar na chamada sorte estão hoje em toda parte.
Não é por acaso que aproveito para escrever sobre o tema. Afinal, ele vem no momento em que estou sem assunto e assistindo à programação noturna de televisão, após um dia de muitas atribulações, trabalho e dívida para pagar. O apresentador insistente quer me induzir a ligar para a estação de TV e concorrer, pelo telefone, ao prêmio anunciado em seu programa: uma bolada em dinheiro, suficiente para solucionar todos ou quase todos os meus problemas. A idéia joga-me do sofá onde me encontro, a um mundo de sonhos e fantasias.
Hoje em dia encontram-se apelos e mais apelos deste gênero em todas as partes, rádio, jornal, revista, TV, internet. De acordo com as dificuldades fica-se aguardando todo tipo de oportunidade. Como não se encontra outra opção, fica-se aguardando o momento em que se vai bater de cara com a tal SORTE. Segundo os vendedores de ilusão, ela tem dia determinado para cada um de nós.
Quem sabe lá se essa tal sorte, realmente tem um dia para visitar cada pessoa! Se assim o for, difícil é saber quando e em que condições ela vai chegar à nossa porta. Se ela me visita nesse momento, enquanto estou vendo esse programa de TV, não sei. No entanto é por demais tentador o apelo induzindo-me a ligar para o número indicado e concorrer ao fabuloso prêmio em dinheiro. Ao mesmo tempo pergunto se não existe outra forma mais fácil de se encontra a tal SORTE. Será mesmo que ela vai bater à minha porta algum dia?
É crença corrente, aliás, que essa força invencível, a que se atribuem todos os acontecimentos da vida – como bem define o dicionarista – chega até nós. Demora pouco em nossa casa e vai embora. É o contrário das coisas ruins, dos aperreios, das dificuldades do dia a dia, que demoram tanto a sair de nossa vida que parece uma eternidade.
De certa forma, embora eu não acredite nisso, abro um espaço em minha mente para alimentar tal sonho de ver um dia a sorte bater à minha porta. Não quero fazer proselitismo, todavia prefiro continuar duvidando. São tantas histórias sem fim! Respeito as crenças alheias, mas a minha confiança se apega com todas as garras na força do trabalho, no aperfeiçoamento profissional, no concretismo das realizações cotidianas, para que não seja engolido pelo avanço tecnológico do nosso tempo e pelo exigente mercado de trabalho. É a melhor forma que encontro para investir no futuro.
E o apresentador continua insistindo para que eu ligue no número indicado. Será que é a tal SORTE que vem bater à minha porta? Resisto ao apelo consumista. Penso. Quantas e quantas vezes atirei dinheiro pela janela em jogos de toda espécie, na esperança de ganhar "algum extra", mas nada consegui. Entretanto, como existe o dia da caça e outro do caçador, nunca se sabe até que ponto se está perto ou longe do que se almeja. Com certeza, apenas um tênue véu nos separa daquilo que sempre estivemos perseguindo.
A vida está cheia de exemplos a esse respeito. Tenho um amigo, fanático pelo Jogo do Bicho. Durante meses encasquetou a idéia de jogar, diariamente a milhar 1592. Isto ele o fazia pela manhã, tarde e noite, investindo nestas três rodadas um bom dinheiro. Esperou muito chegar o seu dia de dar o grito de liberdade financeira. O dia da sua sorte realmente aconteceu, só que fazia cerca de uma semana que meu amigo desistira de continuar jogando a famosa milhar 1592.
Indispensável dizer como ficou deveras arrasado por haver deixado passar sua grande oportunidade. No entanto, de uma coisa tenho certeza plena. Não se pode deixar de lutar, de buscar o sucesso profissional e sempre analisando tudo com muito critério e isenção.
Será que tudo não passou de mera coincidência? Fico pensando se devo ou não acreditar no grande dia... Com licença, vou parar por aqui. Já passa da meia-noite. Estão batendo à minha porta e com muita insistência. Quem será a esta hora da noite?
Escrito por Gonzaga de Andrade às 08h27
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Ser brasileiro
Crônica de Luís Fernando Veríssimo
Eu tomo um remédio para controlar a pressão. Cada dia que eu vou comprar o dito cujo, o preço aumenta. Controlar a pressão é mole. Quero ver é controlar o preção. Tô sofrendo de preção alto. O médico mandou cortar o sal. Comecei cortando o médico, já que a consulta era salgada demais. Controlei também a alimentação. Como a única coisa que tenho comido, depois do Fome Zero, é minha patroa, não tem perigo: Ela é a coisinha mais sem sal deste lado do mundo... Para piorar, acho que to ficando meio esquizofrênico. Sério! Não sei mais o que Real. Principalmente quando abro a carteira ou pego extrato no banco. Não tem mais um real. Sem falar na minha esclerose precoce. Comecei a esquecer as coisas: Sabe aquele carro? Esquece! Aquela viagem? Esquece! Tudo que o barbudo prometeu? Esquece! Podem dizer que sou hipocondríaco, mas acho que to igual ao meu time: nas últimas. Bem, brasileiro é assim mesmo, já nem liga mais para bala perdida. Entra por um ouvido e sai pelo outro...
Escrito por Gonzaga de Andrade às 23h37
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GESTO LOUVÁVEL
A Literatura Brasileira sofreu um grande declínio nos últimos tempos. Não pela falta de escritores, inclusive excelentes que temos aos borbotões, como dizia meu avô. Mas pela falta de incentivo, ate mesmo dentro das escolas. As aulas de literatura já não são as mesmas de antigamente. O itneresse do aluno, muito menos.
Parece que o advento e o boom representado pela informática têm tudo a ver com essa queda vertiginosa, onde o desprestígio dos nossos escritores é diretamente proporcional à valorização da inclusão digital. Nossos jovens quase nada conhecem dos grandes mestres da nossa Literatura.
Uma atitude louvável e que merece aplausos de todos os intelectuais e mestres brasileiros, é o que vem fazendo o apressentador Gugu liberato, do SBT, em seu programa "Domingo Legal". Sempre ao final de cada edição ele tem distribuido uma grande obra da nossa literatura e tem incentivado o povo que assiste seu programa a ler, ler e ler.
Não resta dúvida que é um exemplo a ser seguido por muitos. O que o sr. Liberato tem feito faz-me lembra a lenda do beija-flor e o incêndio na floresta. O gesto do Gugu é apenas uma gota d'água no muito que falta se fazer pela cultura brasileira, mas, pelo menos ela está fazendo a sua parte.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 08h29
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CAMINHOS
Os caminhos são esteiras infindáveis, a nos conduzir em várias direções. Por eles, busco alcançar determinado ponto que está sempre lá adiante. Vejo-o, mas nunca o alcanço. Por isso, caminho todos os dias. São passadas metrificadas, às vezes, silenciosas, às vezes barulhentas, ferindo o chão que me devolve a agressão de pisá-lo com força.
