MEU PERFIL

Jornalista e radialista, natural de Campina Grande (PB). Iniciou sua carreira profissional nos Diários e Emissoras Associados da Paraíba, em março de 1972. Durante 18 anos integrou a Assessoria de Comunicação do Governo de Roraima, quatro dos quais foi responsável pelo setor de Webjornalismo, desligando-se em fevereiro de 2011.

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DO CABURAI AO CHUI

O ponto escuro do mapa é o mais setentrional do Brasil na fronteira Guiana/Venezuela, onde se localiza o Monte Caburai, borda de um imenso planalto, com 1.465 metros de altitude. Fronteira natural do Brasil, a 5º 16' 20" norte. No extremo meridional fica no Arroio Chuí (RS). Portanto, como se vê no mapa acima, aqui nasce o Brasil, no município de Uiramutã. O Oiapoque (AP) não é o ponto extremo norte é o início do litoral brasileiro, Na realidade o Brasil vai do Caburaí ao Chuí e assim deve ser grafado nos livros de Geografia.

BRASIL, Norte,



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GONZAGA DE ANDRADE


O PODER TRANSFORMADOR DA MÚSICA

 

"Deixem-me escrever
as canções de uma Nação,
e não me importarei com quem
lhe faz as leis".
Daniel O’Connell

Música é a vibração do Universo de forma harmônica e encantadora, como se fora executada por orquestra, sob a regência de um maestro espetacular. É a energia que flui espontaneamente comandando o pulsar de todas as coisas. Ela tem ditado o compasso do tempo nos pontos mais longínquos das galáxias incontáveis. 

Ela é um começo sem fim, magia daquilo que sempre foi e, assim, existirá por toda a eternidade, metodizando a expansão de galáxias, sois, planetas e sistemas em todos os pontos do Universo. Com suas notas e compassos sobrepõe-se a tudo, comandando os sentidos, para que venha desabrochar na mente o saber que conduzirá o Homem à evolução. 

Sem dúvida, pela sua força e em compassos sutis, a música despertou, pouco a pouco, a consciência do Homem, trazendo-o das cavernas ao berço das grandes civilizações; das urbes de todos os tempos às metrópoles planetárias. É o elo que nunca foi perdido, pois seu domínio não cabe aos humanos. Logo não se pode ter o cérebro separado desta fonte extraordinária de energia vital. 

Seu poder é extraordinário. Sua força sobrepuja as leis, mesmo aquelas grafadas com letras firmes. Talvez por assim entender, o líder nacionalista irlandês Daniel O’Connell aludiu a sentença em epigrafe: "Deixem-me escrever as canções de uma Nação, e não me importarei com quem lhe faz as leis". Isto porque a força da música é assustadoramente enorme, não havendo muralha que possa lhe deter por muito tempo.

Indiscutível! Ela nos dá a certeza da expansão em constante movimento. É o palpitar de todos os tempos em combinações de notas variadas na harmonia universal. Podemos sentir esse saudável movimento num crescendo de amor que está ao nosso redor. O Universo, com certeza, corresponde ao nosso ritmo interior e, pouco a pouco ela vai brotando como uma sinfonia.

Não se pode contestar que no mais rude dos movimentos ela esteja presente. Em havendo harmonia, consequentemente haverá música, ritmo e isto, é o que nos embala. É fundamental ao desenvolvimento e à elevação do espírito humano. Pouco a pouco ela se torna o escopo mágico moldando com notas bem trabalhadas as filigranas do caráter, dando contornos à personalidade.

Em todos os graus da evolução ela estará ali, inseparável. O grande mestre Platão dizia que "através da música, a alma aprende a harmonia e ritmo e, até, uma propensão à justiça". Pela pureza e profundidade de sua melodia, chegaremos ao entendimento deste ser pensante que, muitas vezes, inconscientemente, vai moldando-se em conformidade com a harmonia ambiental, com a música que lhe dita o ritmo da existência neste desfiladeiro de vibrações microcósmica.

Por fim, a música modela, indiscutivelmente, o caráter. Se ela assim procede nos desperta os sentidos mais puros, colocando-nos mais de frente na participação e determinação de questões sociais e políticas. O filósofo também afirmava categoricamente que a música é valiosa não apenas porque cria requinte de sentimento e caráter, mas também porque preserva e restaura a saúde.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h51
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ARQUIVOS DA EXISTÊNCIA

Nunca perdemos tempo divagando sobre a existência. A cada momento as catalogações mentais que fazemos vão se juntando para formar um grande arquivo, a soma de tudo aquilo que conseguimos viver durante os anos de vida. 

É muito importante fazer-se uma reflexão sobre todas as coisas aprendidas. Nada pode ser considerado inútil, todos os detalhes devem ser levados em conta, afinal, fizeram e fazem parte daquilo que somos. São retalhos de vida!

Na dualidade da vida somo egoístas e queremos moldar o tempo como se dele fossemos o dono. Fazemos questão de esquecer sua relatividade e mergulhar no mais profundo sentimento de egolatria. Não olharmos a nossa volta!

Esquecemos de mensurar que a felicidade é a superação da dor que parecia eterna e foi suplantada pelo nosso esforço no aprendizado cotidiano da vida. Não voltamos o tempo, mas perpetuamos a existência e dela fazemos parte!



Escrito por Gonzaga de Andrade às 22h55
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O QUE PENSAR? É APENAS UM BILHETE!

Confundir a língua escrita com a língua falada tem metido muita gente em complicações. Até um pequeno bilhete deve ter propriedade, frases completas e claras. Ao se escrever, deve-se ter cuidado para evitar entendimento dúbio. Se acontecer desse minúsculo bilhete cair em mãos erradas a coisa pode ficar feia.

Veja o que dizia um inofensivo bilhetinho enviado por uma secretária ao boy de serviços gerais da empresa para separar a correspondência: “Márcio, seja bonzinho... faça igual a última vez... please!” E esse outro endereçado ao setor de Xerox com documento a ser copiado: “Joãozinho... quero quatro rapidinhas.”

Agora imagine quando alguns desses bilhetinhos caem nas mãos do diretor da repartição. É preciso ter o dom da liderança e saber comandar tomando medidas enérgicas para evitar conflitos futuros, tanto no ambiente de trabalho como na vida particular de funcionários descuidados. Olha o resultado: “Toninho, tira o mais rápido possível, porque o gerente também vai querer.”

Quando alguém esquece um desses bilhetinhos no bolso e é encontrado pela mulher em casa, a confusão está feita: “Zeca, hoje eu tenho que ser a primeira, porque estou mais necessitada.” Foi endereçado ao controlador de projetos de uma empresa para selecionar os que seriam enviados ao Departamento de Marketing. A mulher do Zeca quebrou o “maior pau” com o marido.

Um atendente de cartório quase pôs fim no casamento, após sua mulher ter encontrado um bilhetinho no bolso onde estava escrito: “Paulo, quero dos dois lados e presta atenção, atrás tem que caber tudo”. Afinal, documentos cartoriais além de extensos têm carimbos pra todo lado.

E o que dizer do bilhete enviado ao jovem do setor de embalagem de presentes finos: “Fernandinho, cuidado! É muito comprido e largo... Pressione direitinho para não ficar nada de fora.” No mesmo instante ele recebeu outro recadinho que dizia: “Fernandinho, presta atenção, estou muito angustiada... estou atrasada!” Ou seja, atraso para a entrega da encomenda.

Estou falando de coisas simples: escrever claro, de forma que todo mundo entenda. O que pensar de um bilhete onde está escrito: “Carlinhos, por favor... Hoje você coloca na frente?” Ou então, “Leonildo, põe devagar e com carinho, quero bem feito”. E esse: “Toninho entra no meio sem que ninguém perceba e dá uma rapidinha?” Cada um pense o que quiser, mas não é nada do que vocês estão pensando.  



Escrito por Gonzaga de Andrade às 23h17
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APRENDENDO A DIRIGIR À NOITE

Para que servem as luzes de um veículo? Essa é fácil e todos sabem. Em que momento elas devem ser acesas? Quando o condutor do veículo deve usar luz alta ou luz baixa? E o tal do pisca-alerta? Essas e outras coisas são importantes para o bom condutor de veículos. Aliás, pouco ou quase nada disso é ensinado nas auto-escolas.

Ao menos agora, os que se aventurarem a tirar carteira de motorista ficam sabendo tudo isso e muito mais, como determina o Código Brasileiro de Trânsito, em seu artigo 40 e seus incisos, alíneas e parágrafo único. Tudo por conta das aulas noturnas que passaram a ser obrigatórias.

Se tal providência tivesse sido adotada desde 1998, quando entrou em vigor o Código de Trânsito, com certeza em nossas ruas teríamos motoristas mais preparados. O problema é que as aulas e práticas pouco rendem ao futuro motorista.

É fundamental que o condutor tenha: noção de direção à noite sobre os reflexos dos faróis de outros veículos, noção de conduzir o veículo à noite e durante uma chuva; melhor se familiarizem com a sinalização vertical e horizontal.

Com certeza o aluno vai sair da auto-escola sabendo mais um pouco e não ter de ficar perguntando a alguém em botão aperta para acender os faróis. Com certeza também vai parar de confundir o botão de alerta com o de pisca. 

Melhor ainda será quando as auto-escolas ensinarem aos alunos que o trânsito de veículos nas vias terrestres, abertas à circulação, deve ser feito pelo lado direito da via. Muito melhor será quando se exigir que os alunos leiam e aprendam o que diz o ARTIGO 29, seus incisos, alíneas e parágrafos

Se você ficou curioso, procure ler e saber mais no Código Brasileiro de Trânsito.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 22h25
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UMA LIÇÃO DE VIDA

“Eu já perdoei erros quase imperdoáveis; tentei substitui pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger; já dei risada quando não podia; fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, quebrei a cara muitas vezes! Já chorei ouvindo música e vendo fotos.

Já liguei só pra escutar uma voz; apaixonei-me por um sorriso. Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)! Mas vivi! E ainda vivo! Não passo pela vida... e você também não deveria passar!

Viva! Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é MUITO para ser insignificante!”

                                                                                         Charlie Chaplin

 



Escrito por Gonzaga de Andrade às 22h38
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TRISTE DO PODER QUE NÃO PODE

Esse aforismo continua atualíssimo e está comprovado no relatório da Corregedoria Nacional de Justiça, resultado das inspeções em 8 estados, apontando a dificuldade que as corregedorias e outras instâncias da Justiça têm para punir juízes acusados de algum dolo.

Agora ficou muito mais difícil com a redução de poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que não mais poderá tomar à frente das corregedorias estaduais. As inspeções apontaram peças processuais desaparecidas, denúncias prescritas administrativamente, por várias razões, estando entre elas a lentidão com que a Justiça atua no país.

O jornal O Globo já tinha enfocado esse assunto em setembro passado e voltou à baila, narrando casos apurados em vários estados. Isso torna gritante a falta de JUSTIÇA à Justiça que parece assumir outro aforismo que diz: “Faça o que digo, mas não faça o que eu faço”.

Em outras palavras essa impunidade deixa claro que decisão da Justiça não se discute, cumpre-se. Nós, meros mortais, devemos deixa que a Justiça cuide de suas próprias irregularidades. Entretanto, isso nos leva a acreditar, cada vez menos na idoneidade dessa dama de ferro e de olhos vendados, talvez para não enxergar as mazelas e atrocidades patrocinadas pelos seus protagonistas.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 13h58
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CONFLITOS EM TERRAS INDÍGENAS
 
A questão demarcatória de terras indígenas ainda não é página virada, como pensam alguns estudiosos. O jornal Estado de S. Paulo, edição desta segunda, 21, destaca uma ampla matéria sobre o caso e mostra que no período de 2006 a 2010, foram concluídos processos de demarcação em 35 pontos do país e entregues aos povos indígenas 8,9 milhões de hectares.

De acordo com a Fundação Nacional do Índio (Funai) muito ainda falta ser feito para atender às reivindicações dos povos autóctones e se por um fim aos conflitos que têm a questão fundiária como pano de fundo. Apesar dos esforços as dissensões têm se agravado nos últimos meses.

Conforme os levantamentos realizados, os conflitos ganham força em várias partes do país e em quase todos eles envolvem posseiros, madeireiros, carvoarias (caso do Maranhão, Pará), fazendeiros, garimpeiros (em Roraima) e, já foi até detectada a questão do tráfego de drogas em áreas estratégicas.

Há casos, segundo o jornal O Estadão, como informa um estudo publicado pela ONG Povos Indígenas do Brasil descritos pelo estudo em que há apoio ostensivo de líderes indígenas para a invasão das reservas, cooptados financeiramente por esses grupos.

Uma das constatações preocupantes, de acordo com o jornal, envolve a terra ianomâmi, com 9,5 milhões de hectares, entre Roraima e Amazonas, na fronteira com a Colômbia e a Venezuela, onde há uma incontrolável onda de invasões do garimpo ilegal na região.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 18h28
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NORMAS DE COMBATE À CORRUPÇÃO 

A luta contra a corrupção no Brasil, um trabalho que consome milhões de reais a cada ano, ganha um novo capítulo essa semana com ações inovadoras da Política Federal que elaborou uma cartilha a ser distribuída entre os seus integrantes para tornar mais eficiente a identificação e a punição dos corruptos.

O jornal Correio Braziliense desta segunda-feira, 21, detalha as providências que serão adotadas, a partir do documento, intitulado Manual de Investigação de Desvio de Recursos Públicos, que, lamentavelmente não será do conhecimento da população.

Ora, quando a população vem despertando para a luta contra os corruptos, mesmo que a duras penas, seria essa a oportunidade de a Polícia Federal e a Justiça encontrar maior reforço junto à população que é a mais prejudicada pela ação nefasta daqueles arrivistas que se locupletam de recursos do erário.

Em todo caso, no manual constam informações sobre sistemas de compras públicas, explica como funciona o sistema de controle e fiscalização do Executivo federal, os trâmites necessários para transferência de recursos para os estados e, ainda, os crimes que são de competência da PF.

Apesar dessa necessidade de se alertar a população de como identificar as manobras e artimanhas dos corruptos, a PF quer manter em sigilo as normas que rotuladas como "procedimento interno", resultante de um longo debate em todos os segmentos da corporação país a fora.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 13h52
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APERTA O CERCO AOS DEVEDORES

A presidente Dilma Rousseff decidiu: vai acelerar as execuções fiscais, na tentativa de resgatar, ao menos, parte dos R$ 850 bilhões que estão inscritos na dívida ativa da União, como informa o jornal Valor Econômico desta segunda-feira, 14.

A decisão do governo federal está embasada nos projetos de Lei Geral de Transação, nova Lei de Execução Fiscal, Lei da Dação em Pagamento e Parcelamento de Dívidas de Pequeno Valor e um projeto de lei complementar que altera o Código Tributário Nacional.

Para fundamentar a defesa da proposta, o Palácio do Planalto tem difundido uma série de argumentos, muitos deles fundamentados em um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) contratado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e publicado em 3 de abril deste ano. 

Intitulado "Custo Unitário do Processo de Execução Fiscal na Justiça Federal", por meio dele se observou que o tempo médio total de tramitação de um processo de execução fiscal na Justiça Federal é de oito anos, dois meses e nove dias, dos quais quase a metade se perde com a citação do devedor. 

O deputado Eduardo Cunha, vice-lider do PMDB que vem acompanhando a tramitação dos projetos na Câmara Federal comenta que "o projeto da execução fiscal começa fazendo referência ao código, nada mais natural então de que ele seja discutido nessa comissão”.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h24
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TENTANDO AS PAZES COM A BALANÇA

A guerra contra a balança, ao que parece, reserva um capítulo de vitórias para homens e mulheres, a partir da pesquisa divulgada pela revista Science Translational Medicine, publicando resultados do trabalho de Renata Pasqualini e Wadih Arap que trabalham na Universidade do Texas, em Houston (EUA)

A meta pretendida pelos cientistas brasileiros, já com testes promissores, é eliminar vasos sanguíneos que alimentam o tecido adiposo de determinados órgãos responsáveis pela absorção de gorduras. Para tanto eles desenvolveram uma droga batizada de adipotídio.

De acordo com O Estado de São Paulo os pesquisadores usaram macacos no experimento durante 4 semanas. A gordura abdominal diminuiu 27%. A nova droga, segundo a revista, provocou aumento no volume da urina eliminada e uma leve desidratação, sintomas de um impacto da droga nos rins. 

"O medicamento já foi licenciado pela Universidade do Texas para uma empresa californiana chamada Ablaris Therapeutics", conta Arap. Mas ele não arrisca uma previsão de quantos anos serão necessários para a droga chegar ao mercado.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 13h10
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 UM ANO DE COINCIDÊNCIAS HISTÓRICAS

O ano de 2012 traz para o mundo uma curiosidade e ao mesmo tempo uma grande coincidência histórica nunca antes registrada: 24 países – dentre 50 que estarão realizando eleições – escolherão os seus líderes maiores, a exemplo de Estados Unidos, França, Rússia e China, nações de peso no bloco econômico e político mundial. 

O que podemos deduzir é que será um ano de grandes transformações globais. Nenhum setor ficará imune às transformações que haverão de se consolidar com a troca de lideranças e a reformulação de políticas econômicas, ambientais, sociais, sobretudo porque a crise financeira que segue num crescendo, mundo afora, afetará os pequenos segmentos municipais.

Evidente que não ficaremos à margem desse processo, mesmo porque aqui no  Brasil teremos eleições em quase 6 mil municípios. Estaremos escolhendo algo em torno de 59 mil vereadores, isto é, 8 mil a mais que no pleito de 2008, segundo dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), apontando que 87,7% das 2.153 cidades já decidiram pelo aumento nos legislativos municipais.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sem levarmos em conta os novos municípios que a serem criados, serão eleitos 5.564 prefeito. O panorama começa a ser movimentado, a partir de agora. Com certeza será uma situação peculiar, sobretudo para o mundo político, notadamente quando o STF decide que a Ficha Limpa, agora sim, vai valer e atrapalhar a vida de muita gente.