Daí aquela pedra no meio do caminho, aquele buraco que antes não estava ali. Surgiu como arma para castigar meus pés doloridos e fatigados da infindável jornada.
Hoje minhas passadas já não são tão firmes e fortes, mas suaves, quase deslizantes, como se meu corpo estivesse flutuando.
Sinto-me qual Hermes carregado por pequenas asas. Chego a pensar que eu e o chão encontramos um ponto de harmonia.
Assim, apenas sopro a poeira do caminho que vai ficando para trás. Saudade? Talvez! Realização? Uma certeza! Hoje sigo adianta, coexistindo com todas as coisas, para o amanhã sempre eterno.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 08h18
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Isso quem é nordestino entende
Botão é pitôco;
Se é miúdo é pixototinho;
Se é resto é cotôco;
Se é franzino é xôxo;
Tá estranho tá tronxo;
E o medroso chama frouxo;
Tudo que é bom é massa;
Tudo que é ruim é peba;
Pernilongo é muriçoca;
Rir dos outros é mangar;
Vai sair diz vou chegar;
O bobo se chama leso;
Caba sem dinheiro é liso;
Chicote se chama açoite;
Quem entra sem licença emburaca;
Sinal de espanto é vôte;
Se tá folgado tá folote;
Se a calça tá curta tá pega-bode;
Quem tem sorte é cagado;
Quem dá furo é fulero;
Sujeira de olho é remela;
Gente insistente é pegajosa;
Agonia é aperreio;
Peido se chamam bufa;
Catinga de suor é inhaca;
Meleca se chama catota;
Mancha de pancada é roncha;
Palhaçada é munganga;
Desarrumado é malamanhado;
Pessoa triste é borocoxô;
É mesmo é Iapôis;
Correr atrás de alguém é dar uma carrera;
Passear é bater perna;
É assim mermu visse...
Escrito por Gonzaga de Andrade às 15h00
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“Eu já perdoei erros quase imperdoáveis; tentei substitui pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis. Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém. Já abracei pra proteger; já dei risada quando não podia; fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei. Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, quebrei a cara muitas vezes! Já chorei ouvindo música e vendo fotos. Já liguei só pra escutar uma voz; apaixonei-me por um sorriso. Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida... e você também não deveria passar! Viva! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é MUITO para ser insignificante!”
Charlie Chaplin
Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h27
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Pérolas do jornalismo

"Parece que ela foi morta pelo seu assassino." "Ferido no joelho, ele perdeu a cabeça." "Os antigos prisioneiros terão a alegria de se reencontrar para lembrar os anos de sofrimento." "A polícia e a justiça serão as duas mãos de um mesmo braço." "O acidente fez um total de um morto e três desaparecidos. Teme-se que não haja vítimas." "O acidente foi no tristemente célebre Retângulo das Bermudas." "Este ano, as festas do 4 de Setembro coincidem exatamente com a data de 4 de Setembro, que é a data exata, pois 4 de Setembro é um Domingo." "Quatro hectares de trigo foram queimados. A princípio, trata-se de um incêndio." "O velho reformado, antes de apertar o pescoço da sua mulher até a morte, suicidou-se." "No corredor do hospital psiquiátrico, os pacientes corriam como loucos." "Ela contraiu a doença na época em que ainda estava viva." "A conferência sobre a prisão de ventre foi seguida de um farto almoço." "O acidente provocou uma forte comoção em toda região, onde o veículo era muito conhecido." "O aumento do desemprego foi de 0% em Novembro." "O cabrito montês ficou morto na estrada durante alguns instantes." "Na chegada da polícia, o cadáver encontrava-se rigorosamente imóvel." "As circunstâncias da morte de um chefe de iluminação permanecem rigorosamente obscuras." "O presidente de honra é um septuagenário de 81 anos." "É uma bela obra, de onde parecia exalar toda a fria tristeza da estepe gelada. Foi executada com um calor magistral." "Depois de algum tempo, a água corrente foi instalada no cemitério, para a satisfação dos habitantes." "Esta nova terapia traz esperanças a todos que morrem de cancro (= câncer) a cada ano." "Apesar de a Meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente." "Os sete artistas compõem um trio de talento." "A polícia encontrou no esgoto um tronco que provém, seguramente, de um corpo Cortado em pedaços. E tudo indica que este tronco faça parte das pernas encontradas na semana passada." "A vítima foi estrangulada a golpes de facão." "Um surdo-mudo foi morto por um mal-entendido” "Há muitos redatores que, para quem veio do nada, são muito fiéis às suas origens." "Os nossos leitores nos desculparão por este erro indesculpável."
Escrito por Gonzaga de Andrade às 00h00
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Pêrolas que resistem ao tempo
"Eu não vou viver pra sempre porque não devemos viver pra sempre. Se tivéssemos que viver para sempre, então viveríamos para sempre. Mas não podemos viver para sempre, por isso eu não vou viver para sempre." Miss Alabama no concurso Miss Universo de 1994.
"A China é um grande país, habitado por muitos chineses." Presidente Charles de Gaulle
"Tirando os assassinatos, Washington é a cidade com o menor número de crimes por ano no país." Prefeito Marion Barry, Washington, DC
"Eu estive na América Latina, e lamento não ter estudado latim suficiente na escola para poder conversar com o povo." Dan Quayle
"Não, eu nunca fiz cirurgia de joelho em nenhuma outra parte do meu corpo." Winston Bennett, jogador de basquete da Universidade de Kentucky
"Quando assisto TV e vejo aquelas crianças famintas ao redor do mundo, eu choro. Quer dizer, eu adoro ser magrinha feito elas, mas não com todas aquelas moscas, gente morta e tal..." Mariah Carey
"A polícia não está aqui para criar desordem. Ela está aqui para preservar a desordem." Daley, ex-prefeito de Chicago, em 1968
Escrito por Gonzaga de Andrade às 23h11
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Escrito por Gonzaga de Andrade às 23h05
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Só impostos
Chega a ser imoral a carga de impostos que nós brasileiros estamos carregando nas costas para alimentar o sistema financeiro, sobretudo os bancos. Alias, neste País, os bancos fazem parte do rol das instituições, ao lado das operadoras de celular e empresas de telefonia fixa, que nunca dão prejuízo e investem uma miséria em recursos humanos.
Se prestarmos atenção é um absurdo o que pagamos de impostos, principalmente a tal da CPMF. O Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, em recente levantamento, mostrou que chegamos a trabalhar oito dias por ano somente para cumprir com o pagamento das taxas cobradas pelos sistema financeiro.
O Instituto conclui que o prejuízo é para aqueles que ganham entre R$ 3.000 e R$ 10 mil. Bobagem, qualquer coitado que tenha uma conta bancária, até mesmo as chamadas contas-salário não conseguem fugir da malha financeira e sempre sairá arrebentado do mesmo jeito. É uma maquina de fazer dinheiro para os BANQUEIROS.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h28
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FOGO ARDENTE!