Com certeza 2012 será uma ano de grandes transformações econômicas, políticas e sociais. A um ano das eleições municipais, para nos atermos ao cenário brasileiro, as articulações entre lideranças políticas e setores importantes de cada comunidade começa a ditar o tom do embate que teremos pela frente, uma vez que é a partir da base municipal que poderemos ter em 2014 .

 



Escrito por Gonzaga de Andrade às 18h05
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MALTHUS VOLTA AO DEBATE

Os números são relevantes, mas as preocupações são maiores, quando se trata do crescimento populacional em todo o planeta. Se já somos 7 bilhões ou não o importante é que os governos adotem providências enérgicas e bem estruturadas para que possamos nos resguardar para o futuro próximo, sobretudo nos garantindo contra o fantasma da fome que já assola dezenas de países pobres.  

No jornal Valor Econômico, desta terça-feira, 1º de novembro, um destaque para o artigo do jornalista Javier Blas – editor de commodities do Financial Times, em Cingapura – sob o título “Ainda é cedo para descartar o ideal malthusiano”, onde ele destaca a aceleração do crescimento populacional nos últimos 50 anos. 

Como especialista em commodity – produto primário de grande participação no comércio internacional – ele reforça sua preocupação com o que poderá advir com esse acelerado crescimento: alta de preços, escassez de alimentos e o consequente aumento da fome, sobretudo nos países mais pobres do planeta.

Para ele, os anos 90 foram paradigmáticos. A década viu um período de baixa nas commodities, mesmo enquanto a população mundial exibia seu maior crescimento – em apenas 11 anos, houve aumento de 1 bilhão na população, que passou de 4 bilhões em 1987 para 5 bilhões em 1998.

O anúncio das Nações Unidas, esta semana, de que chegamos a 7 trilhões reabre o debate em torno do que se promover para garantir maior fluxo de alimento no futuro. Portanto, volta à baila a tese engendrada pelo economista britânico Thomas Robert Malthus de que o controle populacional deveria ser rígido. Até bem pouco tempo muitos acreditavam no avanço da ciência para sanar uma provável escassez de alimentos no mundo.

“A última década, no entanto, provou que o debate está longe de ter terminado. Se Simon e Ehrlich tivessem apostado em um período maior, de 30 em vez de 10 anos, Ehrlich teria vencido. Em termos reais, o preço de uma cesta composta por cromo, cobre, níquel, estanho e tungstênio, hoje vale mais do que nos anos 80”, comenta Javier Blas. Portanto, as preocupações começam a aumentar, mesmo para nós que estamos neste hemisfério do planeta e em especial no Brasil onde o governo pode se dar ao luxo desenvolver programas de combate à fome .



Escrito por Gonzaga de Andrade às 20h38
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AS VARIAS FACES DE UMA TRAGÉDIA

Como tenho dito sempre, cada notícia tem o seu tempo e a forma de ser dita ao público. A propósito disto, acabo de receber um e-mail – um desses besteiróis que percorre a grande rede e que até serve pra descontrair e não se levar a vida tão a sério. Trata de como os meios de comunicação anunciariam, hoje, a saga de Chapeuzinho Vermelho, que, aliás, para nós quando crianças era um verdadeiro terror.

Então, como essa notícia seria dada pelo Jornal Nacional: William Bonner: Menina é devorada viva por um lobo faminto... Fátima Bernardes: “... mas a ação de um caçador evitou a consumação da tragédia." Hebe Camargo anunciaria diferente: Que gracinha, gente! Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?

Já o Datena esbravejaria aos quatro ventos: "Onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha, a pé! Não tem transporte público! E foi devorada viva... Um lobo, um lobo safado... Põe na tela, primo! Eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não!"

No Globo Repórter, Sérgio Chapelin, com jeito fleumático diria: Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? É o que você verá nesta edição do Globo.

E nas capas das grandes revistas: Veja: Lula sabia das intenções do Lobo. Istoé: Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente. Cláudia: Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.  Nova: 10 maneiras de levar um lobo à loucura, na cama. Playboy: Ensaio fotográfico com Chapeuzinho: Veja o que só o lobo viu. Vip: Desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil. G Magazine: Ensaio Fotográfico - Lenhador mostra o tamanho do machado. Caras: Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: "Até ser devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa"

Os grandes jornais, segundo os humoristas de plantão, não ficariam atrás e noticiariam com destaque esse fato. Folha de S. Paulo: Lobo que devorou menina era do MST. Estado de S. Paulo: Lobo que devorou menina seria filiado ao PT. O Globo: Petrobrás apóia ONG do lenhador que matou um lobo para salvar menor carente. O Povo: Sangue e tragédia na casa da vovó. O Dia: Lenhador desempregado tem dia de herói.

E por aí vai, porque a humanidade tem de continuar preservando o riso como dizia Câmara Cascudo. Resumindo: segundo o Tigrão é apenas etc..

 



Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h26
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MUDANÇA NA TELEFONIA MOVEL

O Rio de Janeiro foi o marco para a implantação do sistema de telefonia móvel em começo da década de 1990. Agora, 21 anos depois, a Cidade Maravilhosa é base para mais um avanço do setor com a finalização do processo de aquisição da Vivo pela Telefônica, no dia 3 de outubro.

As duas marcas serão unificadas no início do ano que vem. Entretanto, o nome Vivo continuará a prevalecer graças sua popularidade no mercado brasileiro, conforme noticiado nesta terça-feira, 25, pelo jornal Valor Econômico.

Para marcar o avanço do setor e ampliar o seu marco histórico-econômico, a Vivo deu mis um salto ao entrar para o mercado de telefonia fixa e internet no Rio de Janeiro. Com a união Vivo/Telefônica o Brasil passa a ser o maior operador de telefonia do planeta.

De acordo com levantamento mostrado pelo Valor Econômico, dos “cerca de 300 milhões de clientes no mundo inteiro, são mais de 83 milhões no Brasil”. Isso mostra que no Brasil a telefonia celular se apresenta como um dos negócios mais rentáveis dos últimos tempos. 

Destaca o jornal que a Vivo passará a ser uma das três marcas comerciais da Telefônica no mundo: O2 na Europa e Movistar na Espanha e nos países latino-americanos de língua espanhola, usa o nome Movistar. 

O importante de tudo isso é que o cliente seja beneficiado e não prejudicado e explorado como tem sido pelas empresas que prestam semelhante serviço ao brasileiro.  A prestação de serviço tem sido cara e o investimento muito alto para os milhões de pessoas que necessitam do sistema.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 19h33
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QUEREM ACABAR COM O FUNIL DA OAB

A questão do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) volta à baila, desta feita com a previsão do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). A inconstitucionalidade foi alegada em recurso extraordinário por um bacharel em direito que se julgou prejudicado pelo grau de dificuldade do funil da OAB.

De acordo com o Correio Braziliense desta terça-feira, 25, “quem é contrário à aplicação do exame argumenta que o artigo 5º da Constituição Federal garante a liberdade do exercício da profissão e, por isso, a prova seria inconstitucional”. 

Volto a afirma que o exame da Ordem é um teste da capacidade técnica, profissional e ética daqueles que concluíram o curso de Direito, e almejam se tornar advogados. Logo, nada mais lógico que serem adotados critérios rigorosos que venham testar a capacitação de cada concorrente, e que se sobressaiam os melhores. Ser advogado é ser bom e profundo conhecedor daquilo que faz.

O presidente da OAB defende a legalidade do exame que foi criado em 1963 e tornado obrigatório desde 1994, sobretudo com base no Estatuto do Advogado, que é lei, estabelece determinados critérios para o exercício da profissão. “Quem escolhe a advocacia sabe disso”, argumenta. 

O fato é que tem chamado a atenção o grande número de reprovados. Segundo o Correio Braziliense na última edição da prova, dos 119.255 inscritos na primeira fase em todo o país, apenas 18.223 foram aprovados (15% do total). Isso é muito bom, pois se tem a certeza da competência dos aprovados.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h58
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E O LIXO HOSPITAL AMERICANO?

Negócio é o seguinte: existe uma legislação proibindo a importação de mercadorias usadas, mas como as demais não valem de nada, só quando surge uma denúncia comprovada da irregularidade, como foi o caso dos lençóis e outros lixos hospitalares contaminados, inclusive com sangue humano.

Na America do Norte trabalhar com esse tipo de exportação é uma verdadeira mina de ouro. Esse lixo é jogado para os países pobres. Não há critério de segurança à saúde, só o de toma lá dá cá, de empresários mal intencionados que vêm na aquisição desse lixo hospitalar uma forma de custear o seu luxo.

A consulesa americana para o Nordeste do Brasil, Usha Pitts, disse ao jornal Valor Econômico, em Recife que a exportação de produtos usados, incluindo itens hospitalares, movimenta um mercado "multimilionário" no seu país. Agora, ela própria quer ajudar tapar o sol com uma peneira, solicitando o auxílio do FBI nas investigações sobre o envio de lixo hospitalar para o Brasil.

Ela afirma ainda, pasmem, que empresas americanas idôneas, exportam milhões de dólares em produtos usados para o mundo todo. Imaginem se não fossem idôneas! Poderiam até esterilizar seringas e agulhas descartáveis para enviá-las ao terceiro mundo. E agora nos chega a figura salvadora do ministro Alexandre Padilha, da Saúde, afirmando que o governo brasileiro não mais permitirá esse tipo de exportação. Antes tarde do que nunca.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 19h11
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MAIS IMPOSTOS PARA OS MAIS RICOS

Bastou uma declaração do arquimilionário e megainvestidor americano Warren Buffett, para que alguns milionários europeus começassem a defender uma maior carga de impostos para os mais ricos. O pedido de Warren – a 3ª maior fortuna do mundo – foi feita ao governo americano, mas ganhou corpo na Europa onde os mais endinheirados passaram a abraçar a mesma causa.

Como informa Odilon Guedes do jornal Valor Econômico desta sexta-feira, 21, na Europa a medida foi abraçada já pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy. Ele já enviou ao Parlamento proposta para que os ricos que tenham renda anual acima de € 500 mil passem a pagar uma sobretaxa provisória de 3%.

Em sua matéria, o jornalista afirma que “esse fato é um bom motivo para discutirmos a carga tributária brasileira, já que nosso país é um dos mais injustos do planeta na cobrança da tributação. Os mais pobres são quem paga, proporcionalmente, mais tributos no Brasil, e não os ricos”.

Está na hora, evidentemente do Congresso Nacional fazer corpo em favor do povo brasileiros e retomar as discussões sobre o projeto que trata da tão necessária reforma tributária. Também não é demais lembrar que a ideia de taxar as grandes fortunas volte à baila de discussão e se possa fazer alguma coisa em favor do trabalhador brasileiro tão massacrado e explorado, sobre os ombros de quem pesa a maior carga tributária do país.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 14h01
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RECORDE NA ARRECADAÇÃO DE IMPOSTOS

 

É incrível o volume de recursos arrecadados mês a mês só em impostos, pelo governo federal e ainda se tenta uma forma mágica para criar mais um imposto destinado, apenas e tão somente, à saúde, até uma velha tentativa de ressuscitar a CPMF, sepultada em fins de dezembro de 2007. 

Quando a Receita Federal anuncia que em setembro batemos mais um recorde superando os 75 bilhões de reais, o IMPOSTÔMETRO da Associação Comercial de São Paulo acusa que já ultrapassamos a marca de um trilhão em arrecadação de imposto só esse ano.

De acordo com a Receita Federal, o aumento da produção, da massa salarial e da lucratividade foram os principais fatores que contribuíram para a alta na arrecadação em 2011. A venda de bens e serviços, que impulsiona a receita dos tributos ligados ao faturamento, aumentou 12,24%, de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2010.

Se em setembro batemos mais um recorde de arrecadação, com certeza passaremos à dianteira em outubro, novembro, depois dezembro. Isso é natural no país dos impostos, onde trabalhamos 148 dias do ano só para isso. 

Os economistas de plantão tentam de todas as formas justificar o elevado número de impostos que pagamos: ora é a massa salarial, ora a alta do dólar, ora a crise internacional, ora a desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB). E nós brasileiro assistimos a tudo de olhos esbugalhados, impotentes em não poder fazer coisa alguma, apenas continuar a nossa faina nesse navio da tributação. 

Para o escocês Adam Smith, na “Riqueza das Nações”, afirma que a boa tributação é a que se aplica com justiça, simplicidade e neutralidade. Exatamente o contrário do que vemos por aqui! A ilustração do cartunista Jorge Braga, acima, diz muito bem o que sentimos.

 



Escrito por Gonzaga de Andrade às 03h37
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E A PRIMAVERA SE FEZ GENTE

Oh! Tristeza me desculpe
Estou de malas prontas
Hoje a poesia veio ao meu encontro
Já raiou o dia vamos viajar. (*)

Finalmente cantei forte naquela manhã de segunda-feira. Era 22 de setembro de 1975. Como a própria estrela da manhã raiada, surgias para o mundo. Trazias contigo a primavera, inebriando a todos com o doce perfume das flores.

Ainda na sala de parto, teu choro era música intraduzível. Vinhas chegando como essa poesia que me encanta. E partilhando daquele momento mágico de manifestação sublime, o médico obstetra realizava seu trabalho cantarolando esse poema musical de suave ternura.

Em minha intraduzível alegria e seguindo o compasso da música eu pegava uma “carona na garupa leve, do vento macio", que me trazia essa tão esperada boa nova. Carregando-te no pensamento enquanto eu seguia para o trabalho, parecia estar voando, aproveitando o espargir da luz da manhã que surgiaMinh’alma aproveitava o êxtase daquele momento para colher as mais lindas rosas no jardim da vida. E eu que tanto esperei por ti, como pai, sentia-me revigorado pelo fulgor do teu espírito que voltava para decorar mais uma página do grande Livro da Existência cumprindo a vontade do Criador Universal.


(*) Os versos acima são da música VIAGEM, composição de João de Aquino e Paulo César Pinheiro

 



Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h41
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NEM DAVID, NEM GOLIAS

Há muitas vezes em nosso caminho um perigo que não enxergamos, muitas vezes até por não querer e outras por nos julgar acima de qualquer coisa e nos colocando na posição de superar qualquer obstáculo. Afinal, nossa vida é um constante desafio e mais das vezes andamos sobre o fio da navalha.

Saber conhecer nossos limites é um princípio básico da sabedoria. Para que cheguemos a esse ponto temos de renunciar a muitas coisas e nos destituir de todo e qualquer conceito de violência, rancor, pedantismo que nos tornaria prepotentes e cegos ao perigo iminente que nos ronda.

Não podemos ser um Golias a confiar na potência de sua força e esquecer o frágil David com sua aparente inofensiva funda. A habilidade não quer dizer força, nem tamanho, mas saber identificar a fraqueza, o medo e a dúvida do nosso oponente.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 15h41
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UM GLADIADOR EM APUROS

Por essa nem Kleber,  o atacante palmeirense, esperava. Ser dedurado pela Gaviões da Fiel. Incrivel, estou pasmo! Vou pedir informações ao meu amigo Felipe Alves Larsen - corinthiano roxo - que mora em São Paulo - isso mesmo, no estado e não no time - para passar a limpo essa história de que o Gladiador palmeirense é mesmo sócio da torcida organizada no meu querido Corinthians.

Vitor Marques, do jornal Estadão, contou essa história de que a Gaviões da Fiel trouxe a público uma ficha do atacante Kleber (isso mesmo, o famoso gladiador palmeirense), mostrando que ele é sócio desde 23 de dezembro de 2001. Malícia ou não - hein, Felipe Larsen -, a coisa veio à baila na semana que antecede o clássico paulistano.

De acordo com o jornalista Vitor Marques o atacante palmeirense tem a ficha de número 57.619. Bom, presume-se que não seja armação da Gaviões da Fiel. Não acredito que os manos corinthianos iriam fazer coisa semelhantes. O fato está na Internet e aqui bateu ficou! Será que esse cara da foto acima não é o Kleber assistindo o treino do adversário?

O técnico palmeirense para melhorar a sirtuação afirmou ter adorado a revelação feita pela Gaviões da Fiel. Ele avalia que o assunto gerou inúmeras brincadeiras no elenco alviverde, melhorando sensivelmente o ambiente para os jogos contra o Vasco, nesta quinta, e diante do Corinthians, no domingo, 28 de agosto.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 23h01
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UM PEQUENO AGRADECIMENTO

Pai, homenagear você deveria ser de uma forma especial. Por isso, pensei em fazer um poema. As rimas embora saiam com facilidade, penso que não seriam suficientes para defini-lo como um cara especial, cuja responsabilidade foi conduzir-me pelo caminho do bem.

Pensei: porque não escrever uma crônica falando sobre o divino dom de ser parceiro do criador universal, ensinando que minha escala de valores deve ter em destaque o amor, a paz, a tranquilidade, a harmonia e, sobretudo fazer o melhor por cada pessoa e apagar as mágoas.

Entretanto, pensei que a melhor coisa a fazer é agradecer a Deus por tê-lo como instrutor nessa minha existência, dando-me a medida mestra do caráter, a inquebrantável personalidade e a verdade como parâmetro para cumprir meu destino, mesmo depois que voltaste ao seio do criador.

Obrigado, pai, a medida do meu amor por ti é a chama purificadora e a essência indescritível que continuará a perfumar os meus dias, ajudando-me a superar todos os obstáculos.

 



Escrito por Gonzaga de Andrade às 13h46
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QUEM MANDA NO SERVIÇO PÚBLICO?

Profissionalismos e competência, pelo menos para alguns gestores, não são fundamentais no serviço público. Temos visto que a máquina pública tem se tornado um celeiro de arrivistas de toda espécie. Se alguém souber a resposta diga-me o que leva um gestor a dispensar um funcionário uma larga produtividade e colocar no seu lugar outro que nada faz, mal aparece na repartição para assinar o ponto.

A gestão pública está fadada ao fracasso aqui e em toda parte. A cada dia quem sabe fazer alguma coisa e que se sente responsável pelo que faz, vai ficando com um pé atrás, pois sabe que a qualquer momento pode ser trocado por um incompetente, um autêntico sabujo que, entre outros, caiu na graça do chefe. São marcas do serviço público, máquina que vai emperrando com a oxidação das suas engrenagens.

Ainda com relação ao que foi dito anteriormente não se pode dispensar a integridade, a motivação, a capacidade, a compreensão, o conhecimento, e, por fim, como fator menos importante, na experiência.

Como afirma o empresário, banqueiro Dee Hock, criador do cartão VISA, sem integridade, a motivação é perigosa; sem motivação, a capacidade não é impotente; sem capacidade, a compreensão é limitada; sem compreensão, o conhecimento é insignificante; sem conhecimento, a experiência é cega.

Portanto, uma questão fica em aberto para a reflexão: quem manda no serviço público?



Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h58
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O FUNIL DA OAB

Não vejo motivo para tanta celeuma em torno do índice de reprovação dos candidatos que se submetem ao rigoroso exame da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil. O percentual de aprovação, em qualquer profissão é bastante aceitável, pois caso contrário estaria o mercado de trabalho sendo tomado por uma turma de despreparados, vitimando a todos que necessitassem dos seus préstimos.

Podem afirmar que o percentual de reprovação está bastante alto, algo em torno de 90% dos inscritos. Entretanto, ninguém parou para analisar o benefício que isso traz tanto para o exercício pleno do direito em todas as suas nuances, como para os profissionais do ramo que se sentem aliviados com a ausência daqueles que não sabem, sequer, redigir uma petição.

Ora, o exame da Ordem é um teste da capacidade técnica, profissional e ética daqueles que concluíram o curso de Direito, e almejam se tornar advogados. Logo, nada mais lógico que serem adotados critérios rigorosos que venham testar a capacitação de cada concorrente, e que se sobressaiam os melhores. Ser advogado é ser bom e profundo conhecedor daquilo que faz.

Por que criticar as universidades, o Ministério da Educação? Será que tempos atraz o ensino era melhor, as técnicas eram mais aprimoradas? Quase nada mudou, apenas o número de alunos e escolas. Em todos os tempos os parâmetros foram os mesmos, as dificuldades antigamente eram até maiores. O foco deve ser a falta da capacidade cognitiva, dedicação, perspicácia e curiosidade do aluno para se sobressair entre os demais.

Se todas as profissões adotassem critérios rigorosos, como a Ordem dos Advogados do Brasil, para avaliar a capacidade técnica, profissional e ética dos seus integrantes, com certeza teríamos um mundo melhor. Não há com que se preocupar. Se a OAB aprovasse um elevado número de profissionais, com certeza estaria sendo alvo de pesadas críticas, condenando-a por colocar no mercado de trabalho pessoas incompetente e despreparadas.

Por fim, encerro com o pensamento de Piero Calamandrei (1889-1956) jornalista, jurista, político e docente universitário italiano: “O advogado deve sugerir por forma tão discreta os argumentos que lhe dão razão, que deixe ao juiz a convicção de que foi ele próprio quem os descobriu”. Logo, como se chegar a tal ponto se não há exigência e rigorosidade no exame?



Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h49
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OS CONCEITOS DO MUNDO NOVO

O advento da internet na década de 1960, no auge da guerra fria entre EUA e URSS, trouxe ao mundo uma mudança profunda de conceitos políticos e sociais. A democracia, por exemplo deixou de ser opinativa para ser colaborativaHá um chamado para exercermos influência na realidade e no momento em que vivemos e melhor possamos organizar o futuro.

A Internet possibilitou, também, uma mudança na forma de transmitir informações. Forçou a que tivéssemos uma mudança radical de opinião. Com ela conhecemos melhor o conceito de Aldeia Global do canadense Marshall Mcluhan (foto) e, graças a isso mantemos o mundo a click do nosso mouse.

Aliás, resalve-se, uma visão espetacular de um futuro a partir do quase nada tecnológico que ainda não se tinha naquela época. Hoje vemos o alcance das ideias de MacLuhan, quando vemos o mundo avançar numa velocidade fantástica, proporcionando ao homem horizontes cósmicos.

Com ela, também reduzimos mais o analfabetismo político, pois o debate está em toda parte e nele temos a condição de poder opinar, exercendo melhor a nossa cidadania, vez que ela é a pedra basilar da democracia. Com certeza, nos dias atuais a democracia tem muito mais qualidade.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 18h57
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 O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO

Ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nasacimento, que deixou o cargo no começo de julho - Foto de Bruno Bruno Dinheiro parado é um chama para traças, cupins e ladrões, o que segundo meu avô todos têm algo em comum: são destruidores. Sabendo disso um amigo resolveu investir seu pequeno capital de R$ 50 mil reais e veio me perguntar em que ramo de atividade deveria realizar seu intento, embora tivesse em mente a ideia de abrir uma pequena construtora.

Não sou economista, analista de mercado, administrador de empresas, investidor da bolsa de valores, não entendo absolutamente nada de ganho de capitais, investimentos a longo ou pequeno prazos, muito menos sou contabilista, apenas um jornalista que procura sobreviver, apesar da longevidade, às disputas do mercado profissional altamente inflacionado. Logo, dei apenas alguns conselhos, sem deixar de lançar mão de uma crítica açodada.

Nada mais lógico que se confrontar a realidade que vivemos no país, para se ter noção de onde começar investindo e não cair no exemplo dado pelo meu avô. Foi então que me ocorreu a questão do milagre real ($) da multiplicação de dinheiro promovida pelo arquiteto Gustavo Morais Pereira, um talento de 27 anos de idade, que em apenas dois anos multiplicou o capital social de sua construtora de R$ 60 mil para R$ 52 milhões, ou seja, um ganho de 86.500%. Isto é Incrível!

Não sendo um luminar do universo econômico, lembrei ao meu amigo que ele tinha vários fatores contrários à sua pretensão, a começar pelo ramos da construção civil para onde apontava seu instinto empresarial. Fui claro e direto: você não terá êxito na sua empreitada. E continuei:

“Primeiro, você não é um cara tipo GMP como Gustavo e sim um TDC; segundo, seu pai não é político e muito menos ministro, mas um comerciante de hortifruti; terceiro, com o capital disponível não entrará em um mercado tão competitivo quanto o da construção civil; e quarto, você não é um Nascimento de berço como Gustavo, a quem a FORÇA mostrou o dom da multiplicação.

Ainda bem que ele entendeu, apenas me perguntou o que era um GMP e um TDC. Simples, expliquei: o que somos está nas iniciais do nosso nome. As do filho do ministro Nascimento são GMP, ou seja, Ganhou Mesada do Papai, ao contrário de você que é TDC, isto é, Trabalha Duro pra Caramba, além do mais você não é bom em matemática e nunca se acostumou a multiplicar grandes quantias.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h21
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O QUE AS AUTO-ESCOLAS NAO ENSINAM

Dirigir bem é uma arte, principalmente quando se observa a LEI. Detalhe, não precisa muito para ser um bom motorista, basta seguir entre outras coisas o que determina o Art. 29 do Código Brasileiro de Trânsito, regras que as Auto-escolas esquecem de ensinar até aos seus instrutores.

Entre outras coisas lá está escrito: “a circulação far-se-á pelo lado direito da via, admitindo-se as exceções devidamente sinalizadas”. Não é isso que vemos em nossas ruas, tampouco o que ensinam as auto-escolas aos nossos futuros motoristas.

E diz mais: havendo varias faixas de circulação no mesmo sentido são as da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior porte... da esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos veículos de maior velocidade”. É só observar a lei!



Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h26
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E O PREÇO DA BANDA LARGA BRASILEIRA?

O preço do megabite ao consumidor será R$ 35,00. Pelo menos essa é a pretensão do governo federal ao anunciar nesta sexta-feira (17), através do ministro Paulo Bernardo, das Comunicações. Nãopoderia ser diferente, embora existam os lobbies das grandes operadoras querendo puxar para si o direito de exploração para onerar custos.

Afinal, o setor de comunicação tem sido o mais rentável nas últimas três décadas. Quem não se lembra do começo da telefonia celular. As empresas eram todas deficitárias e pleiteavam no início ajuda do governo federal. Hoje o panorama é outro bem diferente e vemos operadoras que estão nadando em dinheiro, tornando-se um filão que corre paralelo ao setor bancário.

Pelo volume da carga de impostos que nós brasileiros pagamos dia-a-dia o governo tem é de oferecer algo de bom em troca do sacrifício de todos nós brasileiros. O preço da Banda Larga anunciado ainda é muito caro para os padrões brasileiros. O ministro Bernardo espelha-se na Correia do Sul. Entretanto, toda a nação está passada na casca e na corda, como se diz no Nordeste, e precisa ter um pouco de benefício.

A comunicação deve ser um direito inalienável do cidadão e um dever do estado em supri-lo dos meios necessários para que a exercite. Com certeza a criatividade do brasileiro, tendo-se Banda Larga no país servirá para mostrar ao mundo que não somos um país apenas de commodities e temos condições de agregar valor aos nossos produtos, sobretudo no campo da informática.

Ainda bem que estes conceitos estão na declaração do ministro Bernardo quando afirmou aos jornalistas que a orientação da presidente Dilma é que a política industrial esteja voltada, também para comunicação e telecomunicações. Evidentemente cabe ao próprio governo federal desonerar o setor, facilitando as empresas na construção de redes no Brasil.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h55
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NAMORAR, UMA ARTE DA VIDA

As datas festivas servem para nos lembrar de que o culto ao bem, ao amor, à paz, à vida enfim não deve ficar no esquecimento. O dia dos namorados não foge a essa regra. É um culto ao amor, à meiguice, à suavidade da vida e aos enlaces românticos quem envolvem as pessoas que se sentem atraídas pelo mesmo sentimento.

O dia dos namorados traduz todo esse terno sentimento que vem lá dos confins da idade média, surgido da insurreição de um bispo chamado Valentin e sua luta contra as ordens absurdas do imperador romano Cláudio II. Por traduzir toda uma luta por um sentimento puro e em defesa da instituição do casamento a data revitaliza-se a cada ano.

A data é um culto ao amor que atinge todas as pessoas que de alguma forma estão enamoradas e como afirma Carlos Drumond de Andrade quem não tem namorado é, simplesmente, não descobriu a alegria existente no amor. Carrega consigo o peso dos medos de viver a plenitude, logo não tem coragem se rebelar contra seus próprios princípios.

Parafraseando o poeta é aconselhável a que todos possamos nos vestir com a indumentária mais simples e leve, saindo a passear de mãos dadas consigo mesmo. E acrescenta o grande poeta: “Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim”.

Portanto, para aqueles que têm medo de largar seus próprios medos, está na hora de acordar e sorrir para a vida, transformando os seus dias numa eterna quermesse harmonizados com hinos de louvor. E abro espaço para o mestre Drumond completar:

“Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria”. Esse e todos os motivos do mundo são suficientes para mostrar que o coração dos amantes são palácios de eterna luz, onde as fantasias ganham corres reais e os sonhos não param de se concretizar, enfim, namorar é uma arte da vida.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h52
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 E O TRANSTORNO BIPOLAR?

Não vai muito distante o tempo em que transtorno bipolar era chamada de psicose maníaco-depressiva. Aliás, raramete era usado. Todavia, encontraram uma maneira de popularizar a doença seguindo a esteira da moderidade e do avanço tecnológco. Encontraram um jeito de usar essa mudança em favor de alguns criminosos. A exemplo de outras tantas formas como declarar o culpado inimputável, fora do alcance da lei.

Agora é doença da moda e por ser moda, da atualidade, é só pra quem tem dinheiro, quem é importante, como aquela tal promotora Deborah Guerner envolvida no caso do Mensalão do Partido Democratas de Brasília. O pais da impunidade, da cadeia apenas para os menos favorecidos, continua se fortalecendo.

Não sendo gente da alta e não tendo dinheiro, é claro, a doença não existe. É criminoso mesmo. Desalmado, sangue ruim. Reserve-se, portanto, para os rigores da lei. Matou ou roubou, ou aplicou calote porque é um fora da lei. Portanto, CADEIA!

Como temos que esclarecer, o tal transtorno é caracterizado por oscilações ou mudanças cíclicas de humor. Elas vão desde alegria e tristeza, até mudanças patológicas acentuadas e diferentes do normal.

É uma doença de grande impacto na vida do paciente, de sua família e sociedade, causando prejuízos frequentemente irreparáveis em vários setores da vida do indivíduo, como nas finanças, saúde, reputação, além do sofrimento psicológico.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h19
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CRIAÇÃO DE NOVOS MUNICÍPIOS

A proposta de criação de novos municípios que começa a ampliar o debate em torno do assunto, sem dúvida é meritória. Naturalmente a questão e precisa ser ter uma discussão bastante aprofundada em todos os aspectos, sobretudo no que diz respeito à viabilidade e operacionalidade das futuras células municipais.

A questão levantada já há algum tempo pelo deputado Remídio Monai começa a ganhar corpo entre os parlamentares, por entenderem perfeitamente que a criação de novos municípios torna-se uma peça chave para o desenvolvimento do estado de Roraima, dando solução a alguns problemas estruturais urbanos e econômicos.

Hoje, com os 15 municípios que integram o estado vemos amplas extensões de terra, núcleos urbanos descentralizados e distantes das sedes municipais, onde as ações administrativas, tanto de Prefeituras, como do governo do estado, demoram chegar.

A preocupação levantada pelo parlamentar aponta para a necessidade de se formular um estudo aprofundado das condições econômicas e técnicas. É claro que se deve observar atentamente o disposto na emenda constitucional 15, de 1996, que norteia estudos de viabilidade municipal.

A preocupação é que sejam criadas novas células municipais viáveis. Que seus habitantes possam ter uma qualidade de vida igual ou superior ao hoje existente e que, a exemplo das atuais as prefeituras não sejam transformadas em cabides de emprego ou reduto de surrupiadores do patrimônio público.

Evidentemente que em Roraima a questão não é tão complicada. As divisões propostas há muito eram esperadas, uma vez que existem distritos e vilas que se manifestam autossuficientes e já dispõem de quase toda a estrutura para serem alçados à nova condição de célula integrante do estado de Roraima.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 21h32
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NOVO CÓDIGO FLORESTAL, QUANDO?

Deputado Aldo Rebelo não ficou nada satisfeito - Foto de André Dusek/AE

A permissão de cultivo de produtos em Áreas de Preservação Permanente (APPs), o que seria feito pelo governo e através de decreto presidencial, empacou a votação do projeto de lei do Código Florestal Brasileiro, depois de 15 horas de negociações e debates. Todo o esforço foi insuficiente para garantir a aprovação.

Apesar do acordo costurado e da aparente sensação de que nem governo nem ruralistas tinham ganho a queda-de-braço, como informa o Correio Brasiliense, um telefonema do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para o líder governista Cândido Vaccarezza (PT-SP), às 23h20 de ontem mudou o curso da história.

Depois que a maior parte dos partidos da base aliada tinha encaminhado voto contrário ao pedido de adiamento da votação, o ministro avisou ao seu representante na Câmara que a presidente Dilma Rousseff não estava confortável com o texto apresentado pelo relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e não queria enfrentar o desgaste de negociar no Senado as mudanças pretendidas.

O fato é que o adiamento gera um desconforto ainda maior para a sociedade brasileira que durante muito tempo debateu em audiências públicas, país afora, medida que viessem garantir a preservação ambiental e, sobretudo, o combate aos cupins humanos que têm destruído milhões de hectares de floresta nativa e, pior ainda, sempre escapam impunes.

O clima esquentou mais ainda após um nota da ex-ministra Marina Silva no Twitter criticando o deputado paulista e relator do projeto Aldo Rebelo (PCdoB) de ter apresentado um novo texto onde incluiu pegadinhas que seriam uma armadilha para o governo. "Estou no plenário da Câmara. Aldo Rebelo apresentou um novo texto, com novas pegadinhas, minutos antes da votação. Como pode ser votado?", diz a nota!

Agora vamos esperar quando será retomada a polêmica votação, até lá todos nós, brasileiros conscientes da necessidade de luta pela preservação ambiental teremos de ficar alertas e buscar, junto às autoridades constituídas, venenos mais fortes para exterminar ou pelo menos neutralizar os cupins humanos que estão por ai.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 09h14
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CAMINHOS DA VIDA

Os caminhos são esteiras infindáveis,
a nos conduzir em várias direções.
Por eles, busco alcançar determinado
ponto que está sempre lá adiante!
Embora veja-o, jamais consigo alcança-lo.

Por isso, caminho todos os dias.
São passadas metrificadas, às vezes, silenciosas,
às vezes barulhentas, ferindo o chão
que me devolve a agressão de pisá-lo com força.

Há pedras no caminho advertindo-me sobre os perigos,
como aquele buraco que antes não estava ali, 
mas que surgiu como arma para castigar meus pés
doloridos e fatigados da infindável jornada.

Hoje minhas passadas não são firmes e fortes,
mas suaves, deslizantes, como se estivesse flutuando.
Sinto-me qual Hermes, o mensageiro, levado por asas.
Acredito que eu e o chão entramos em harmonia.