Ao meu amor lindo, meu colibri
Sei que me amas! Também te digo: eu te amo!
A força maior – isso que nos une – é universal.
Encoraja-nos à luta, até à marcha triunfal,
Somos vitória, viveremos de amor e sem engano.
Eu te amo, pois é verdade, tu me amas.
Unidos avançamos passo a passo no caminho,
Cheio de traições, dores, rosas e espinhos,
Venceremos o mal, somos o poder em chamas.
Tu me amas, digo a ti também, pois eu te amo.
Sem sortilégios, mentiras, ultrajes ou fantasia
É um sentimento puro, belo, forte sem hipocrisia.
Eu te amo! Tu me dizes, também assim: eu te amo!
Esse fogo ardente e harmonioso nos eleva aos Céus
E na grandeza do amor seremos abençoados por Deus!
Categoria: POESIAS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 00h40
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O que as escolas não ensinam
Em uma de suas conferências o milionário Bill Gates falou sobre este assunto aos alunos de uma escola americana. Apenas 11 coisas que estudantes não aprenderiam na escola. Ele falou que a "política educacional de vida fácil para as crianças" tem criado uma geração sem conceito da realidade, e que essa política tem levado as pessoas a falharem em suas vidas posteriores à escola. Reticente e resumido foi o seu discurso. Todos esperavam uma palestre superior a uma hora de duração, no entanto Bill falou por uns cinco minutos e foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar. Agradeceu e foi embora em seu helicóptero. Seu discurso ateve-se a exatas 11 regras que devem ser seguidas por todos: 01 – A vida não é fácil – acostume-se com isso. 02 – O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele, ANTES de se sentir bem com você mesmo. 03 – Você não ganhará R$ 10,000.00 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone. 04 – Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você. 05 – Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós tem uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade. 06 – Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então, não lamente seus erros, aprenda com eles. 07 – Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagarem as suas contas, alimentá-lo, vesti-lo, lavarem suas roupas e ouvirem você dizer que eles são "ridículos". Então, antes de salvar o planeta para a próxima geração, na pretensão de consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar e organizar o seu próprio quarto. 08 – Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas não se repete mais o ano e se tem quantas chances precisar até acertar e cumprir uma tarefa. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido, RUA! Faça certo da primeira vez. 09 – A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período. 10 – Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm de deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar. 11 – Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles... Na vida real, a disputa se dá na esfera culta (esqueça a política partidária, que é um caso irreal).
Escrito por Gonzaga de Andrade às 00h18
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Adolescente ou aborrescente
Educar é uma missão sem par. É bastante difícil, pois se trata de moldar o caráter de um ser humano que conseguimos gerar e, por tanto somo por ele responsáveis. Todas as fases da educação são importantes e cada uma mais complicada e difícil que a outra. Quem enfrentou a dura realidade de criar filhos e educá-los, sabe perfeitamente disso. Apenar de todas as etapas serem difíceis, existe uma que é um desafio surpreendente para os pais: a adolescência. Se o alvo é homem, pior ainda, pois a influência machista é predominante. É uma necessidade de afirmação. Entretanto, é nesta fase que mais ralamos para conseguir entender o ser sob o nosso comando. É um conflito de idéias, é o despertar de uma consciência nova que começa a encarar o mundo. Putz! É difícil! Os conceitos são outros, o educando incorpora e descobre cada vez mais coisas diferentes. Cria-os estimulado por colegas. Constrói o seu próprio mundo e domínio, transformando-o numa verdadeira fortaleza. Pior de tudo, quando os pais passam a ser encarados como penetras, como inimigos, bisbilhoteiros, chatos, atrasados, caretas e outras tantas qualificações forjadas na irresponsabilidade social desse ser que mal saiu do casulo e pode se manter fora dele por muito tempo. Neste momento, apesar dos conceitos e falso conhecimento do mundo que o espera lá fora, sem a fiscalização efetiva dos pais ou responsáveis, este rebelde insano é uma presa fácil da bandidagem qualificada que está lá fora à sua espreita. Um amigo, pai de um adolescente de 14 anos fez-me uma abordagem a respeito desse assunto. Estava transtornado sem saber como proceder. Deixei claro que a violência não é o caminho, mas a firmeza e determinação ao apontar o caminho a ser seguido. Lição número um: nunca se humilhe a um filho. Assim o fazendo estará estampando na cara dele um atestado de sua incompetência como educador, como superior, como pai ou mãe que o deve conduzir ao caminho do bem. Lição número dois: com filho não se discute. Determina-se o que deve ser feito e sem pestanejar ou facilitar tarefas. Assim você estará forjando o caráter daquele que se encaminha para os embates com a sociedade do seu tempo. A vida o aguarda e não lhe facilitará a passagem. Lição número três: depois do castigo ou da árdua determinação que o educando estiver fazendo ou que a tenha concluído, não se apiede, não se desmanche em carinhos, em chororô. Assim estará mostrando que foi cruel porque quis e o fez padecer quando poderia ter ajudado. A próxima vez será diferente. Importante: lembremos do tempo em que fomos ADOLESCENTE e até muito ABORRESCENTES. Cabeça virada, pensamento próprio, ninguém tinha razão a sermos nós mesmos. O mundo era uma reserva que se abria para nós e tínhamos todas as respostas que queríamos. Hoje vemos esse mundo bem diferente e vivenciamos o problema dos nossos filhos. Como éramos ignorantes e tapados. Certo está o Barão de Itararé ao afirmar que a "adolescência é a idade em que o garoto se recusa a acreditar que um dia ficará chato como o pai". BEM PENSADO! Disse tudo.
Categoria: ARTIGOS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 23h14
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AUTONOMIA PARA A POLÍCIA FEDERAL
O positivo saldo das operações da Polícia Federal só esse ano tem sido motivo de preocupação para muitas pessoas. Notadamente aquelas que se escondem por trás de falcatruas, que surrupiam o patrimônio público, que se utilizam da posição ou cargo que ocupam para se locupletarem e favorecerem outrem.
O desempenho da PF em suas mega-operações levando para trás das grades “peixes graúdos” – coisa que o povo brasileiro nunca tinha visto – deu maior credibilidade à instituição e, por tabela ao Governo Federal. Entretanto, muito tempo se passou para que a PF chegasse ao status atual.
Nem a operação “mãos-limpas”, desenvolvida há alguns anos na Itália foi capaz de despertar em nossos governos a necessidade de um órgão eficiente como o que temos hoje. Até bem pouco era um sonho mandar um figurão pra cadeia, agora é uma realidade, o que vem deixar claro que a lei deve ser igual para todos.
Nossa Polícia Federal está às vésperas de ganhar sua independência e atuar como um órgão semelhante e com igual status do Ministério Público. A idéia voltou a comentada no Senado, com a ressurreição do projeto de lei do ex-senador Valmir Amaral, do PTB do Distrito Federal.