Apenas sigo adiante soprando a poeira do caminho.
Saudade? Talvez! Realização? Uma certeza!
Hoje sigo adiante, coexistindo com todas as coisas,
para o amanhã sempre eterno, porque assim é a vida.



Categoria: POESIAS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h07
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PERFEIÇAO NÃO É O PONTO FINAL

Nunca diga: não preciso de ajuda! Não importa o seu status, sua casta, quanto dinheiro você tenha, quanta riqueza conseguiu amealhar ao longo dos anos, quanta experiência de vida ou quanta sabedoria conseguiu. Conscientize-se. De uma forma ou de outra você estará necessitado, sempre, de ajuda, do apoio de alguém para alcançar um objetivo, resolver um problema, tomar uma decisão, fazer alguma coisa que não está do seu agrado e você não consegue remediar sozinho.

Em maior ou menor grau você sempre irá precisar de ajuda, quer para encontrar um caminho melhor e seguir adiante, quer para ter mais segurança. Quem sabe, talvez para rever certos conceitos que estão lhe atrapalhando a vida, corrigir erros do passado, enfim, até para encontrar consigo e ser feliz. Jamais você encontrará alguém que não precise ou não tenha precisado de ajuda, não uma, mais duas, três, várias vezes. A perfeição não é o ponto final da existência é o começo de uma longa escalada para a qual sempre iremos necessitar de apoio, de ajuda, para chegar mais longe.

Não é vergonhoso pedir ajuda quando dela se precisamos. Vergonhoso é não saber curvar-se diante de uma necessidade. Vergonhoso é se sentir impotente para seguir a diante e nunca ter aprendido conjugar o verbo ajudar em todos os tempos. É uma virtude reconhecer que se precisa de ajuda. Afinal, pedir é uma maneira de baixar o orgulho, a auto-suficiência, o pedantismo, a empáfia de superdotado e ser mais humano, mais sociável e reconhecer que sempre estaremos dependendo de alguém ou de alguma coisa para nos completar e alcançar a nossa meta.

Entretanto, esse é um lado da questão. O outro é saber ajudar. É sempre estar disposto a ceder seus préstimos àquelas pessoas que solicitam seu apoio, seu esforço, sua experiência, enfim, sua ajuda para alcançar um fim. Receber e saber ajudar são momentos que dignificam a vida e nos torna mais humano, mais condescendente. Não devemos confundir ajudar com esmolar. São coisas parecidas, porém diferentes na forma e significado. Esmolar é dar esmola alguém, socorrer com esmola aos necessitados por caridade ou filantropia.

É fundamental conscientizarmo-nos dessa grande realidade. Assim fazendo estaremos cumprindo o grande sentido da vida, marcando passo a passo o caminho da evolução. Diante de qualquer dificuldade, quando alguém lhe perguntar se precisa de ajuda, aceite, não sem antes responder em claro e bom som: QUEM NÃO PRECISA?



Escrito por Gonzaga de Andrade às 02h42
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O MAL EXISTE REALMENTE?

Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta: Deus fez tudo que existe?
Um estudante respondeu corajosamente:
– "Sim, fez!” Deus fez tudo, mesmo?
– Sim, professor – respondeu o jovem.
O professor replicou:
– Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o mal, pois o mal existe, considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mal.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse:
– Posso lhe fazer uma pergunta, professor? O jovem ficou de pé e perguntou:
– Professor, o frio existe?
– Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:
– Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.
– E a escuridão, existe? - continuou o estudante.
O professor respondeu:
– Mas é claro que sim.
O estudante respondeu:
– Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe. A escuridão é na verdade a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não.
O prisma de Newton decompõe a luz branca nas varias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço? Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente. Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
– Diga, professor, o mal existe?
Ele respondeu:
– Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o mal.
Então o estudante respondeu:
– O mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus. Deus não criou o mal.
Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor. O mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações. É como o frio que surge quando não há calor, ou a escuridão que acontece quando não há luz."

(A mensagem é proveitosa, mas infelizmente não sei que é o autor. Todavia, meus parabéns)



Escrito por Gonzaga de Andrade às 02h26
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UM IMPÉRIO DE QUASE 150 ANOS

O avanço tecnológico tende a ser cada vez mais acelerado. Com uma rapidez surpreendente vamos substituindo velhas ferramentas, e o que é inventado hoje tem vida efêmera. Mesmo com essa necessidade de chegar mais longe e experimentar o novo não esquecemos aqueles fantásticos momentos do passado, sobretudo quando isso nos leva a uma realização profissional.

Um desses exemplos claros, sobretudo para nós jornalistas, é a emblemática e temível figura da máquina de escrever. Instrumento que integrava a fenomenal orquestra das redações de outrora, juntando-se ao barulho dos velhos teletipos, das enigmáticas linotipos que fundiam em chumbo as matérias que seriam impressas no jornal do dia seguinte.

A velha máquina de escrever, invenção concebida em 1714 por Henry Mill e patenteada em 1868 por Christopher Latham Sholes, já não é mais produzida nos EUA, e também deixa de ser fabricada pela Godrej & Boyce, empresa indiana sediada em Mumbai. De acordo com as declarações do seu gerente, Dukle Milind, ao Índia Business Standard jornal: "Nós não estamos recebendo muitas encomendas agora."

Ela, a máquina de escrever, ainda resiste aos últimos momentos, pois ainda continua sendo fabricada na China, Japão e Indonésia, mas em escala reduzidíssima. Historicamente sua fabricação atingiu o auge em 1950, quando a Smith-Corona vendeu 12 milhões de unidades em 1953.

Entretanto, é com nostalgia que encaramos esse anúncio final. Antes da popularização do computador, a máquina de escrever reinava absoluta no escritório, no banco, nas redações das empresas de comunicação. Ter curso de datilógrafo era condição “sine qua non” para o auxiliar de escritório, jornalista, bancário ou escriturário.

Quase sempre, nos testes exigia-se do candidato 150 toques por minuto e sem erros. Essa mesma condição era exigida para o “foca” que tentava fazer do jornalismo sua profissão. Tempos em que ser funcionário do Banco do Brasil, Caixa Econômica e Jornalista era se sentir como autoridade.

E A FANTÁSTICA LINOTIPO?


A Linotipo, máquina inventada pelo alemão Ottmar Mergenthaler em 1890, ainda chegou a atormentar alunos de Comunicação Social até o final da década de 1980. Constantemente essa peça fantástica que fundia em bloco cada linha de caracteres tipográficos, era citada por professores e até em provas.

Essa máquina de escrever gigante tem um teclado, onde cada haste até chegar às matrizes do magazine lá no alto recebe o impulso de 14 molas. Os tipos ao serem liberados descem e ficam armazenadas no braço da caldeira, localizada no lado esquerdo do operador. Após a fusão da linha em chumbo, por ação do distribuidor, voltam ao local de origem.

A medida usada nesse sistema é o cícero, equivalente a 12 pontos ou 4,512mm de acordo com o sistema criado pelo tipógrafo francês François Didot. Isso é coisa do passado, que não mais atormenta o jovem estudante de comunicação que já encontrou as portas da aldeia global, preconizada pelo canadense Marshall McLuhan, escancaradas para o universo desafiador. 



Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h23
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A QUESTÃO DA NOSSA BANDA LARGA

Que seja verdade a afirmativa dos dirigentes da Oi, que teremos banda larga ainda esse ano. E melhor ainda, seremos beneficiados com rede de fibra ótica, o que contribuirá para a elevação da potência do sinal. Segundo eles será 10 vezes mais. Só não sabemos qual o parâmetro no qual eles estão se baseando para garantirem tal coisa.

Isso é semelhante a você descrever um elefante para um cego. Jamais ele terá a noção total do que seja esse bicho enorme e qual sua forma se não fizer o reconhecimento através do tato. No caso nosso da tal banda larga não é muito diferente, porque nada temos.

A única garantia de conhecimento que temos está entre dois parâmetros: 56kbps da velha linha discada e um tal Velox ilusório, benefício que nos chegou como remédio no conta gotas, para amenizar o mal que aflige toda uma população necessitada de comunicação com o resto do mundo.

Bom, mais o dito está dito e prometido, segundo o senador Romero Jucá que teve a honra de conversar com os nobres senhores da Oi. Garantia: a chegada da banda larga por fibra ótica será o resultado do apoio dado pelos governos do Brasil e da Venezuela.

E mais ainda, anunciam os senhores da comunicação que até o final de abril a banda larga começa a chegar a Roraima, entrando pelo sul do estado, mais precisamente no município de Rorainópolis, divisa com o estado do Amazonas e que fica distante quase 500 km da capital, Boa Vista. Garantem ainda que a expansão não para por aí e que 2011 será, com certeza, o ano da banda larga nesse último setentrião brasileiro.

Que venha, e que esses senhores da comunicação à semelhança de Hermes, o deus da comunicação, da informação, da brincadeira, da esperteza não estejam desdenhando da nossa desdita de não podermos usufruir dessa moderna tecnologia, desbravar o mundo, provar de todas as fontes de conhecimentos e nos sentir no centro dessa grande aldeia global.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 07h37
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ARTESANATO INDÍGENA

     O desconhecimento que se tem a respeito da Região Norte ainda é muito grande, principalmente da parte da juventude. Exemplo disso é o que aconteceu com o jovem Thomas, baterista da Banda Restart, recentemente. Ele disse textualmente que “queria tocar no Amazonas. Imagina tocar no meio do mato! Não sei como é o público de lá, se tem gente civilizada, civilização”. Que mico!
     O meu filho Glauber me chamou a atenção para esse detalhe que, aliás serve de alerta a todos aqueles que residem nos grandes centros e pensam que aqui só existe índio passeando nus pelas ruas e armados de arco e flecha. Isso me faz lembrar um episódio vivido por jovem residente em Manaus, durante um vôo no trecho Rio de Janeiro- São Paulo.
     O jovem é um cinegrafista que trabalha em uma estação de televisão na capital amazonense. Durante a viagem, um paulista sentado ao seu lado vendo suas feições características bem acentuadas da raça indígena, puxa conversa:
     – Então, você é descente de índio? Desculpe-me, mas é sua aparência que me chamou a atenção. – Sem mostrar qualquer surpresa o jovem responde:
     – Sou, sim. Sou natural de Manaus. – Foi o bastante para o colega de viagem aprofundar o diálogo.
     – É verdade que lá tem muito índio? – A pergunta veio carregada com o certo desdém.
     – Sim! Tem sim. – Responde o jovem manauara enfastiado com o papo já bastante do seu conhecimento.
     – Então, vocês devem ter por lá muito artesanato também... – a observação foi cortada e o jovem aproveitou para devolver o desdém com que o seu interlocutor referia-se à Região Norte.
     – Sim... Lá a gente tem muito artesanato. Inclusive, na sua casa, com certeza deve ter alguma coisa do artesanato indígena que a gente faz em Manaus.
     – Sério? Não acredito! Eu não tenho nada de artesanato indígena na minha casa. Não é bem o meu estilo, o meu gosto.
     – Quer dizer que você não tem TV de Plasma? DVD? Computador? Não usa aparelho Celular? Aparelhagem de som? Essas coisas...
     – Ah! Isso aí claro que tenho, sim.
     – Então... O que vocês chamam de tecnologia, a gente chama lá no Norte de artesanato indígena. Tudo isso é feito pelos "ÍNDIOS" em Manaus! Na Zona Franca.
     O diálogo, claro, terminou por aí e com pedido de desculpas. Seguir a gonzagandrade en Twitter

P.S. Na foto acima, algumas peças do artesanato indígena que estão sendo muito bem aceita pela comunidade civilizada.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 22h52
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"ANTES QUE ME ESQUEÇA"

Buscar na Web

“Tempo é dinheiro", como afirmava o irreverente Barão de Itararé (Apparício Torelly), e acrecentava: "Vamos, então, fazer a experiência de pagar as nossas dívidas com o tempo. Se você tem dívida, não se preocupe, porque as preocupações não pagam as dívidas. Nesse caso, o melhor é deixar que o credor se preocupe por você.” Pense dessa forma é muito mais importante e, claro, você não se preocupará nunca. Afinal, você tem dinheiro?



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Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h46
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A REFORMA DO PENSAMENTO

Estar do outro lado do poder dificulta as coisas, sobretudo quando estamos falando de política. Por vezes, a cantilena de quem esteve no poder e passou a ser oposição é desequilibrada, descalibrada e fora de tempo. É o que se pode chamar de ciúme político. Essa coisa já começa a tomar corpo atualmente, formando-se uma prévia da prévia das eleições de 2012.

Veja-se, por exemplo, o bate-boca que começa a ganhar corpo entre os ex-presidentes FHC e Lula. Há mais de 8 anos fora do poder e sempre afiado nas críticas ao seu maior rival, Lula, recém-desembarcado do Palácio do Planalto após transferir o comando da Nação a Dilma Rousseff, FHC esquece o povão, abandonando a bandeira da socialdemocracia que tanto ostentou no passado.

Lula parece alheio às críticas, mas não perde a pose de dar, também, as suas alfinetadas. Entretanto volta-se mesmo para as discussões que estão fervendo no Congresso Nacional. Por essa razão une-se à base do seu partido, o PT, para negociar a reforma política, o que nos parece uma atitude mais coerente.

Pelo menos, não motivos para a Nação se concentre nessa polêmica de dois ex-presidentes, alimentada pela grande mídia, quando todas as atenções, sobretudo da classe política brasileira deve estar voltada para a reforma político-partidária que está em andamento em Brasília e requer a atenção de todos nós brasileiros.

Essa sim é muito importante e deve envolver todos os segmentos da sociedade, uma vez que precisamos de um sistema que seja eficaz, justo, menos corrompível e que cumpra com o papel da Democracia e esteja a serviço do povo e para o povo.

Nesse meio tempo em que as discussões vão esquentando, a sociedade brasileira que tanto tem cobrado dos políticos para que se voltem aos interesses do povo, tem de iniciar uma reforma interna e aprender a respeitar seus direitos políticos, honrando o voto – arma insubstituível e intransferível – aprendendo a colocar no PODER pessoas sérias e comprometidas com as mudanças e uma melhor qualidade de vida para todos.

De nada adiantará uma reforma no sistema Político Partidário do país se o eleitor não fizer, também, uma reforma no seu modo de pensar e agir para que aprenda a votar. Ele, o eleitor, tem que entender a necessidade de fazer uma análise profunda a respeito dos candidatos que chegam a sua porta às vésperas de cada eleição.

A POLÍTICA se faz com ideais, com propostas, com determinação de mudança para melhorar a qualidade de vida do povo. Esse é o objetivo da política como ciência. Por isso mesmo que se tem de começar a analisar cada candidato pela ideologia, pelas bandeiras de lutas do partido que o recomenda e se atende, realmente, aos interesses da sociedade.

Essa consciência deve tomar conta do eleitor para que faça do seu voto uma arma que não deve ser vendida, trocada ou posta a serviço da corrução, do coronelismo, da bandalheira, dos dilapidadores dos cofres públicos, dos corrutos que se sentem muito bem amordaçando aqueles que lhes apoiaram e os ajudaram a chegar um dia ao poder.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 14h14
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"O PESO DA SAUDADE"

Escreva em um tijolo ou numa pedra a palavra SAUDADE. Pode até fazer uma embalagem com papel de presente. Aguarde a ocasião para surpreender a pessoa que lhe causou esse mal. Reúna a melhor das disposições e então atire sobre ela, depreferência na cabeça, esse pacote. Só então ela vai saber realmente quanto a saudade dói e qual o seu peso.



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Escrito por Gonzaga de Andrade às 15h43
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SALVE O DIA DO DESENHISTA

 

Ontem,15 de abril,  foi o dia do desenhista. É uma justa homenagem a todos os profissionais que nos encantam com seus traços, levando a alegria a todos os recantos do mundo e das mais variadas formas. Para mim a genialidade do desenhista é encantadora. Com ele me identifico desde a infância,acompanhando as histórias em quadrinhos fantásticas e sempre eternas. Parabéns a todos! No poster ao lado uma homenagem especial aos criadores dessa tropa de super-heróis, que ao longo dos anos, tem feito a alegria de milhões de pessoas.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 15h19
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APOLOGIA AO CAVALO

O apelido sempre tirou muita gente do sério. Não importa a classe social, o nível de formação intelectual. Alguns nem ligam para a alcunha recebida, outros viram uma fera, como acontecia com um amigo. Outro dia apareceu-me puto de raiva, por causa de um que lhe botaram. Sujeito muito grosso no trato com as pessoas, tinha dentes muito grandes, razão pela qual começaram a chamá-lo de cavalo.

Na tentativa de acalmá-lo e o trazer a uma realidade mais aceitável, mostrei que, primeiro teria de ser mais cortês e educado com seus semelhantes; e segundo, as coisas depreciativas, dependendo de como as encaramos, podem ser altaneiras e positivas. Ademais, um apelido mesmo sendo uma desfeita e depreciativo, deve ser recebido como um elogio, uma forma carinhosa de ser lembrado. Assim a pessoa torna-se mais simpática.

Para deixá-lo mais a vontade, comecei a fazer uma apologia ao cavalo, esse animal fantástico.
Explicava-lhe que, pela imponência e serventia, desde a antiguidade o cavalo ganha destaque na história. Do homem da caverna à mitologia, até os dias atuais sua presença é inconteste.

Falamos sobre Pégaso, o magistral cavalo alado, filho do Deus Netuno e Medusa, de cujo sangue foi gerado, quando ela teve a cabeça decepada pela possante espada de Perseu. Hoje da nome à uma constelação boreal, de vasta área.

Para muitos povos antigos o cavalo era um animal sagrado. Com ele ganharam e perderam batalhas. Dizia eu para o nobre amigo. Veja, por exemplo, o erro dos troianos em 1240 a.C., ao aceitarem como presente dos gregos um enorme cavalo – de pau.

O QUE DIZER DE BUCÉFALO?

Continuando a apologia que estava sendo muito do agrado de meu amigo, destaquei outros cavalos famosos, como Bucéfalo, do imperador Alexandre Magno, morto na batalha de Hidaspe, em 326 a.C., para o qual mandou realizar funerais magníficos e fundou sobre seu túmulo a cidade de Bucefália ou Bucéfala, na antiga Índia. Nesse mesmo rol está Incitatus, cavalo que em 37 d.C. o imperador romano, Caio César Germânico, o famoso Calígula, sucessor de Tibério, nomeou-o cônsul, por não encontrar o apoio dos tribunos no Senado romano.

A essa altura da nossa conversa o meu amigo já começava a entrar no clima descontraído. Lamentava não termos cavalos no Senado brasiliro. No entanto, lembrava que aqui temos a burguesia que faz do povo a montaria. Por fim, fiz referências ao lerdo Rocinante, de Dom Quixote de La Mancha; ao cavalo Branco, de Napoleão Bonaparte; ao obediente Sílver, de o Zorro; ao Herói Real, magnífico cavalo de o Fantasma – o espírito que anda.

Bem do nosso tempo, lembrei ainda o cavalo Manolo, animal de estimação de um amigo português, o Manoel Diógenes, que não cansava de falar na esperteza de sua montaria, garantindo que Manolo, toda semana ia sozinho ao empório de seu Joaquim buscar as compras. Levava apenas uma lista e o dinheiro presos próximo ao freio para evitar que alguém o roubasse.

Fato interessante: quando jovem – e isso faz tempo –, Manoel Diógenes que vivia praticamente na fazenda, não imaginava que Manolo era nome de gente. Um dia seu pai lhe apresentou um amigo chamado Manolo. Diógenes olhou para o homem, olhou e pensou no animal. Olhou novamente e entrou numa crise de riso tão grande, deixando a visita desapontada e sem entender nada, talvez até pensando que o rapazinho era fraco do juízo. Teve que ir para o calmante.

E QUANTO AO CENTAURO?

Essa coisa de apelido é marcante, lembrei ao meu amigo Cavalo, arrematando que quanto mais se fica zangado é pior. Depois da nossa conversa, ele se mostrou mais compreensível e tolerante. Daí em diante se tornou mais suscetível à afabilidade do apelido, para quem outrora foi bastante escoiceador. Depois do papo que levamos, ele aprontou, pelo que me consta, apenas uma.

Colegas de trabalho resolveram homenagear o patrão que estava aniversariando. No discurso de agradecimento o chefe comparava a força produtiva do homem à força de um cavalo e destacava a criatividade como elemento propulsor de um bom desempenho. Ao encerrar suas palavras dizia:

– Se o desempenho produtivo do homem tem a força de um cavalo, é porque sua inteligência supera todos os limites. Todavia, não vamos comparar o homem a um cavalo, vamos juntar essas duas partes – homem e cavalo – e chamá-lo de Centauro, um ser mitológico de grande beleza...

Na plateia ouviram-se risos dissimulados. Meu amigo fez menção de se retirar, mas manteve a calma. O chefe, embora o conhecesse há muito, não sabia do seu apelido. Informado a respeito, e também do porquê dos risos, foi até a mesa onde ele estava para cumprimentá-lo:

– Ô meu caro, desculpe. Não sabia do seu apelido carinhoso. Pois saiba, você é um grande homem e, sendo um cavalo, forma um centauro de grande valor.

As gargalhadas propagaram-se no salão num clima festivo, embora haja amigos que juram ter ouvido ele perguntar ao chefe, em tom de brincadeira, é claro:

– Acredito que a égua da mãezinha vai bem, né mesmo?

Pelo menos, a partir daquele dia ele não mais deu importância ao tal apelido. A brincadeira perdeu o encanto.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 22h49
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JORNALISTA & JORNALISTA

Bons tempos aqueles em que tínhamos a redação como um laboratório da escrita, celeiro de grandes jornalistas de texto refinado, de domínio de técnicas, de aprendizado constante. Tempo em que um foca – candidato a escrevinhador de jornal e talvez futuro profissional – vivia o desafio de aprender, por isso mesmo tinha como referencial os mais experientes.

No cafezinho ou em qualquer roda de bate-papos onde estivessem grandes jornalistas, intelectuais em geral, estava lá infiltrado o foca no seu insaciável afã de aprender. Sua meta era torar-se um exponencial da escrita, um jornalista, um referencial no futuro para outros aprendizes. Bons tempos!

As dificuldades eram ainda maiores porque não havia na redação a presença do computador que tudo facilita. O domínio total era da velha máquina de escrever, sendo condição “sine qua non” saber datilografia, porque isso reprovava o candidato a foca na tentativa de ingresso a esse mundo fascinante. Aliás, ter o curso de datilografia nessa época já era uma profissão. 

Iniciar um texto redacional era uma dificuldade. Imagine a quantidade de papel que o foca gastava para ter algo apresentável ao chefe da redação! Era um tira, amassa e bota nova folha na implacável máquina de datilografia. Hoje o panorama é outro e mesmo assim tem neguinho que não escreve nada e muito menos domina a língua portuguesa. Portanto, temos jornalistas e “jornalistas”.

O tempo passa e nossa lição de aprendizado fica. Os conselhos recebidos, as repreensões, os gritos de alertas e as advertências de que era preciso gostar de ler para se tornar um bom jornalista.  As exigências para sempre consultar o dicionário e a gramática, fazendo desses dois tesouros uma extensão dos olhos e base para um bom texto. Talvez ainda existam locais assim que produzam excelentes jornalistas.

Conversando com contemporâneos de redação dos Diários Associados na Paraíba – conglomerado nacional fantástico idealizado pelo paraibano Assis Chateaubriand Bandeira de Melo – revivemos em detalhes a dimensão do que foi todo aquele tempo de aprendizado ao lado de grandes figuras do jornalismo escrito e falado.

Não posso perder-me sequer nas lembranças, por isso mesmo que visualizando o passado, as estradas percorridas a partir de 1972, com os inúmeros episódios vividos, gafes cometidas que serviram como aprendizado agradeço, no entanto sem citar nomes, aos inúmeros mestres, as grandes lições recebidas., para o exercício pleno dessa profissão maravilhosa que o JORNALISMO.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h01
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VOLTANDO A CAMPINA GRANDE

A partir da esquerda: Lidberg, Fernndo Soares (em pé), João Dantas e este jornalistaAs lembranças são parceiras inexoráveis, implacáveis e impiedosas. Por vezes elas são fagueiras e românticas a nos recomendar qual parte ou cena da vida podemos rever. Talvez seja isto em busca de matar a saudade ou fazer uma catarse mental. Sempre e não quase, elas nos remetem ao encontro do passado colocando em tela gigante aquilo que gostaríamos de retocar com cores vivas de aquarelas.

Entretanto, o passado é intocável, apenas pode ser visto e sentido, às vezes, como um filme romântico e poético, ou uma catástrofe aterrorizante. Quando retornamos às origens, quando voltamos à terra natal, ao ponto de partida que ficou como referência, essas cenas não nos metem medo, são fagueiras, amenas, acariciantes.

Rever os amigos, compartilhar experiências profissionais, reviver momentos faz parte dessa estratégia de reencontro. Que diga o companheiro Ivam Freire, comunista, ex-presidente do Sindicato dos Comerciários de Campina Grande, ex-vereador do PCdoB, para quem a luta deve ser sem trégua contra o sistema dominante. Embora em Santa Isabel (PA) estabelecido com toda a família, seu coração está preso em uma redoma na Serra da Borborema, onde sempre o encontramos.

Para nós, profissionais da comunicação é sempre uma festa o reencontro, que o digam Cláudio Góes, Fernando Soares, Anselmo Guimarães não importando a distância em que me encontro, mas querendo ter a certeza do retorno, compartilhado no Sítio do São João pelos amigos Lidberg, Birino, João Dantas, o velho e irreverente Pereba, juntamente com Oliveira e outros velhos amigos, curtindo o som do melhor forro do mundo.

NINGUÉM SE PERDE NA VOLTA

José Américo em seu livro A Bagaceira – marco da literatura social nordestina - declara com propriedade que "voltar é uma forma de renascer. Ninguém se perde na volta". E, aliás, quando se respira o ar puro da Serra da Borborema sente-se que lá fora, esse bafejar puro da Natureza não é o mesmo, afinal isso é o que “torna Campina Grande a única cidade do mundo com ar condicionado central”, segundo o meu considerado amigo e jornalista José Nêumanne Pinto.

Voltando a Campina Grande 19 anos depois, essa cidade polo da pequena grande Paraíba, não guarda aquele ar de madrasta. Acolhe a todos, mesmo aqueles que ali não mereciam estar, como destaca meu amigo vereador João Dantas, defensor ferrenho da cultura, fazendo da vida uma arte e da poesia uma declaração de amor a essa grande Rainha do Agreste.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h43
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CUIDADO COM A SUA COLHEITA

As pérolas que circulam pela Internet continuam fazendo sucesso e até surpreendendo. A criatividade dos olheiros de plantão não tem limites. Dentre as muitas coisas eles conseguiram atingir um segmento que é uma verdadeira febre na grande rede: a Colheita Feliz do Orkut, jogo criado para concorrer com o FarmVille do Facebook.

Os jogos que vieram depois de tantos outros, conquistam o sucesso do que foi o SimCity. Esse foi criado por Will Wright, a partir de um editor de cidades, popularizando o sistema no mundo. Tanto a Colheita Feliz, quanto a FarmVille serviram, evidentemente, para atrair simpatizantes e esquentar a briga entre Facebook e o Orkut.

O objetivo é cuidar de uma fazenda, isso de forma geral. Sem dúvda um alento, inclusive para quem não possui tal patrimônio. A tal Colheita Feliz é muito mais complicada e difícil de ganhar dinheiro, sem falar que a vigilância do fazendeiro virtual deve ser maior contra outros jogadores, sempre disposts a roubarem de tudo.

Foi exatamente ai que veio a criatividade do internauta. Colocou o MST – Movimento dos Sem Terra na parada, afinal tem muita fazenda por ai com terras ociosas. Como afirma minha mulher, uma rica fazendeira, "agora os cuidados devem ser redobrados", como se não bastassem os ladrões que estão sempre a espera de um descuido para subtrairem alguma coisa do patrimônio virtual. Essa pérola foi-me enviada por minha considerada Rosi Martins.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h11
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A PROPÓSITO DO DIA DA MENTIRA

FAZIA BASTANTE tempo que não encontrava o amigo Antônio Sousa, locutor apresentador e animador, com um programa de larga audiência na Rádio Roraima de Caracaraí (RR). Estava chegando de uma viagem à localidade Serra Dourada. Entre um papo e outro, vamos falando a respeito dos fatos cotidianos. Novidades, quase nenhuma.

Repentinamente ele me surpreende falando a respeito da mais nova atração do seu programa matinal: A Hora da Mentira, selecionando os maiores mentirosos da região, para participarem do I FestMentira, realizado no do ano de 2001.

Minha surpresa é que o amigo Sousa, um sujeito bastante sério, nunca gostou de mentira. Seu lema profissional e humano sempre foi a verdade – nem por procuração gosta de mentir –, e de uma hora pra outra inventa de promover esse tal FestMentira de Caracaraí. Adverti-o para não conquistar uma carteirinha do clube dos mentirosos.

– Meu amigo, isso é apenas pra gente se divertir. O povo anda muito sem graça, portanto vamos quebrar esse gelo. – Ele comentava, justificando a sua intenção. – Não é aquela mentira para enganar o povo, é apenas uma brincadeira.

UMA COBRA GIGANTE

Antônio Sousa há quatro anos mantinha seu programa das cinco às oito horas da manhã, na Rádio Roraima. Confirma que sua audiência aumentou depois de abrir espaço para os mentirosos de plantão: pescadores, caçadores, vaqueiros, todos enfim. Bastava, segundo ele, saber contar uma boa mentira. Dezenas de histórias foram contadas e muitas até interessantes. Seu Antônio, como é mais conhecido, dava muitas e boas gargalhadas.

– Você precisa ouvir! Só histórias a respeito da cobra grande, como dizem existir no baixo Rio Branco, já apareceram umas dez.
– E essa tal cobra grande existe mesmo? – Perguntei.

– Não sei, mas um cara garante que ela virou seu barco de pesca. Segundo ele, a cobra é mais larga que um tonel de 200 litros, tem os olhos vermelhos como fogo. Ele disse ter avistado o animal perto de Santa Maria do Boiaçu, onde ela virou seu barco de pesca.

Mentiras ou não, o fato é que o amigo Sousa conseguia atrair a atenção de milhares de radiouvintes. Nunca a emissora recebeu tantas cartas. São histórias de mentirosos anônimos, buscando ao menos pisar um degrauzinho da imensa escada da fama.

– Tem mentiroso demais, meu caro. Eu nunca imaginava que existiriam tantos assim. – Confessou o Sousa. – Rapaz, é cada coisa absurda. E não adianta você querer contestar. Muitos falam com tanta seriedade, que a gente fica pensando ser mesmo verdade.

E O TAMANHO DO JACARÉ

De fato, são coisas interessantes. Outro dia, conversando com o ambientalista Gilberto Marcelino, sobre as incríveis histórias envolvendo a rica fauna do Rio Branco, ele disse que certo pescador afirmava existir jacaré-açu de 15 metros no baixo Rio Branco e Negro.

Como em roda de bate-papo de pescador ou caçador não se deve desmentir nada – duvidar levemente, pode –, Marcelino disse ter achado um exagero essa história. Entretanto, imediatamente um velho pescador que ouvia tudo bem calado, tomando sua pinga num canto do balcão, falou: – De 15 não, mas de nove metros eu já vi.

Mentira e verdade estão mais próximas do que se imagina. São o verso e reverso da mesma moeda. De certa forma, podemos afirmar: a mentira é a verdade mostrada pelo avesso e só alcançada e melhor vista pelos olhos fantasiosos do seu narrador, dependendo da fertilidade mental, é claro.

A essa altura do bate-papo, chegou o amigo Benfica, diretor da rádio, exatamente quando Sousa comentava ter ido à Serra Dourada fazer uma entrevista com uma família na qual existe um menino com cinco braços.

– Não consegui porque a família esconde o garoto. Ele hoje tem oito anos de idade e mora num sítio de difícil acesso. – Comentava Sousa com bastante entusiasmo e apontava para o diretor.

– Taí, o Benfica pode confirmar essa história. Ele garante já ter visto o dito garoto.

– Espere aí, não é bem assim. – advertiu o recém-chegado. – Ver a criança, propriamente eu não consegui. Quando passei por lá a casa estava fechada. Mas no varal estavam estendidas, pelo menos, três camisas meio estranhas. Presumo serem do menino, porque elas tinham cinco mangas, cada uma.

Claro, não acreditei, mas fica provado: a mentira corrompe e adultera a verdade. Pelo jeito, saí daquele encontro, convencido que o amigo Sousa tomou gosto pela coisa. Será um forte candidato no seu próprio festival de mentiras.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 01h18
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ALENCAR: NÃO TENHO MEDO DO CÂNCER

Não se trata de estabelecer recorde contra uma doença degenerativa tão impetuosa cruel, perversa, violenta e quase que irrefreável como é o câncer. Trata-se de enaltecer o homem ser, o empresário, o político mineiro de Muriaé, José Alencar Gomes da Silva, que deixa a vida para entrar na história desse país aos 79 anos.

Certo que sua luta pela vida e contra o mal que o atingia incansavelmente, desde 2000, foi um exemplo inquebrantável para todos aqueles que sabem valorizar a existência, mas seu trabalho ao longo dos anos deixa marcas inapagáveis. Por isso mesmo foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.

Foi um dos maiores empresários do ramo têxtil, sendo a Coteminas sua principal empresa. Elegeu-se vice-presidente da República do Brasil na chapa do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, conseguindo a reeleição em 2006, assegurando, portanto, a permanência no cargo até o final de 2010.

Na vida política, tem seu destaque como presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e órgãos afins, elegeu-se senador por Minas com uma expressiva votação que superou os 3 milhões de votos.

Entretanto o marco de sua carreira ficou como um vice-presidente polêmico. Ao assumir o cargo em 2003 foi uma voz discordante dentro do Governo Lula contra a política econômica defendida pelo ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, que mantinha os juros altos na tentativa de conter a inflação. Tentativa de estabilizar a economia brasileira.

Cumpriu todas as etapas de sua vida, inclusive lutou para derrotar o mal que o consumia, até que, finalmente, neste final de março descansou, deixndo um legado de dignidade a ser lembrado por todos os brasileiros. E ele dizia em suas entrevistas que não tinha medo do câncer, tinha medo da desonra. Era um trabalhador compulsivo que, com certeza não aprovaria a paralisação dos trabalhos do Congresso Nacional por 7 dias, como foi decretado.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h05
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Não pensem besteira.
Imoralidade é tudo aquilo
que não se entendia no passado
e hoje se vê passivamente sentado
na sala com toda a família e que
é chamado de entretenimento.

O BURACO É MAIS EMBAIXO

O MUNDO VAI se estreitando. Pouco a pouco, o buraco da fechadura deixa de exercer aquele fascínio para os voyeurs. Eles já não sentem mais excitação ao observar um ato sexual praticado por outros. Não se entusiasmam ao ver as genitálias alheias. Com os tempos modernos, a Internet e principalmente a televisão com suas novelas sensuais, libidinosas e agora com os programas interativos mostrando tudo, mudam até os conceitos de moralidade, do permitido, do proibido.