A propositura estava parada na Comissão de Constituição e Justiça, mas as ações da PF e os comentários injustos dos insatisfeitos e que gostariam de continuar a praticar ou ver as falcatruas acontecendo no país, sobretudo nos altos escalões, não estão gostando da atuação dos federais desmanchando as quadrilhas de colarinhos brancos que não conseguiram ser institucionalizada, AINDA.
É fundamental que a Polícia Federal ganhe status de independência, já está bastante madura para tanto e na hora de sair de debaixo das asas do Poder Executivo e deixar de receber ordens do ministro da Justiça. Sendo independente os insatisfeitos, a turma da falcatrua ou aqueles que querem ver a coisa “quanto pior melhor” nada mais poderão dizer. É só ter cuidado para não serem alcançados.
A impunidade é um mal que deve ser execrado do conjunto das ações do ser humano, para que exista a certeza de respeito às instituições que nos cercam e cumprimento ao que determina as leis. No entanto, não era isto que se estava praticando no país, quer por instituições ou algumas autoridades, o que deixava margem a se ter absoluta certeza de que não haveria punição quando se burlava a lei, quando se cometia um crime.
Esse quadro vem mudando! Logo a autonomia da PF é fundamental para que se continue a limpar o país das mazelas que se enquistaram nele há anos.
Categoria: ARTIGOS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 09h48
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SURPREENDENTE
Acho genial a criatitividade do artista que manipula coisas simples e dão um toque de humor e até de criatividade. Nesta foto é evidente o trabalho extraordinário numa alusão ao gênio Chaplin. É a arte ganhando formas diferentes e ousadas e que deve sair por ai sendo mostrada a todos. Pena não saber quem é o autor de semelhante obra nota dez. Essa é uma das pérolas que encontramos na Internet. Essa é realmente geniosa e merece nossos aplausos. Quem souber, por favor deixe seu recado.
Categoria: FOTOS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 09h03
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"REGRAS PARA UMA VIDA MELHOR"
Perdoar e esquecer nos torna mais jovem. Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar. Amigos de verdade nunca te abandonam. O carinho é a melhor arma contra o ódio. As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida. Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente... Pensa que está enganando os outros, mas está enganando a si mesmo. Como dizia o sábio Confúcio, nós somos exatamente o resultado daquilo que pensamos!
Categoria: Citação
Escrito por Gonzaga de Andrade às 19h13
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Pense nisso!
Uma verdade que muitos não querem aceitar: perdemos muito tempo da nossa vida a criticar, observar, a dar palpite e querer saber os mínimos detalhes da vida alheia. Não nos tocamos quanto nos esquecemos da nossa própria vida. Curioso é que boa parte das pessoas se acham superior às demais e que são melhores em todos os aspectos. Os outros erram, elas não; os outros são incompetentes, elas não; os outros não fazem nada certo, elas não; os outros que se danem, elas não. Entretanto, o jogo da vida é diferente. Não estamos aqui para criticar erros alheios, observar a vida dos outros, tentar destruir quem quer que seja. A nossa jornada é bem diferente. É de purificação, é altruística, é em busca da evolução. Como temos vivido erradamente. Passamos boa parte da existência tentando acumular riquezas, ou seja, bens materiais. Esquecemos os verdadeiros valores que devem brilhar no ser humano. Nossa jornada, apesar de longa, não nos damos conta de sua importância. O presente, a vida verdadeira que passa por nós no cotidiano, esquecemos de vivenciar, de contemplar a generosidade da natureza, a grandeza do poder de Deus. Todavia, estamos de olho sempre no futuro, esquecendo que sua base é o agora que vivemos. Pense nisso!
Escrito por Gonzaga de Andrade às 06h33
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"O SEGREDO"
O grande segredo da vida é ser paciente. No entanto, para sê-lo é necessário ter disciplina, compartilhamento harmônico com o Universo e, sobretudo, saber pedir pra você e desejar em igual dose para os seus semelhantes.
Categoria: Citação
Escrito por Gonzaga de Andrade às 06h30
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O MARINHEIRO E O PIRATA
Simplemente genial a criatividade do pessoal humorista. Por isso vale apenas passar adiante e, também uma visitinha ao site dele. Classificação: 
Marinheiro e um pirata Um Marinheiro e um pirata encontram-se em um bar e começam a contar suas aventuras nos mares. O pirata tem uma perna de pau, um gancho no lugar da mão direita e um tapa-olho. Curioso, o marinheiro pergunta: – Por que você tem essa perna de pau? O pirata explica: – Nós estávamos em uma tormenta no mar. Uma onda enorme veio por cima do navio e me jogou no mar. Eu caí no meio de um cardume de tubarões. Lutei contra eles e consegui voltar para o navio, mas um tubarão conseguiu arrancar minha perna. – Uau! Que história! Mas e o gancho no lugar da mão? Foi culpa do tubarão também? – Não! O gancho foi outra história. Nós estávamos abordando um barco inimigo e, enquanto lutávamos, eu fui cercado por quatro marinheiros. Consegui matar três, o quarto me cortou a mão. – Caramba! Incrível! E o tapa-olho? – Caiu um cocô de pombo no meu olho. – E você perdeu o olho só por causa do cocô de pombo? – Era o meu primeiro dia com o gancho...
Escrito por Gonzaga de Andrade às 06h02
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Todos devem se vacinar contra gripe
Todas as pessoas, e não apenas os idosos, devem se proteger contra a gripe – doença que ataca todos os anos cerca de 600 milhões de pessoas no mundo. Causada pelo vírus Influenza, a gripe e suas complicações são responsáveis por 250 mil a 500 mil mortes por ano e milhões de internações. As complicações mais comuns são pneumonia, infecção no ouvido (otite) e inflamação nos brônquios (bronquite). No Brasil, estima-se que a gripe infecte por ano entre 10 a 18 milhões de pessoas, sendo responsável por 22 mil mortes. Só em crianças até 14 anos, a gripe associada à pneumonia causa 600 mil internações. Na opinião do médico Calil Farhat, professor titular do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina/Unifesp, a vacina contra a gripe tem de ser aplicada como rotina em crianças de seis meses a cinco anos, porque são tão suscetíveis às complicações da gripe quanto os idosos. "Por outro lado, a criança é o maior propagador da gripe, porque demora mais tempo a expelir o vírus do que o adulto", observa o pediatra. "As crianças que freqüentam creches, pré-escolas e escolas, contraem a doença e disseminam o vírus entre os familiares. Por isso, vacinar a criança é proteger toda a família", complementa. VACINAÇÃO – Importadas da França, as vacinas contra a gripe da Sanofi Pasteur disponíveis no Brasil estão atualizadas de acordo com os três subtipos (cepas) do vírus Influenza circulantes no hemisfério sul: A/Nova Caledônia/20/99 (H1N1), A/Wisconsin/67/2005 (H3N2), e B/Malaysia/ 2506/2004. Esses subtipos do vírus foram identificados pela rede de vigilância epidemiológica ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), que inclui o Brasil. A criança com até nove anos que nunca tomou a vacina, precisa de duas doses porque seu sistema imunológico precisa de mais estímulos para produzir anticorpos suficientes contra o vírus Influenza. Já no adulto, basta uma dose. A Sanofi Pasteur é a única fabricante que dispõe de uma apresentação especial para crianças de seis meses a três anos. A vacina já vem pronta para uso - 100% dentro da seringa. A notícia com maiires detalhes você lê no site da agência de nóticas Maxpress.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 08h21
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O mal existe?
Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta: Deus fez tudo que existe? Um estudante respondeu corajosamente: – "Sim, fez!” Deus fez tudo, mesmo? – Sim, professor – respondeu o jovem. O professor replicou: – Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal. O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito. Outro estudante levantou sua mão e disse: – Posso lhe fazer uma pergunta, professor? O jovem ficou de pé e perguntou: – Professor, o frio existe? – Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio? O rapaz respondeu: – Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor. – E a escuridão, existe? - continuou o estudante. O professor respondeu: – Mas é claro que sim. O estudante respondeu: – Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas varias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente. Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor: – Diga, professor, o mal existe? Ele respondeu: – Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal. Então o estudante respondeu: – O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz."
(A mensagem é proveitosa, mas infelizmente não sei que é o autor. Todavia, meus parabéns)
Escrito por Gonzaga de Andrade às 00h12
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CHORINHO GANHARÁ DESTAQUE MUNDIAL
A história do chorinho – gênero musical genuinamente brasileiro –, acompanha passo a passo o avanço da indústria fonográfica no Brasil. São 105 anos de atividades ininterruptas. Depois de tanto tempo o nosso gênero musical vem sendo preparado para ganhar espaço internacional mais consolidado. A iniciativa globalizadora da ChoroMusic, gravadora criada por Daniel Dalarossa, contando hoje com sites no Brasil e EUA, merece aplausos e louvores de todos os amantes da música popular brasileira, especialmente do chorinho. Ao longo desses anos, o Choro não ocupou um lugar dês destaque no cenário produtor-musical, mas graças ao empenho de abnegados arautos, como Donga, Nelson Alves, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Benedito Lacerda, Luperce Miranda nos anos 20, 30 e 40 do século 20, esse gênero musical sempre marcou presença no cenário brasileiro. Entretanto, o chorinho começa a ganhar maior espaço com experiências orquestrais do mestre Pixinguinha no começo da década de 30. O ritmo nunca arrefeceu, sempre esteve em evidência, sem, no entanto galgar um ponto alto na escala fonográfica. A escalada musical do chorinho ganha força com a inclusão da música de Zequinha de Abreu, Tico-Tico no Fubá, em alguns filmes americanos e inclusive no brasileiro que ganhou o mesmo nome e foi estrelado por Anselmo Duarte. A caminha do choro continuou, sem muitos brilhos apesar do estouro de Brasileirinho, de Waldir Azevedo. O fato é que ninguém mais conseguiria barrar a trajetória e a influência desse gênero. Para isso valeu o empenho de Jacob do Bandolim, Zé Menezes, Ernesto Nazareth, Altamiro Carrilho, Radamés Gnattali e outros tantos nomes, ainda hoje cultuados com muito carinho pela genialidade e expressão naturalista musical. Os dois primeiros songbooks lançados são da obra de Ernesto Nazareth (1863-1933). Custam R$45,00 cada e o kit Choro Total, R$35,00.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h00
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TEMPOS MODERNOS

Bem que poderia ser alguma coisa das Oreganizações Tabajara dos fantásticos Casseta & Planeta
Categoria: FOTOS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h24
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Você precisa de ajuda?
Nunca diga: não preciso de ajuda! Não importa o seu status, sua casta, quanto dinheiro você tenha, quanta riqueza conseguiu amealhar ao longo dos anos, quanta experiência de vida ou quanta sabedoria conseguiu. Conscientize-se. De uma forma ou de outra você estará necessitado, sempre, de ajuda, do apoio de alguém para alcançar um objetivo, resolver um problema, tomar uma decisão, fazer alguma coisa que não está do seu agrado e você não consegue remediar sozinho. Em maior ou menor grau você sempre irá precisar de ajuda, quer para encontrar um caminho melhor e seguir adiante, quer para ter mais segurança. Quem sabe, talvez para rever certos conceitos que estão lhe atrapalhando a vida, corrigir erros do passado, enfim, até para encontrar consigo e ser feliz. Jamais você encontrará alguém que não precise ou não tenha precisado de ajuda, não uma, mais duas, três, várias vezes. A perfeição não é o ponto final da existência é o começo de uma longa escalada para a qual sempre iremos necessitar de apoio, de ajuda, para chegar mais longe. Não é vergonhoso pedir ajuda quando dela se precisamos. Vergonhoso é não saber curvar-se diante de uma necessidade. Vergonhoso e se sentir impotente para seguir a diante e nunca ter aprendido conjugar o verbo ajudar em todos os tempos. É uma virtude reconhecer que se precisa de ajuda. Afinal, pedir é uma maneira de baixar o orgulho, a auto-suficiência, o pedantismo, a empáfia de superdotado e ser mais humano, mais sociável e reconhecer que sempre estaremos dependendo de alguém ou de alguma coisa para nos completar e alcançar a nossa meta. Entretanto, esse é um lado da questão. O outro é saber ajudar. É sempre estar disposto a ceder seus préstimos àquelas pessoas que solicitam seu apoio, seu esforço, sua experiência, em fim, sua ajuda para alcançar um fim. Receber e saber ajudar são momentos que dignificam a vida e nos torna mais humano, mais condescendente. Não devemos confundir ajudar com esmolar. São coisas parecidas, porém diferentes na forma e significado. Esmolar é dar esmola alguém, socorrer com esmola aos necessitados por caridade ou filantropia. É fundamental conscientizarmo-nos dessa grande realidade. Assim fazendo estaremos cumprindo o grande sentido da vida, marcando passo a passo o caminho da evolução. Diante de qualquer dificuldade, quando alguém lhe perguntar se precisa de ajuda, aceite, não sem antes responder em claro e bom tom: Quem não precisa?
Escrito por Gonzaga de Andrade às 02h12
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"MÁXIMAS E MINIMAS"
Autor: Barão de Tararé
Buscar na Web "Barão de Tararé"
“Tempo é dinheiro. Vamos, então, fazer a experiência de pagar as nossas dívidas com o tempo. Se você tem dívida, não se preocupe, porque as preocupações não pagam as dívidas. Nesse caso, o melhor é deixar que o credor se preocupe por você.” Pense, como o Barão de Itararé, isso é muito importante. Afinal, você tem dinheiro?