A sociedade conservadora e de conceitos inquebrantáveis reprimia o despertar do desejo, da libido sexual. Hoje não mais açoita, nem assusta ninguém. Antigamente essa conduta era perniciosa à moral e aos bons costumes. No entanto, a molecada desafiava esses conceitos, em prol da alegria de descobrir a sexualidade. Doces lembranças daqueles momentos! Quem não as tem? Mesmo sob as ameaças de estar cometendo um pecado mortal, a meninada encorajava-se a arriscar um olho no buraco da fechadura ou da parede de tijolos carcomidos pelo salitre, para olhar as coleguinhas do cotidiano tomando um delicioso banho, ou qualquer outra mulher que despertasse desejo.

Assim começava o desabrochar da libido, essa coisa gostosa. Grande descoberta a nos mostrar um outro mundo. Não entendíamos nada a respeito, mas nos dava uma alegria bem diferente. Era a descoberta do sexo. Os moleques mais instruídos faziam questão de ensinar aos neófitos os segredos embrionários.

VISÃO DE LONGO ALCANCE

O buraco da fechadura ou a fresta na parede não eram mais suficientes. Pena que não havia como hoje revistas de mulheres peladas, compradas em qualquer banca. As que existiam eram extremamente proibidas e vendidas aos adultos às escondidas. Seria um eterno paraíso para a molecada se uma dessas publicações caísse no seu domínio. Muito neguinho se acabaria na mão feito colher de pedreiro!

O gosto pelo pecado exercia em nós uma atração imensa. Entretanto, na nossa inocência tínhamos certeza, bastaria recorrer aos pés do confessionário do padre Herbet Oreindthe, com aquela choramingada expressão: – Padre! Eu pequei olhando, pelo buraco da fechadura, a minha prima tomar banho... A partir dali tudo ficava bem. Quantas e quantas vezes éramos forçados a contar todos os pequenos pecados. E nem sabíamos o significado desse tal PECADO.

O padre Herbet Oreindthe era cuidadoso e severo nas suas observações e na aplicação de penitências para esses pecados gostosos, principalmente quando algum moleque lhe contava haver se masturbado olhando escondido a vizinha tomar banho pelada no quintal. Ou mesmo alimentar hábitos demorados no banheiro, pensando naquela garotinha que se estava namorando, sem que ela soubesse. Tempos diferentes, enigmáticos, mágicos, criativos, em nada comparado com a atualidade.


COM IMAGINAÇÃO

Aquele nosso tempo não é diferente daquela piada do moleque que estava sozinho em casa. Não tendo o que fazer, pega uma revista Playboy e se manda para o banheiro. Leva consigo um copo com água e um sonrisal. A intenção era se masturbar, pelar o frango, esfolar o francês. Abre a revista sobre a pia do banheiro, folheando-a com voracidade. Dezenas de mulheres nuas, cada uma mais bela e gostosa que a outra.

Imediatamente joga o sonrisal dentro do copo d’água. No seu entusiasmo inocente, chegando quase ao auge do gozo, vai dizendo:
– Ah! Isso é que é vida. Mulheres! Sexo! – Pega o copo já com o sonrisal diluído e bebe de uma vez completando – E esse delicioso champaaanheeee!

Ah! Hoje a imaginação quase não existe. O avanço da civilização vai derrubando todos os velhos conceitos. A educação sexual está presente no dia-a-dia dos nossos filhos. Há momentos em que a liberdade chega a se confundir com libertinagem. O avanço da tecnologia, a globalização, amplia esse buraco de fechadura, para que a prática do voyeurismo seja comum a todo ser humano.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 22h59
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STF CONTRARIA VONTADE POPULAR

Não há dúvida, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a validade da Lei da Ficha Limpa só a partir das eleições de 2012 frustrou as expectativas da maioria do povo brasileiro. Ao mesmo tempo provocou mudanças dentro do Congresso Nacional ao forçar a dança das cadeiras partidárias quase 2 meses depois de empossada a atual legislatura.

Apesar do resultado frustrante para mais de 80% dos brasileiros, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, ressaltou que “independentemente da eficácia jurídica, a lei do Ficha Limpa foi importante do ponto de vista da conscientização do eleitor sobre o seu papel na escolha de candidatos”.

Quanto a isso não se tem dúvida, afinal a Ficha Limpa, analisada como “um dos mais belos espetáculos democráticos com escopo de purificação do mundo político”, no dizer o ministro Luiz Fux, nasceu sob a égide de 1,6 milhão de assinaturas e despertou, como nunca na história desse pais, uma grande conscientização política, até então vista apenas na campanha das Diretas Já.

No entendimento do presidente da Câmara dos Deputados, o gaúcho petista Marcos Maia, não há o que lamentar, uma vez que a sociedade não sofreu nenhum revés com a decisão tomada.  “Temos a consolidação da Lei da Ficha Limpa, que passa a orientar a partir deste momento todo o processo eleitoral que nós vamos vivenciar nos próximos anos”, assegura.

O espírito da lei tomou forma com o entendimento da alta corte do país e agora garante a posse a seis políticos que foram barrados pelo STF. Após decidir que a Lei da Ficha Limpa só valerá a partir da leição de 2012, o STF julgou o recurso impetrado pelo candidato a deputado estadual mineiro, Leonídio Bouças, cuja decisão favorável aplica-se aos demais recursos semelhantes.

Independente dos TREs refazerem o coeficiente eleitoral, tanto na Paraíba, quanto no estado do Pará, o Senado terá as presenças de Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) que foi o primeiro colocado com mais de 1 milhão de votos, e Jader Barbalho (PMDB-PA) que obteve 1,77 milhão de votos e foi o segundo mais votado. Pelos números dá pra senti a mexida que movimentará as cadeiras legislativas dos dois estados.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 00h26
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DE VOLTA À FICHA LIMPA

Ministro Fux, considerado o terror dos ficha sujas A retroatividade da Lei de Ficha Limpa volta à baila, nessa quarta-feira, 23, no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) que recebe o ministro Luiz Fux como seu 11º integrante. Ele terá a missão de desempatar a votação, quanto à validade do texto aprovado ano passado pelo Congresso Nacional.

É grande a expectativa em torno do assunto. A revista Istoé, edição dessa semana traz uma ampla matéria com o ministro. E comenta que se ele “votar a favor da imediata entrada em vigor da lei, confirmará a punição de vários candidatos pela Justiça Eleitoral e, com isso, mudará a composição do Congresso Nacional”.

A prevalecer o entendimento de grande parte do mundo jurídico, a aplicação do princípio da retroatividade é apenas uma questão essencialmente política. A esse raciocínio segue-se a questão do ordenamento jurídico que deixa claro que “uma lei não pode naturalmente regular fatos passados; mas somente fatos futuros”, segundo o professor de Direito e jurisconsulto Manuel Cavaleiro de Ferreira.

A polêmica jurídica que está prestes a ser definida nesta quarta-feira, 23, está amparada por vários argumentos, como os estudos do professor Manuel Cavaleiro, quando afirma que “o princípio geral quanto à aplicabilidade das leis no tempo é o princípio da sua não retroatividade”.

O professor Cavaleiro afirma que tal princípio pode ser deixado para traz pela própria lei, porque é um princípio proclamado pela lei ordinária, em nosso caso o Código de Processo Civil.

No entanto, a argumentação jurídica é que fatos passados venham ter consequências futuras de atos desabonadores de políticos que foram punidos e aguardam uma decisão da Suprema Corte.

Não resta dúvida que a maioria aposta que o desempate será pela não aplicabilidade da nova lei nas eleições passadas de 2010. Em todo caso, todas as atenções estão focadas na estreia do senhor ministro Luiz Fux, uma vez que ela será por demais marcante para o mundo político brasileiro.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 19h58
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DIÁLOGO INCOMUM

O governo criou uma lei que obrigava os casais a terem determinado numero de filhos. A tolerância mínima era de 5 anos. O casal que completasse esse período sem ter nenhum filho receberia a visita de um agente para auxiliar na concepção. Certo casal viu chegar o prazo máximo de 5 anos sem nenhum filho. No dia final, a mulher comenta com o marido:
– Querido, hoje completamos o quinto aniversario de casamento!
– É. Infelizmente não tivemos um herdeiro.
– Será que o governo vai enviar o tal “agente”? - pergunta a mulher preocupada.
– Eu não sei...
– E se ele vier?
– Bem, eu não tenho nada a fazer... - arremata o marido desconsolado.
– Eu, menos ainda... - lamenta a senhora com certo desdém.
– Vou embora querida, já estou atrasado para o trabalho.
Logo apos a saída do marido, batem à porta. A mulher vai atender e encontra um homem. Era um fotografo que errara o endereço de uma cliente e supunha ser exatamente aquela casa. Ao ser atendido vai dizendo:
– Bom dia, eu sou...
– Ah, já sei... Pode entrar... - responde a mulher atalhando.
– Seu marido está em casa?
– Não, ele foi trabalhar.
– Presumo que ele esteja a par...
– Sim, ele está a par e também concorda - afirma a mulher sem deixar o fotógrafo concluir.
– Ótimo, então vamos começar?
– Mas já? Assim tão rápido? – Espanta-se a mulher.
– Preciso ser breve, ainda tenho 5 casais para visitar.
– Puxa! O senhor aguenta?
– Sim, aguento porque gosto do meu trabalho. Ele me dá muito prazer.
– Então, como vamos fazer? – Pergunta a senhora.
– Permita-me sugerir: uma no quarto, duas no tapete, duas no sofá, uma no corredor, duas na cozinha e a ultima no banheiro.
– Nossa! Não é muito? – ela pergunta espantada.
– Minha senhora, nem o melhor artista da nossa profissão consegue na primeira tentativa. Numa dessas, a gente acerta bem na mosca!
– O senhor já visitou alguma casa neste bairro?
– Não, mas tenho comigo algumas amostras dos meus últimos trabalhos. Veja. Não são lindas? - pergunta o homem mostrando algumas fotos de crianças.
– Como são belos esses bebês! O senhor mesmo quem fez?
– Sim. Veja esse aqui - mostra outra foto - foi feito na porta de um supermercado.
– Nossa! Não lhe parece um local muito público?
– Sim, mas a mãe é artista de cinema e queria publicidade - comenta o fotógrafo.
– Eu não teria coragem de fazer isso...
– Este aqui foi em cima de um ônibus - mostra outra foto de criança.
– Que horror!
– É. Foi um serviço dos mais duros que eu já fiz.
– Eu imagino... - diz a mulher quase em pânico.
– Veja. Este foi feito num parque de diversões em pleno inverno.
– Credo! Como o senhor conseguiu?
– Não foi fácil. Se não bastasse a neve caindo, tinha uma multidão de curiosos. Se não fosse a ajuda dos guardas, que tiraram a multidão de cima de nós, nunca teria conseguido acabar...
– Ainda bem que sou discreta e não quero ninguém para ver.
– Ótimo, pois também prefiro assim. Agora, se me der licença, vou armar meu tripé.
– TRIPÉ?!!!...Para que?
– Bem, senhora, é necessário. O meu aparelho, depois de armado, chega a medir 1metro...
Foi o bastante para a mulher desmaiar!



Escrito por Gonzaga de Andrade às 09h53
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BLUE MOON

O brilho do luar tem sido o protagonista inspirador de grandes momentos românticos. Como na canção clássica popular escrita por Richard Rodgers e Lorenz Hart em 1934, ele foi testemunha da solidão de milhões de amantes, sem um sonho no coração e sem um amor para acalentar sua paixão.

Sorte dos amantes que a lua, tendo suas quatro fases, apenas a mais cheia, forte e com seu brilho prata azulado sempre estará à disposição de todos, ouvindo os clamores dos apaixonados e solitários em busca da cara metade merecedora do grande amor.

Hoje, exatos 18 anos depois, veremos novamente a Super Lua. Será o momento que esse maravilhoso astro se aproxima mais do planeta Terra, atingindo seu perigeu, ou seja, o ponto da órbita no qual ela se encontra mais próximo do centro do nosso planeta.

Para os astrônomos um momento único. Telescópios apontam em direção ao nosso satélite natural para melhor observação. Para os românticos, uma ocasião especial para se enaltecer o amor, ver a pessoa amada mergulhada num brilho prata azulada. E lembrar que agora não estão mais sozinhos e que têm um sonho no coração.

Claro que hoje, mais uma vez, e com mais intensidade irão contemplá-la, mesmo que seja isso um mito ou uma das múltiplas superstições associadas a esse fabuloso astro. Se muitos cientistas falharam em estabelecer qualquer coisa relevante e por um fim aos chamados mitos lunares, também não será importante.

Milhares olharão para o céu e dirão que tinha a certeza de que a lua sabia que em outro momento estiveram a contemplá-la, quietos e em oração buscando a outra metade dos seus sonhos, até ouvirem alguém, vindo do nada, sussurrar-lhes aos ouvidos, “por favor, me ame”, transformando seus desvelados sonhos prateados em eterno brilho de sol.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h54
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EFEITO COLATERAL

A preocupação de muitos homens, mesmo gozando de boa saúde, é com a possibilidade de brochar. É raro alguém admitir que tenha sido vítima dessa síndrome da virilidade, uma ou duas vezes, não importando em que fase da existência. “Foi bastante chato, apesar da compreensão de minha parceira, confortando-me, fazendo-me ver que ninguém é infalível”, já ouvi comentário assim. Natural!

Alguns procuram seus médicos e não raro ouvem a explicação alentadora: a adrenalina – hormônio abundante em situações de estresse – é uma inimiga do homem. Quando em excesso, ela mantém os músculos do corpo cavernoso contraídos, situação na qual é impossível conseguir uma ereção.

Isso deixa o homem muito preocupado. E quem não ficaria! Desalentador é quando se sabe é impossível afastar o estresse nos dias atuais. Entretanto, o avançar da idade faz crescer os temores de vir a se tornar futuramente impotente. Buscam-se então alternativas médicas para revigorar a vitalidade viril. O que não era fácil até o final da década de 1990.

Naqueles idos, um amigo viveu esse drama. Mesmo um sessentão insistia no adágio popular: “pra cavalo velho, o remédio é capim novo”. Por conseguinte, o receio crescia só de pensar em não poder garantir o sucesso de uma transa com uma mulher mais nova. E se na hora H falhasse, não viesse a indispensável ereção?

– Diacho, isso são apenas temores. Sempre deu tudo certo até agora. – Comentava, transferindo esse receio para a próxima vez. A força do pensamento não lhe era suficiente. Estava decidido a procurar alternativas, para garantir uma vida sexualmente ativa, tanto em casa como lá fora.

Sua mulher em pleno fulgor da juventude era a ígnea força ardente a lhe consumir as entranhas. Capaz de lhe saciar os desejos mais escondidos. Ele a considerava a deusa do amor maior em sua frugal existência e, também a preocupação dos seus dias. Não admitia a possibilidade de não poder satisfazê-la sexualmente algum dia.

Aproveitou uma viagem de negócios aos Estados Unidos, em agosto de 1998, para procurar uma droga estimulante do apetite sexual. Naquele ano havia sido lançado no mercado um revolucionário medicamento aprovado para o tratamento de tal disfunção. Uma pílula à base citrato de sildenafil, revolucionária como se prometia. O hoje popular Viagra que até jovens estão tomando.

Pagou caro. Comprou algumas embalagens, cada uma com quatro comprimidos de 50 mg. Estava ali a solução mágica para suas dificuldades de ereção. Um perfeito estimulante de determinadas substâncias liberadas durante a excitação sexual, aumentando o fluxo sanguíneo nos corpos cavernosos, garantindo uma ereção duradoura. O efeito de tal medicamento mantém-se por mais de uma hora. Isso ele testemunhou alguns dias depois.

No seu retorno, a mulher encontra os tais comprimidos e curiosamente ficou olhando o invólucro escrito em inglês. Antes que ela perguntasse, ele vai explicando a serventia:

– São pílulas recomendadas para cansaço, stress, molezas no corpo. Entende? Foram receitadas por um médico lá em Nova Iorque. – Guardou o pequeno pacote em sua gaveta e assunto encerrado.

Encontramo-nos, alguns dias depois e ele conta o vexame que passou em casa ao chegar às 2 da madrugada. Sua mulher estava num pé e noutro. De camisola, cabelo meio desgrenhado. “Era visível seu estado de excitação”, comentou. E pensou que ela fosse começar uma briga por haver chegado tão tarde. Nada disso! Ao vê-lo entrar, avançou sobre ele sem nada dizer. Olhos arregalados, peito ofegante. Ele perguntou o que estava acontecendo e a resposta veio na bucha:

– Ainda nada, mas vai acontecer agora, porque eu não estou aguentando mais... E você vai ter de dar conta do recado agora – e começou tirar-lhe a roupa, de forma que o ato consumou-se ali mesmo no chão da sala.

Ela descobriu a serventia dos tais comprimidos azuis que marido havia trazido dos states. Isso casualmente ao acordar com dor de cabeça. Lembrou-se dos tais comprimidos e, conforme a explicação do marido, para que serviam. A dor passou...!



Escrito por Gonzaga de Andrade às 20h10
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VOU MORAR NO CAMPO

“Eu quero uma casa no campo/ onde eu possa ficar/ do tamanho da paz...” Que beleza! Pois na cidade grande quase não é mais possível se ter qualidade de vida, muito menos sonhar com a paz, onde se tenha, como disse o poeta Zé Rodrix, “... o silêncio das línguas cansadas...” e onde se possa estar livre da poluição.

Morar no campo! Eta coisa especial! Uma casinha modesta, mas do tamanho da paz. Onde a pressa não tenha pressa, onde a vida acompanhe a natureza em todos os sentidos e com seus encantos bucólicos.

A cidade grande ficou quase impossível de se viver, apesar da necessidade de se trabalhar para ganhar a vida, embora se tenha algumas formas de trabalho em casa. O que nos deixa mais desencantados é a violência crescente, parecendo até que a humanidade perdeu seu rumo e veja na guerra urbana do dia-a-dia uma forma de fugir de todos os problemas.

Hoje vivemos em constante dúvida, a partir do momento que abrimos os olhos. Não temos a certeza de mais nada, muito menos dos amigos do peito, limites do corpo, muito menos podemos vislumbrar o futuro e fazer um prognóstico do amanhã, mesmo que seja com a esperança de óculos.

É encantador o sonho do poeta que pensa em sua casinha campestre de pau-a-pique e sapê, circundado de carneiros e cabras que pastam solenes no jardim. No entanto, é melhor se ter o sonho do que padecer numa realidade crua de concreto e asfalto, trânsito de automóveis e pessoas alucinadas em busca da sobrevivência.

Acredito que devo também aderir a essa maneira alternativa de sentir a vida de forma indiferente a tudo. Afinal sonhar é muito bom. É um caminho para se ter a realidade à nossa porta, pois como dizem os mais sábios o pensamento muito mais do que as palavras têm o poder de mudar as coisas.

Então, vou sonhar também com minha casa no campo, onde eu possa plantar a felicidade, adubando-a com muita energia positiva para que ela brote vigorosa e transforme os caminhos que começo a construir com as pedras que ferem meus pés nesse momento. 



Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h49
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DIA INTERNACIONAL DA MULHER

A data consagrada à mulher prescinde de quaisquer fatos que tenham marcado a história, quer na América do Norte em 1857 ou 1908, quer na Europa em 1910, quer na Rússia em 1917. É superior a todos os fatos e, com certeza não estamos aqui cometendo nenhum anacronismo. Afinal, a mulher merece homenagem eterna, pois dela a raça humana não pode prescindir.

Como símbolo do Sagrado Feminino ela é o começo e a consolidação da espécie humana, o elo harmônico e indispensável para que se cumpra o fim último da criação. Portanto, a data consagrada a este ser espetacular não precisa de uma justificativa histórica, porque a mulher é a própria história da criação, o paradigma da raça tão bem representada por ela.

Se o dia 8 de março foi escolhido aleatoriamente ou se é uma referência a algum holocausto que tenha maculado a história desse ou daquele país, também não é importante e não interessa, tampouco merece ser agregado à historia, ao que representa a mulher para a sociedade humana.

A tais conclusões deveria ter chegado, também, a escritora canadense Renée Côté, que durante 10 anos pesquisou a origem misteriosa do Dia Internacional da Mulher, pois não queria publicar o seu livro em 1984 trazendo erros anacrônicos. Quis nele mostrar fatos supostamente acontecidos, onde a mulher foi martirizada por reivindicar direitos que lhes eram subtraído pela força bruta do capitalismo.

Se a mulher representa a continuidade da raça humana, graças ao seu dom irrepreensível de gerar vida, nada mais lógico do que ter uma data cujo número é o símbolo do infinito o 8, ancorado no Calendário Gregoriano no mês de março representado pelo 3, número que tem uma grande importância simbólica de união, equilíbrio e ajuda.

Portanto, o dia 8 de março, é simbólico e não precisamos de justificativas históricas. Nele a MULHER está como representante da totalidade do universo e o imutável equilíbrio do cosmo, por isso é tão necessário ter o seu DIA INTERNACIONAL.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 15h01
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A LUTA PELA IGUALDADE CONTINUA

Nas últimas décadas as conquistas feitas pelas mulheres ESTÃO em todos os campos da vida nacional. Tudo isso não sem muito sacrifício, como afirma a ministra Laurita Vaz (STJ), em artigo publicado no site Migalhas, onde DESTACA que “hoje, não é concebível sequer cogitar da exclusão da mulher do cenário social e político da nação”.

Pouco a pouco a mulher superou o seu papel de doméstica, largando as amarras que a prendiam submissa, como afirma a ministra. Ela destaca a franca ascensão das mulheres na sociedade brasileira, galgando importantes cargos, uma alusão não só à nossa primeira presidente Dilma Rousseff, mas a tantas outras que ocupam lugar de destaque antes exclusivo dos homens.

A ministra cita em números do avanço da mulher no parlamento onde temos 12 senadoras e 47 deputadas. No Judiciário são 2 magistradas no Supremo Tribunal Federal; 5 no Superior Tribunal de Justiça; 2 no Tribunal Superior Eleitoral; 5 no Tribunal Superior do Trabalho, afora diversas desembargadoras e juízas na Justiça estadual e federal.

“Espera-se que essas bravas lutadoras, que são o esteio do lar, a estrutura da família, possam viver plenamente sua cidadania e serem mais felizes... as diferenças discriminatórias entre homens e mulheres devem ser superadas, mas as diferenças naturais devem ser valorizadas”, afirma a ministra do STJ.

Uma outra reflexão importante publicada, também, no site Migalhas é da igualmente ministra do STJ Eliane Calmon, com o título “E por falar em mulher...” Onde ela cita que esse ano de 2011, o 8 de março tem uma particularidade especial: “a autoestima feminina está em alta”. Uma referência à presidente Dilma, mas que também chama a atenção para a necessidade de um enfrentamento direcionado ao combate à violência contra a mulher.

E destaca ser de “absoluta importância o papel do Poder Judiciário, a quem foi delegada pela Constituição a tarefa de levar a paz à sociedade, até mesmo de forma autoritativa”. Segundo ela é um imperativo institucional saber escolher magistrados que têm atuação nas varas de família.

Em sua análise “os conflitos de família estão a exigir mais do que uma solução autoritativa, outorgada por uma decisão judicial tradicional e técnica, forma mais moderna e efetiva de solução de conflito, as chamadas soluções alternativas, via conciliação e mediação”.

Ela conclui dizendo que as mulheres não podem ser pessimistas, uma vez que têm motivos de sobra para comemorar o dia 8 de março, “mas também temos de estar alerta para uma voz de comando: a luta pela igualdade ainda não acabou”.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 13h47
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DILEMAS, APENAS

A despeito da guerra dos sexos, recebo um e-mail no qual o internauta fala da semana internacional da mulher e quer comprovar que o papel do marido, no casamento, é meramente decorativo e financeiro. Ele termina afirmando que “a mulher mais feliz do mundo é a do Saci Pererê, porque nunca vai levar um pé na bunda”.

Sabemos que não é bem assim, embora tenhamos a ciência de que a sociedade predominante, apesar de machista, dobra-se aos caprichos femininos. As brigas, os despeitos, as teimas continuam. É uma luta titânica.

Ao tempo do namoro a magia, o encanto, tudo é romântico! Desafia-se o impossível. Um vivendo para o outro. Vem o casamento e o namoro continua e, sabe-se, a conquista tem de ser diária. Se você é casado aí sim é que essa conquista deve ser renovada.

Tem-se que ter esse entendimento para que o relacionamento não tenha quebrado o encanto da vida a dois. Ninguém pode namorar sozinho. Nem mesmo os platônicos conseguem. Pouco a pouco são tomados pelo vazio existencial do nada que parecia tudo, até descobrirem que nada têm, apenas um pensamento solto a se apagar com o tempo.

Os dilemas da guerra e dos confrontos do sexo sempre serão evidentes, como mostra a correspondência que recebo. Essa dicotomia vai se evidenciando a cada dia para os casados ou quase. Enfim, para aqueles que levam uma vida conjugal regular.

Se o marido é atencioso, é classificado de bunda-mole. Se não é, é chamado de grosso. Se tratar a mulher por um apelido carinhoso, ela própria garante que é assim que ele trata todas as outras, inclusive “as quengas”. Se chamar a mulher apenas pelo nome, é considerado frio e distante.

Outras situações interessantes são com relação ao sexo. Se desejar a mulher todo dia é maníaco sexual. Mas, se não a procura com frequência, ou é meio bicha ou tem outra. Se elogiar a mulher, ela própria o chama de mentiroso. Se a critica é porque não ama mais.

Agora vejam outro detalhe: se ele diz aos amigos que é feliz no casamento, dizem que ele é hipócrita. Se se diz insatisfeito é um ingrato. Vendo o seu relacionamento pelo lado financeiro e econômico, há também essa mesma dicotomia.

Se não tem dinheiro é fracassado e se tem muito é corno. Se não comemora aniversário de casamento é porque está se lixando. Entretanto, se o festeja foi porque alguém lembrou. Se não compartilha das atividades domésticas é machista e, quando se dispõe, a própria mulher o critica dizendo que não faz nada direito.

Para não cometermos injustiça é fundamental que saibam que pesa para as mulheres os mesmos dilemas. Se a esposa é atenciosa com o marido é chamada de interesseira e não carinhosa. Também é criticada por chamá-lo por um apelido carinhoso. Se elogia o marido é tida como irônica e se o critica é porque está nos dias de TPM.

Agora vejam! Quando diz que é feliz no casamento, alguém diz: – É obvio, também com o marido que tem! No entanto, se se diz insatisfeita, aquela mesma pessoa comenta em tom de deboche: – É uma ingrata! Outro homem como aquele ela não vai encontrar nunca.

E quando ela tem muito dinheiro? Todos dizem que foi vítima do golpe do baú. E se não tem grana é considerada uma escrava do lar. Quando procura outras atividades fora do ambiente doméstico, é vista como uma ameaça ou está tentando coroar a testa do marido.

São falácias, ditos pejorativos dos inconformistas, mas que servem para mostrar ilustrativamente as situações tocantes ao homem e à mulher. Afigura do marido não é só decorativa no casamento ou um bom investimento para o futuro se ele tem grana.

Não sejamos críticos vorazes, impiedosos. O amor é fundamental ao entrelaçamento da família, essa célula mater da sociedade. Deve-se preservar o casamento a todo custo, o financeiro é outra questão.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h22
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O NASCIMENTO DE VÊNUS

CLICK NA IMAGEM PARA AMPLIA-LAO nascimento de Vénus, pintura de Sandro Botticelli (1482), apesar das inúmeras interpretações, serve muito bem como uma homenagem clássica à mulher. A singularidade dos traços e a beleza das formas enaltecem a figura feminina personificada na imagem da deusa Vênus emergindo do mar.

Executada num período cultural de transição, a pintura apoia-se numa temática da antiguidade clássica, amparada por um neoplatonismo de raiz cristã, o que reforça ainda mais o significado simbólico e alegórico.

Sobre uma concha, símbolo da feminilidade, que se aproxima da costa, ao sabor das ondas calmas e acompanhada por semideuses que a direcionam para a deusa Flora que tenta cobrir Vênus para ocultar sua atraente sensualidade.

Aqui uma homenagem a todas as mulheres, símbolo da vida, guardiãs do amor! (CLICK NA IMAGEM)



Categoria: FOTOS
Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h02
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Crônica de Lya Luft
NÃO SOMOS SANTAS

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        No começo diziam que eu escrevia mais para mulheres (o que é bobagem), e que minhas personagens femininas são mais fortes que os homens (idem). Rótulos são imprecisos e empobrecidos, mas o que se há de fazer.
        Depois de O rio do meio, de 1976, passaram a dizer que eu defendia demais os homens. Devo ter do masculino uma visão mais positiva do que, parece, boa parte das mulheres. Tive um pai amigo que desde criança me ensinou a cuidar da minha dignidade, e dois companheiros que me respeitaram como ser humano, empurrando-me para a frente e para cima.
       
No Rio, escrevi entre outras coisas que também os homens sofrem de solidão – na medida da solidão (ou da infantilidade) de suas mulheres –, que também querem ser amados, ouvidos, olhados, não só criticados e cobrados. Em palestras afirmo (para horror de muitas) que nós mulheres também sabemos ser muito chatas. Insatisfeitas, cobradoras, ásperas ou lamuriosas, frívolas e agitadas, chantagistas: nem sempre companheiras, poucas vezes cúmplices.
       
Está certo que andamos sobrecarregadas nesses tempos modernos vacilando entre competência e beleza, correndo entre filhos e patrão, cartão de crédito ou mo-mentinho de ócio escutando aquela música ou vendo aquele vídeo no sofá da sala em plena tarde. Sem que ninguém nos chame com voz grossa e fatigada, ô, mãããe. Sem o fantasma de tias ou avós, mão na cintura na soleira da portas da nossa culpa ancestral, criticando: “Mas como! A essa hora, aí atirada sem fazer nada?”
       
Mas repito que sabemos ser chatas, implicantes, indiscretas e críticas. E dei-xamos sozinho o nosso homem, que bem ou mal é o que está do nosso lado. Pois se for ruim demais, por que ainda estamos com ele? Não são os nossos, se pudessem abrir o coração (o que raramente fazem) muitos homens se queixariam de que nin-guém os escuta em casa. A mulher grudada nos filhos ou na televisão, no telefone com a amiga; os filhos na rua, ou fechados no quarto; e com os amigos do bar ou do escritório, os homens falam de futebol, mulher, carro... raramente de si mesmos e de sua humanidade.
       
De modo que, sim, eu acho que não somos santas nem temos obrigação de ser, mas bem que aqui e ali valeria a pena olhar dentro de si, e ao lado, onde está aquele com quem afinal partilhamos a vida. Temos escutado o que ele diz ou o que nos diz o seu silêncio? Temos ainda lembrado de agradar, elogiar, sorrir, fazer cari-nho, ou estamos demais ocupadas?
       
Ainda pensamos nele, nas suas necessidades, emoções, desejos e fraquezas, como quando éramos namorados – ou estamos enroladas com as amigas, o bingo, o carteado, o escritório, o mais recente mexerico sobre artistas de televisão ou sobre a vizinha?
       
E se ele um dia, depois de dez anos ou mais de casamento acabado, há muito transformado em amizade, nos pedir sua liberdade, se quiser nos dar a dádiva melhor, da sinceridade, da lealdade verdadeira? Se os propusesse: “Vamos aceitar que somos bons amigos, mas viver separados – a gente ia encarar com dignidade e afeto... ou recorrer à baixaria, cobrar, constranger, chantagear?
       
Não sei. Receio que responder seja tão duro quanto perguntar. Não acho que a gente deva ser boazinha, gueixa submissa ou serviçal ressentida. Nem a eterna vítima, a castradora disfarçada de mártir.
       
Importante seria não deixar que a poeira da banalidade abafasse o que havia entre a gente de encantamento e magia, ainda que o namorado agora seja um marido mais barrigudo, e menos cabeludo, que chega em casa cansado demais pra reparar no quanto estamos bonitas ou exaustas.
       
O bom seria que continuássemos amantes, sendo também amigos. Pois amor é amizade com sensualidade: se não gosto do outro com seus defeitos e qualidade, manias e até pequenas loucuras, como foi que o escolhi para viver comigo numa casa, na mesma mesa, cama e talvez todo o tempo de minha existência? E se isso se desgastou, por que não permito, a ele e a mim, mudarmos o nosso contrato de amantes para amigos e cúmplices ainda?
       
Embora gostemos de nos apresentar como incompreendidas ou mal tratadas, merecedoras de todas as compensações imagináveis, é bom ponderar que a mulher-vítima e a mão-mártir inspiram culpa e aflição, e perturbam toda uma família.
        Resta saber o que fizemos com aquela relação, com nossa própria vida, auto-estima e dignidade, e como temos afinal lidado com esse homem que um dia foi o objeto máximo de nosso desejo e sonho.



Categoria: Citação
Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h04
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Poema que eu fiz em março de 2007, aqui publicado e que aproveito a ocasião das comemorações da Semana Internacional da Mulher para prestar mais uma homenagem a todas essas representantes da raça humana. Ilustrando o poema, a foto da minha querida e amada Jocélia, fonte maior da minha inspiração. 



Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h31
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PROJETOS ESPECIAIS PARA A ALMA

Quando estamos vivendo mais uma Semana Internacional da Mulher tudo que se possa fazer para exaltar esse ser fantástico é pouco. Ao longo da jornada encontramos pérolas especiais como essa da extraordinária escritora, poetisa, tradutora e colunista da Revista Veja, Lya Luft (foto), que tem dado uma contribuição espetacular à literatura brasileira:

"Se não souber rir, se tivermos desaprendido como dar uma boa risada, ficaremos ficaremos com a cara hirta das máscaras das cirurgias exageradas, dos remendos e intervenções para manter ou recuperar a 'beleza'. A alma tem suas dores, e para se curar necessita de projetos e afetos. Precisa acreditar em alguma coisa".

Sem dúvida é uma grande lição de vida para que possamos aprender a como encarar a existência e superar as dificuldades do dia-a-dia traçando projetos especiais e cultivando maiores afetos. Isso vale especialmente para todas as mulheres.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 19h26
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DISCUTIR A RELAÇÃO? POR QUE?

Crises nos relacionamentos conjugais não são coisas da atualidade. Sempre existiram. Afinal, estão em jogo sentimentos contrários que nem sempre comungam dos mesmos ideais, são olhos diferentes para a mesma realidade. Entretanto, a pressa, o corre-corre, a luta para se enfrentar a vida nestes tempos moderníssimos têm acentuado essas efemérides.

No caso de um relacionamento homem e mulher, há de se levar em conta as formas diferentes de encararem a vida a dois. Elas com mais sentimento e emoção, dissociando-o de todo um conjunto de coisas que integram mundo em que vivem. Por isso mesmo são as mais afetadas pelas crises conjugais e, delas parte a vontade incontrolável de discutir o relacionamento que descompassou daquele de outros tempos, quando havia uma comunhão senão perfeita, mas quase.

A intimação para discutir a situação crítica, sempre é da mulher. Se elas veem essa necessidade e o querem fazer sem o menor constrangimento, para o homem é diferente. Fazer essa tal DR, talvez não seja a melhor forma para enquadrar o relacionamento que começa a se desgastar.