Categoria: Citação
Escrito por Gonzaga de Andrade às 21h48
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Sob o signo da violência
“Sabe tanto quanto nós que o direito, no mundo de hoje, só está em questão para iguais em poder, os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem sofrer”. Platão, (in História da Guerra Peloponésica, v. 105)
A violência é própria da índole humana. É a brutalidade racionalmente trabalhada pela civilização ao longo dos séculos. É o tosco comportamento instintivo do ser pensante lapidado de conformidade com o ambiente em que vive com seu grupo social, chegando por vezes a assumir a forma de maldade e ser um instrumento para se alcançar um fim último desejado. De forma imediata, a violência tem sido tomada como atalho pelo ser humano na realização de suas mais torpes e vis pretensões. Mesmo sendo educado da forma rígida e polido socialmente, o Homem continuará com ela latente e pronta a ser manifestada de diversas formas. É a maneira mais rude de se buscar o poder dentro do grupo social e fora dele, ou impor superioridade. É o elo de ligação do Homem entre sua parte animal – que luta irracionalmente pela sobrevivência – e a sociedade civilizada, pensante, conseqüentemente racional, onde predominam variados códigos de direito, leis que guardam em seu espírito formas correcionais para este e tantos outros desregramentos instintivos do ser humano. Aparentemente, existem leis que parecem sobrepujar, dobrar, neutralizar a força bruta, torpe, vil, animalesca da violência manifestada em intervalos irregulares pelo Homem em sua dualidade pensante. Quando se sente, de alguma forma, ameaçado em seus interesses ou contrariado em suas intenções, encontra uma forma de enquadrá-la ao seu querer e à sua maneira de agir, tomando para si estabelecimentos legais, como forma antecipada de proteção. O amparo legal da violência gera a impunidade e o ser julga-se dono do direito, e se considera inatingível. Parte então em busca da concretização de sua vontade malévola estimulada ao domínio do poder, como forma de se firmar no contexto social, pisoteando e subjugando aqueles que se apresentam mais fracos. Os subjugados, embora saibam existirem direitos e leis que lhes protegem, não sabem como usá-las e na maioria das vezes têm medo, por se sentirem desprotegidos e com isto nunca neutralizam a fúria quase que implacável dos seus algozes sempre à espreita. Este comportamento obtuso e congênito do ser humano começa a ser moldado na tenra infância, a partir do grupo familiar de onde recebe estímulos de toda sorte. De forma que, a violência acompanha o Homem desde a sua origem, sendo, portanto, parte do seu lado animal. Evidentemente que ela pode ser minimizada ao extremo, mas eliminada não. Minimizada porque, sendo o Homem um ser racional, usa alguns parâmetros da educação recebida para neutralizar esta parte obtusa do seu instinto irracional, controlando impulsos e se humanizando para viver em harmonia, partilhando os mesmos espaços que outros e reconhecendo os limites do seu direito e a necessidade de cumprir o seu dever como ser pensante civilizado. No entanto, isto nem sempre acontece e a violência sobrepuja a razão. Toma-se, além do mais, a maldade como escopo e parâmetro modelador – a história da humanidade está repleta de exemplos em todos os graus, deixando a lição de que nada muda só a forma de executar a barbárie. Em todos os tempos estão assinalados fatos onde a violência alcançou requintes inimagináveis de crueldade, o que fatalmente tem-se tornado trivial, não obstante o grau evolutivo e de progresso que experimentamos. Desta forma podemos constatar a indiscutível atualidade do silogismo platônico em epígrafe: “Sabe tanto quanto nós que o direito, no mundo de hoje, só está em questão para iguais em poder, os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem sofrer”. De forma que não é e nunca será novidade saber-se da ocorrência de fatos degradantes onde se põe em destaque os arroubos de violência quer individual ou grupal do ser humano. Eles sempre existiram e continuarão a existir em todos os recantos do planeta, desde a forma mais simples até a mais obtusa. Sempre existirá o forte e o fraco, a eterna luta contra a exploração, contra a vilania, as injustiças, pela igualdade de direitos – que continuará sendo uma quimera. Temos que raciocinar a partir de um prisma objetivo ao analisar essa questão da violência e nos conscientizar de que ela sempre foi e será muito grande. A conotação de cada acontecimento é dada de acordo com a época em que se vive e de conformidade com o grau evolutivo e social do ser humano. Destarte o esforço será inútil ao se tentar neutralizar uma onda que se propaga aqui e alhures, onde quer que existam grupamentos humanos com suas leis e seus códigos éticos. No entanto, haverá sempre acontecimentos de época, como resultado da luta constante do Homem em busca do domínio, do poder total, da afirmação de sua superioridade. Como, entretanto, já experimentamos certo grau na escala evolutiva da raça humana, permitimo-nos questionar e condenar mais abertamente qualquer manifestação de violência, visto que ela transcende o social e todos os códigos e leis que se adote para o estabelecimento da igualdade de direitos e o desenvolvimento harmônico do Homem, como ser racional.
Categoria: ARTIGOS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h49
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"O SEGREDO"
O grande segredo da vida é ser paciente. No entanto, para sê-lo é necessário ter disciplina, compartilhamento harmônico com o Universo e, sobretudo, saber pedir pra você e desejar em igual dose para os seus semelhantes.
Categoria: Citação
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h51
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REGRAS PARA UMA VIDA MELHOR
Perdoar e esquecer nos torna mais jovem. Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar. Amigos de verdade nunca te abandonam. O carinho é a melhor arma contra o ódio. As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida. Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente... Pensa que está enganando os outros, mas está enganando a si mesmo. Como dizia o sábio Confúcio, nós somos exatamente o resultado daquilo que pensamos.
Categoria: Citação
Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h47
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As idéias, onde estão?

Fogem-me as palavras. A mente teima em permanecer em repouso. Procuro a todo custo dar seqüência ao pensamento, mas nada, absolutamente nada me vem à memória. Será que estou mal ou as palavras continuarão a fugir de minha mente. Parece até que se quebrou a ligação que existia antes, fluente e constante, entre o cérebro e as mãos ágeis sobre o teclado. Decerto isso me preocupa. Decerto isso não é certo, porque as palavras são a minha razão profissional e delas preciso para expressar minhas idéias. Sem elas fica apenas um imenso vazio, uma escuridão mental, um imenso vácuo. Preciso dar vez e voz aos pensamentos, fazer com que eles transitem pelo emaranhado de neurônios e células cerebrais para ganhar forma sobre o teclado, através das mãos. Que não me venham pensamentos atrapalhados e desconexos. Pois não estou disposto a abrir mão do meu lado perfeccionista, da clareza de raciocínio. Cuido para que, pelo menos essa divagação não seja obliterada e que tenha um sentido e as palavras construídas, letra por letra, sejam seqüenciais. Sito a cabeça pesada. Seriam, pois o acúmulo de pensamentos e afundarem no pântano cerebral por não encontrarem fluidez e seqüência nos movimentos que lhes levaria à porta de saída? Impossível! Isso é impossível! Entretanto, é assim que me sinto. Antes uma ave a adejar em todos os recantos e por todos os temas, agora sequer um pio. Todavia sabe necessitar de asas para outros vôos. Preciso barrar essa teimosia do pensamento que insiste em dizer não e teima em não mais sair a se manifestar nos gestos trêmulos das mãos sobre o teclado. A idéia! Isso. Essa singular efeméride do pensamento me socorre neste momento para acalmar o meu desânimo e me trás à mente a figura singular do grande poeta e conterrâneo ilustre Augusto dos Anjos.
A idéia
De onde ela vem?! De que matéria bruta Vem essa luz que sobre as nebulosas Cai de incógnitas criptas misteriosas Como as estalactites duma gruta?!
Vem da psicogenética e alta luta Do feixe de moléculas nervosas, Que, em desintegrações maravilhosas, Delibera, e depois, quer e executa!
Vem do encéfalo absconso que a constringe, Chega em seguida às cordas do laringe, Tísica, tênue, mínima, raquítica ...
Quebra a força centrípeta que a amarra, Mas, de repente, e quase morta, esbarra No molambo da língua paralítica.
Categoria: CRÔNICAS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 23h57
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Deu no site da BBC
Um artista plástico da Holanda incluiu uma imagem dos atentados de 11 de setembro de 2001 às torres do World Trade Center, em Nova York, em um vitral que ele desenhou para uma catedral. Marc Mulders disse que a imagem, que ocupa uma parte de uma janela que mostra as representações de céu e inferno, tem o objetivo de mostrar "o inferno na Terra". Pode ser visto um avião voando em direção a uma das torres.
Categoria: FOTOS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 23h49
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Missão divina ou comilança?
A missão apostólica do Papa Bento XVI é muito grande. São muitos os desafios a serem enfrentados, para que a Igreja continue seu trabalho em favor de todos os povos. A bem da verdade, parece que não essa a preocupação da mídia. As atenções do mundo cristão estão voltadas para a importante visita do sumo-pontífice católico ao Brasil. É natural todas as preocupações, a fim de que tudo transcorra em clima de muita paz, apesar do elevado índice de violência que hoje espanta todo o país. No entanto, como se não bastassem todos os temas a serem explorados. Temas que tratem a respeito das preocupações seculares da Igreja para com todos os povos, a mídia brasileira volta o seu foco para as iguarias que o papa vai comer por aqui durante sua estada. A notícia tão amplamente enfatizada parece ser a coisa mais importante do mundo. Sua Santidade sair lá do Vaticano pra vir comer por aqui algumas iguarias. Deixa-se de falar no programa que Papa vem realizar por essas bandas; as preocupações da Igreja com os graves acontecimentos desse começo de século. Melhoria seria a mídia voltar seus comentários e suas especulações para o que a Igreja pode fazer pelos povos sofridos do mundo; quais as propostas para ajudar no desenvolvimento e que resultem numa melhor qualidade de vida para as camadas mais baixas da população. Entretanto, isso não interessa, não da Ibobe, não conquista audiência. Por isso que se fala em coisas “extraordinárias” como a alimentação, a cama que o sumo-pontífice vai dormir, a decoração do ambiente, quem confeccionou a roupa, o lençol, quem fez a hóstia, o cálice, e por aí vai. Vejam como a coisa cresceu. O chefe de cozinha, César Medeiros, lá da cidade de Lorena (SP) é quem vai cozinhar para a sua santidade, aliás, como a mídia está colocando: o rapaz tem a mesma idade de Jesus, 33 anos (até isso enfatizam) e terá a MISSÃO DIVINA de fazer a comida do chefe da Igreja Católica! Apesar da experiência internacional do rapaz em restaurantes de auto luxo na Inglaterra e nos Estados Unidos, fazendo pratos sofisticados para gente granfina e celebridades, diz-se por aqui que cozinhar para o Papa Bento XVI será o maior desafio da carreira daquele jovem. Missão divina! Bom, se a missão é divina e será um desafio, com certeza ele deverá utilizar nos pratos que serão preparados, iguarias celestiais. Vai ver que até o salmão grelhado que será servido, deve ter sido pescado em algum manancial do paraiso celeste. Paciência, minha gente! Tudo tem limites até as mediocridades!
Escrito por Gonzaga de Andrade às 00h18
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Hoje é dia do desenhista
É uma justa homenagem a todos os profissionais que nos encantam com seus traços, levando a alegria a todos os recantos e de todas as formas. Para mim a genialidade do desenhista é encantadora e com ele nosidentificamos desde a infância com as histórias em quadrinhos fantásticas e sempre eternas. Parabéns a todos, com uma homenagem especial aos criadores dessa tropa de super-heróis ao lado.
Categoria: FOTOS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h54
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Curiosidades malucas!
Se você ficar gritando por 8 anos, 7 meses e cinco dias, terá produzido energia sonora suficiente para aquecer uma xícara de café. (Não parece valer a pena.) Se você peidar constantemente durante 6 anos e 9 meses, terá produzido gás suficiente para criar a energia de uma bomba atômica. (Agora sim!) O coração humano produz pressão suficiente para jorrar o sangue para fora do corpo a uma distância de 10 metros. (Uau!) O orgasmo de um porco dura 30 minutos. (Na minha próxima vida, quero ser um porco!) Uma barata pode sobreviver 9 dias sem sua cabeça até morrer de fome. (não consegui esquecer o porco) Bater a sua cabeça contra a parede continuamente gasta em média 150 calorias por hora. (Não tente isso em casa; talvez no trabalho!) O louva-deus macho não pode copular enquanto a sua cabeça estiver conectada ao corpo. A fêmea inicia o ato sexual arrancando-lhe a cabeça. ("Querida, cheguei! O que é is.....") A pulga pode pular até 350 vezes o comprimento do próprio corpo. É como se um homem pulasse a distância de um campo de futebol. (Trinta minutos...que porco sortudo! Dá pra imaginar?) O bagre tem mais de 27 000 papilas gustativas. (O que é que pode haver de tão saboroso no fundo de um rio?) Alguns leões se acasalam até 50 vezes em um dia. (Ainda prefiro ser um porco na minha próxima vida... qualidade é melhor que quantidade!) As borboletas sentem o gosto com os pés. (Isso eu sempre quis saber) O músculo mais forte do corpo é a língua. (Hmmmmmmmm...) Pessoas destras vivem em média 9 anos mais do que as canhotas. (E se a pessoa for ambidestra?) Elefantes são os únicos animais que não conseguem pular. (E é melhor que seja assim!) A urina dos gatos brilha quando exposta à luz negra. (E alguém foi pago para descobrir isso?!) O olho de um avestruz é maior do que o seu cérebro. (Conheço gente assim) Estrelas-do-mar não têm cérebros. (Conheço gente assim também) Ursos polares são canhotos. (Se eles começarem a usar o outro lado, viverão mais) Seres humanos e golfinhos são as únicas espécies que fazem sexo por prazer. (E aquele porco???)
Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h48
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SAUDADE
Saudade! Misto de dor, sentimento de tristeza, agonia, A maltratar meu coração sofrido, abalado pela ausência. Saudade! Grito silencioso de quem ama sem hipocrisia, Aguardando, o teu retorno triunfal com paciência.
Saudade! Hino elegíaco. Num crescendo de harmonia, Remete-me a ti, essência divinal, rosa dos meus dias. Tu és saudade, a marca indelével do amor e da ternura, Chama inapagável e fervorosa da subliminar ventura.
Saudade! Sentimento atroz, melancólico, ultra-humano, Revelas-me a grandeza e o real sentido da existência, Embora sob a égide inabalável do teu poder tirano.
Seja, pois meu coração cativo, símbolo da paciência, A reverberar o estigma deste amor sempre profundo, Imortalizado em todos os versos que fiz no mundo.
Categoria: POESIAS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h35
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Pense nisso!
Uma verdade que muitos não querem aceitar: perdemos muito tempo da nossa vida a criticar, observar, a dar palpite e querer saber os mínimos detalhes da vida alheia. Não nos tocamos quanto nos esquecemos da nossa própria vida. Curioso é que boa parte das pessoas se acham superior às demais e que são melhores em todos os aspectos. Os outros erram, elas não; os outros são incompetentes, elas não; os outros não fazem nada certo, elas não; os outros que se danem, elas não. Entretanto, o jogo da vida é diferente. Não estamos aqui para criticar erros alheios, observar a vida dos outros, tentar destruir quem quer que seja. A nossa jornada é bem diferente. É de purificação, é altruística, é em busca da evolução. Como temos vivido erradamente. Passamos boa parte da existência tentando acumular riquezas, ou seja, bens materiais. Esquecemos os verdadeiros valores que devem brilhar no ser humano. Nossa jornada, apesar de longa, não nos damos conta de sua importância. O presente, a vida verdadeira que passa por nós no cotidiano, esquecemos de vivenciar, de contemplar a generosidade da natureza, a grandeza do poder de Deus. Todavia, estamos de olho sempre no futuro, esquecendo que sua base é o agora que vivemos. Pense nisso!
Escrito por Gonzaga de Andrade às 23h29
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Livre para ser feliz
O mundo está cada vez mais complexo e exige de cada um de nós muito mais paciência, fôlego, criatividade e, sobretudo, meditação para vencer os percalços que nos assuma dia-a-dia. O exercício mental torna-se indispensável e até gratificante. Não nos custa nada mergulhar profundamente em nosso interior, buscando mágoas, pensamentos nocivos e que estiver freando nossa emoção. Não existe melhor receita para uma vida saudável do que exercitar constantemente o perdão, pois assim o fazendo estaremos ganhando muito mais e transbordaremos de paz e tranqüilidade e poderemos caminhar livres e tranqüilo. O exercício do perdão fará transbordar o cálice da nossa fé e, com certeza estaremos dando um salto muito importante para a vitória. Não podemos, de forma alguma esquecer nosso potencial, devemos sempre estar desafiando os limites, pois eles só existem para os fracos que não têm objetivos a alcançar. Entretanto, a chave do sucesso precisa ainda de outros ingredientes importantes como jogar por terra todos os preconceitos e ter como meta a verdade, pois ela é única e imutável. Assim procedendo estaremos construindo uma sólida aliança com o tempo que nos disponibiliza tudo o que temos ao nosso alcance. Agora cuide em planejar seu novo futuro, com ternura, carinho e compreensão, afinal você é livre para ser feliz.
Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h50
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DISCUTIR RELAÇÃO NÃO É O MELHOR CAMINHO
Crises nos relacionamentos conjugais não são coisas da atualidade. Elas sempre existiram. Afinal, estão em jogo sentimentos contrários que nem sempre comungam dos mesmos ideais e vêem a vida com olhos diferentes. Entretanto, a pressa, o corre-corre, a luta para se enfrentar a vida nestes tempos moderníssimos têm acentuado essas efemérides. Há de se levar em conta as formas diferentes de homens e mulheres encararem o relacionamento. Elas com mais sentimento e emoção, dissociando-o de todo um conjunto de coisas que integram mundo em que vivem. São elas mais afetadas pelas crises conjugais e, por isso mesmo, delas parte a vontade incontrolável de discutir o relacionamento que descompassou daquele de outros tempos, quando havia uma comunhão senão perfeita, mas quase. A intimação para discutir a situação crítica, sempre é da mulher. Se elas vêem essa necessidade e o querem fazer sem o menor constrangimento, para o homem é diferente. Fazer essa tal DR, talvez não seja a melhor forma para enquadrar o relacionamento que começa a se desgastar. O casamento é semelhante uma chama, há necessidade de combustível para continuar queimando. Então o que fazer? Para mim, a receita é a vigilância diária, fundamental à reconquista daquilo que sempre o casal quis e conseguiu. Para chegar à àquele ponto, conseguiu destilar o melhor dos sentimentos e não precisou de conversas intermináveis e palavras rebuscadas. Quando ela intima o parceiro para discutir o relacionamento empurrada pelos momentos de depressão, tristeza, falta de alguma coisa, nem percebe que para seu parceiro é muito dificil e até algo incomum e que lhe constrange profudamente. Forçar a barra não resolve. Muitas vezes o que seria uma discussão amigável pode descambar para uma briga, o que causará maior fissura no relacionamento. Dito isso a tal DR, como acentuam hoje em dia, não é a melhor saída. Esses conceitos chegam-me após uma leitura detalhada do livro “Não discuta a relação – Como melhorar o seu relacionamento sem ter que falar sobre isso”, lançado pela Editora Nova Fronteira e que recebe a assinatura do casal de terapeutas americanos Patrícia Love e Steven Stosny. A obra é resultado de vários estudos e observações a respeito de relacionamentos conjugais, além de ser um excelente guia para aqueles desavisados que desejam melhor enquadrar seu relacionamento e não perder o gás que alimenta a chama de uma união conjugal. Vale a pena mergulhar nessa obra para clarear o raciocínio para manter seu casamento em perfeita comunhão.
Categoria: CRÍTICA LITERARIA
Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h52
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Categoria: FOTOS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h58
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O DIA DA VERDADE
Para cada mentira uma verdade sempre estará pronta para desmascará-la. Se ela tem seu dia no calendário Gregoriano, claro que não poderia nele faltar a VERDADE, eterna, simples, irrefutável admirada pela grande maioria dos mortais e detestada pelos mentirosos de plantão. Hoje, dia 3 de abil é o DIA DA VERDADE. Este sim deve ser louvado. "Conhecereis a verdade e ela vos libertará", com certeza! E complementando, o grande filósofo dizia: "ela não vos fará rico, mas o tornará livre".
Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h59
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Escrito por Gonzaga de Andrade às 19h39
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