O casamento é semelhante a uma chama. Há necessidade de combustível para continuar queimando. Então o que fazer? Para mim, a receita é a vigilância diária, fundamental à reconquista daquilo que sempre o casal quis e conseguiu.

Para chegar àquele ponto, conseguiu destilar o melhor dos sentimentos e não precisou de conversas intermináveis e palavras rebuscadas. Quando ela intima o parceiro para ter uma DR é porque não suporta mais a depressão, a tristeza, a falta de alguma coisa. Nem percebe que para seu parceiro é muito difícil e até algo incomum e que o constrange profundamente.

Forçar a barra não resolve. Muitas vezes o que seria uma discussão amigável pode descambar para uma briga, o que causará maior fissura no relacionamento.  Dito isso a tal DR, como acentuam hoje em dia, não é a melhor saída.

Esses conceitos chegam-me após uma leitura detalhada do livro “Não discuta a relação – Como melhorar o seu relacionamento sem ter que falar sobre isso”, lançado pela Editora Nova Fronteira e que recebe a assinatura do casal de terapeutas americanos Patrícia Love e Steven Stosny.

A obra é resultado de vários estudos e observações a respeito de relacionamentos conjugais, além de ser um excelente guia para aqueles desavisados que desejam melhor enquadrar seu relacionamento e não perder o gás que alimenta a chama de uma união conjugal.

Vale a pena mergulhar nessa obra para clarear o raciocínio para manter o casamento em perfeita comunhão e não precisar da tal DR.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h24
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MULHERES & HOMENS X MEIO AMBIENTE

“As mulheres são melhores para o meio ambiente do que os homens”. A informação está na coluna Mulher 7X7 da revista Época. O anúncio foi feito semana passada pelo Instituto Nacional Francês de Estatística e Economia, dando conta de que as mulheres liberam menos gás carbono no meio ambiente do que os homens, diariamente.

Segundo o trabalho, a mulher é considerada mais verde. Para os cientistas é fácil entender as diferenças na dieta de homens e mulheres e sua relação com o meio ambiente. Os homens precisam de mais calorias para viver. As mulheres são muito mais preocupadas com a boa forma e com a saúde – e os vegetais são muito menos calóricos e saudáveis do que uma bela picanha.

Os números levantados em vários países europeus apontam que a dieta masculina emite por dia 7,98 kg de gás carbônico, contra 6,79 kg da dieta feminina. E segundo os estudiosos elas têm uma dieta muito mais à base de legumes e vegetais.

Ao que parece, a chave do mistério é a diferença no mercado de trabalho. Muito mais homens precisam usar carro e, principalmente, avião – um meio de transporte super poluente – com mais frequência e isso pesa na conta ambiental deles.

Entretanto, uma colocação que deve ser feita é que as coisas terminam se equilibrando, tendo em vista que está comprovado ser o número de mulheres no plante muito superior ao dos homens, o que não tira delas o mérito de serem consideradas muito mais verdes.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h53
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Custa acreditar que existam coisas desse gênero. Elas são reais. Encontramos centenas de exemplos na Internet, não obstante alguns precisem de confirmação da veracidade. Em sua maioria, essas “pérolas” ilustram o padrão de aprendizado de muitos alunos que não se esforçam o mínimo para levar a educação a sério. A nota em destaque, embora queiram dar um toque de originalidade, acredito tenha sido montada, serve como ilustração. Coisa semelhante já se encontrou em provas do Enem e em alguns vestibulares por esse Brasil afora. A propósito, o Vale do Paraíba é uma região sócio-econômica que abrange parte do leste do estado de São Paulo e oeste do estado do Rio de Janeiro, e que se destaca por concentrar uma parcela considerável do PIB do Brasil. O nome deve-se ao fato de que a região é a parte inicial da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul.


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Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h17
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OS VIGILANTES DO RISO

ESSE NÃO PREOCUPA OS VIGILANTS DO RISO. É DIFERENTE, NÃO É MESMO?A qualquer momento eles podem entrar em ação para surpreender você. É questão de segundos! Por onde quer que vá, você estará sendo seguido e monitorado por câmeras e olhos atentos, indiscretos e sempre focados em sua face, estudando os mínimos movimentos dos 18 músculos principais. Evidente que isso não pode nem ser ficção. Se existisse algo semelhante estaríamos perdidos. Triste!

Não dá sequer pra tentar entender coisa semelhante. Proibir o riso, uma das melhores terapias relaxantes? Só os extremamente mal humorados, acredito, poderiam ter ideia tão absurda. Afinal, quem rir bastante, com certeza, tem músculos sadios, uma face jovial, um coração não ameaçado pelos males da atualidade, artérias e pulmões perfeitos.

No entanto, há quem garanta que nesses tempos de transição política, quando os ânimos estão à flor da pele e sob o jugo da Justiça Eleitoral, por estas bandas de Roraima, foi instituída a figura do vigilante do riso, com direito a treinamento e tudo, a fim de cumprir com precisão a missão de enquadrar os risonhos desaforados.

Portanto, aquelas pessoas sempre bem humoradas e de riso solto têm uma preocupação maior: inibir o organismo para que não libere endorfina. Aprenderem a melhor respirar para que o ar dos pulmões não atinjam com força as cordas vocais. As glândulas salivares e lacrimais suspendam suas atividades. Isto porque sem estas ações prejudiciais não haverá riso. Com certeza!

Há pessoas preocupadas nos corredores das repartições, semblantes descaídos, esforçando-se para que as manifestações contrativas dos músculos risório e zigomático expressem uma aparência de sofrimento, a fim de poderem enganar os vigilantes do riso e suas câmeras indiscretas. Afinal o riso é contagioso.

A última coisa que se deseja aconteça por aqui é uma epidemia de riso, como aconteceu em 1962, no vilarejo de Kashasha, na República de Tanganika (África), onde o riso incontrolável de três meninas causou muitos problemas por 18 meses. O que não é bom para o atual momento! Portanto, é melhor ser introspectivo, mas feche os olhos e relaxe!



Escrito por Gonzaga de Andrade às 19h35
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UMA VIRTUDE, DOIS CAMINHOS"

O poder é a manifestação maior do querer. É o direito tomar decisões, agir, determinar, estudar possibilidades de execução. É a expressão máxima da supremacia que exerce o domínio, a soberania, a força total. Afinal, poder é uma das maiores virtudes.

Entretanto, como as demais virtudes o poder tem dois caminhos. Ele é o ponto de equilíbrio entre forças opostas e o seu exercício para o bem ou para o mal vai depender da índole de cada indivíduo que tem a oportunidade de exercitá-lo.

Não chegamos ainda à depuração da raça humana, eivada de malévolos sentimentos frutos de toda sorte de violências comportamentais adquiridas ao longo dos anos. São os frutos de filosofias, entendimentos errados de ações, regimes políticos e tantas outras sequelas.

Logo, temos a certeza de que o exercício do poder antes de ser voltado para o bem tem sua expressão máxima voltada para o mal. Quer pelas tiranias de regimes políticos, quer de ações individuais produzidas por indivíduos que buscam a supremacia sobre os demais que estão à sua volta.

Recordemos a afirmativa do grande mestre Platão em sua História da Guerra Peloponésica, volume 105, ao se reportar à aplicação do poder pelos tiranos: “Sabe tanto quanto nós que o direito, no mundo de hoje, só está em questão para iguais em poder, os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem sofrer”.



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Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h08
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AS NUANCES DO PODER

É incrível o que o poder consegue fazer com o ser humano. Por isso mesmo é o maior e melhor teste para o caráter das pessoas, razão pela qual certa vez alguém disse: “quer saber que é uma pessoa, dê-lhe poder ou dinheiro”. Essa máxima avança inexorável no tempo e, sempre mostrando sua eficácia. É a mais eficiente forma de triagem de que dispomos para conhecer alguém.

O poder é a manifestação maior do querer. É o direito tomar decisões, agir, determinar, estudar possibilidades de execução. É a expressão máxima da supremacia que exerce o domínio, a soberania, a força total. Afinal, poder é uma das maiores virtudes. Entretanto, como as demais virtudes o poder tem dois caminhos. Ele é o ponto de equilíbrio entre forças opostas.

Não é que o poder corrompe. Não! Ele, apenas proporciona ao seu executor os meios de decisão, mostra os caminhos a seguir. Ele não fragiliza a pessoa, apenas revela o real caráter realçando-lhe a personalidade. Ele não estimula o chamado “lado negro da força”, apenas mostra o alcance das decisões que pode tomar e que só lhe interessa. Revela se o seu executor é egocêntrico, ambicioso ou se é capaz de utilizar essa instância para dividir benesses com todos que estavam e continuam à sua volta esperando a partilha.

O poder não ruim. Não! É indiferente a tudo e a todos. É a antessala de dois mundos distintos. Ao se chegar nela vislumbram-se infinitas possibilidades de fazer o que sempre quis, de buscar a concretização de velhos ideais e ambições. Todos esses mecanismos se tornam mais fortes quando o poder chega ungido com o dinheiro.

Quando não se tem um caráter forjado nos valores do bem, no respeito às pessoas, na valorização das amizades, na humanização certamente se desperta o lado mau, uma pessoa diferente que se escondia por trás de uma fachada de “bom moço” e que, agora, conta com tudo o que sempre quis e nunca revelou aos seus mais próximos que, a partir de então lhes serão estranhos e, portanto, alijados do seu importante novo ciclo.

Agora sim, exerce a grande força. Da antessala de dois mundos, opta pelo lado mau, afinal a partir dali é uma pessoa que “manda porque pode” – pelo menos por enquanto –, sua índole é seu poder, sua estrela que não lhe deixará a ver o mundo de antanho. 



Escrito por Gonzaga de Andrade às 01h25
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CHURRASCO DE COBRA

COM CERTEZA ESSE CHURRASCO NÃO ACONTECEU E ME GARANTIRAM QUE ESSA NÃO É CARNE DE COBRANunca tive vocação para ser churrasqueiro e vou explicar detalhadamente o porquê. Todos os meus amigos sabem disso. Aliás, de carne não entendo quase nada. Apenas o trivial como falam as pessoas, que as melhores carnes pra churrasco são picanha, maminha, alcatra... Essas coisas! Não sei nem a quais partes do corpo do animal pertencem.

Também nunca fui muito chegado a churrasco. Prefiro soluções mais simples, como uma boa tábua de frios. Nada de fumaça, cheiro gorduroso. Aliás, isso não cai bem com um excelente vinho (preferencialmente tinto). A cerveja fica na terceira e última opção, porque a segunda é um bom uísque (de 8 anos pra cima). Como o dinheiro está mais curto do que coice de porco, ainda me deleito, vez por outra, com essa tal “loira suada”.

Outro dia cheguei ao açougue e disse: – Vê aí um bom pedaço de carne pra se fazer um churrasco. E o cara me perguntou: – Vai de ripa da chuleta? Não entendi nada! E perguntei meio espantado e rindo: – Ripa de que mesmo, meu amigo? E o cara foi categórico e pausado: – Chu-le-ta. E foi mostrando a peça. Um tira comprida que ele disse ser da parte dorsal do boi. A peça era bonita e carnuda o suficiente para eu ver que não era do lugar em que eu estava pensando.

É comum as pessoas fazerem festa pra assar carne, parecem aqueles antigos rituais selvagens. Sempre me perguntei o porquê disso. Não vejo graça alguma. Trabalhei anos numa reserva ambiental ajudando na defesa e resgate de espécies animais, principalmente as rastejantes e peçonhentas, ameaçadas por um grande incêndio florestal. Encontrei muitos afogueados, esturricados, outros semimortos, por isso mesmo perdi o gosto por churrasco, apesar de haver comido churrasco de cobra, muitas vezes em Feira de Santana (BA).

Como a inveja humana chega até a superar em muito as serpentes – animais insinuantes e ardilosos fantásticos -, fui dispensado do meu emprego dentro da reserva ambiental. A denúncia contra mim foi que eu planejava fazer uma churrascada, reunindo produtores rurais que apesar de bem intencionados lutavam pela invasão daquele território. 

Passei muito tempo sem entender o que havia acontecido. E pensei: – Porra, logo eu que não gosto de churrasco, quanto mais de festa pra assar carne! É claro que fiquei tão confuso como no dia em que fui comprar carne pra assar e me ofereceram a tal RIPA DA CHULETA.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h59
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O PUXA-SACO

A origem do puxa-saco se perde no tempo, mas em todos os momentos da história ele está presente. São os arautos do servilismo voluntário, da subserviência total e incondicional, por puro diletantismo. O mundo do puxa-saco não tem gosto, cores, cheiros. A sua diversão é servir, agradar, sofrer com a dor do bajulado. O puxa-saquismo é uma arte milenar e difícil. Seus seguidores não têm caráter. São eunucos intelectuais, não podem pensar. Seus atos são mecânicos e apenas para deleite do seu instrumento de adoração: aquele ou aquela que ele serve com muito prazer.

O puxa-saco está infiltrado em todos os lugares, principalmente no serviço público. Conta-se que certo elemento, estava em uma solenidade acompanhado de um filho menor. Ao ver o chefe se aproximar, posicionou-se em lugar de destaque, ostentando um largo sorriso. Ao cumprimentá-lo, o chefe olhou para o garoto e perguntou: – É seu filho. Prontamente o puxa respondeu: – É nosso! Chefe!

Dizem que a origem do nome puxa-saco vem da gíria militar. Os oficiais quando em viagem, levavam suas roupas em sacos. Os soldados, ficavam encarregados de guarda-los. Era obediência total. Assegura-se que foi daí que surgiu o termo puxa-saco: aquele que corteja com subserviência. Popularmente, o que pega no bico da chaleira; que serve de capacho, babão, baba ovo e outros adjetivos mais.

O puxa-saco, com certeza é uma pessoa doente. Seu mal incurável e contagioso é a PSICASTENIA, ou seja, fraqueza intelectual; indecisão do espírito; tendência mórbida para hesitações e dúvidas. Logo, incapaz de pensar com precisão. Não resta dúvida, a doença aliena o intelecto do ser vivente, mutila completamente sua fragilizada personalidade. Caráter não existe. Ademais, o puxa-saco não tem oxigenação cerebral suficiente que lhe favoreça o raciocínio.

Certa feita, lá pelos idos de 1988, presenciei uma cena, num restaurante. Um alto executivo resolveu advertir severamente o seu puxa-saco-mor, por ter cometido um grave erro durante uma solenidade. Éramos cinco. Foi quando o chefão, puto da vida, voltou-se para seu subordinado e gritou: – Fulano, diga pra mim: eu sou incompetente. Diga! Diga! Vamos! – A pobre figura, de cabeça baixa, como é natural nesses casos, obedeceu cegamente: – Tá bom, chefe. Se isso lhe faz bem! Eu sou incompetente!

Essa atitude fala por todas as outras. É uma mostra que a massa encefálica do puxa-saco é reduzida, o que lhe permite, apenas dizer sim e acatar ordens. É o autêntico SABUJO, e, como toda pessoa dessa estirpe, não tem dignidade, não tem o mínimo de Ética. Via de regra é bajulador e servil, saco de pancadas.

Por pura índole, o puxa-saco aparentemente é generoso ao excesso, isto para com o objeto de sua adoração e vassalagem: o chefe! Está sempre disposto a servir, dando tudo de si. Onde quer que vá ou onde quer que esteja. Está sempre pronto a exercer o melhor de sua doença contagiosa: o servilismo. 

Em 1946, os compositores cariocas, Roberto Martins e Frazão, resolvem homenagear essa gente e compuseram uma marcha carnavalesca que consagrou de vez a figura do puxa-saco. A primeira parte da letra diz assim: Lá vem/ o cordão dos puxa-sacos/ dando viva aos seus maiorais/ quem está na frente é passado para trás/ e o cordão dos puxa-sacos/ cada vez aumenta mais (bis). 

Todo puxa-saco tende a se colocar numa faixa inferior, porque não tem nível. Se você é um deles disfarça, nem ria sequer de leve. Sinta-se homenageado (a)



Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h40
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 VOCÊ SABE QUANTO JÁ PAGOU DE IMPOSTO

Chega a ser imoral a carga de impostos que nós, brasileiros, estamos carregando nas costas para alimentar o sistema financeiro, sobretudo os bancos. Aliás, aqui no Brasil, os bancos fazem parte do rol das instituições que, ao lado das operadoras de celular e empresas de telefonia fixa, nunca caem no prejuízo e investem uma miséria em recursos humanos.

O trabalho de 148 dias do brasileiro, a cada ano, é só para pagar impostos, conforme levantamento Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Quem ganha até R$ 3 mil reais trabalha aproximadamente 141 dias para pagar impostos e quem ganha de R$ 3 e R$ 10 mil são 157 dias de trabalho.

Se prestarmos atenção é um absurdo o que pagamos de impostos, principalmente de taxas cobradas pelo sistema financeiro. O IBPT tem outro estudo no qual assegura que trabalhamos 8 dias por ano somente para cumprir com o pagamento das taxas cobradas pelos sistema financeiro. Nem as contas salário fogem da malha financeira.

Do início deste ano até este domingo 06/02/2011, nós brasileiros já pagamos mais de R$ 140 bilhões em impostos estaduais, municipais e federais. Você conferir e acompanhar passo a passo a evolução do monte arrecadado em todas as instâncias do país e só acessar o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que está instalado no centro da cidade.

Acesse o site http://www.impostometro.org.br, e acompanhe a evolução do pagamento de impostos. Só até a hora em que postamos esse comentário em Roraima tinha-se alcançado a marca dos R$ 57 milhões em impostos. A metodologia utilizada considera impostos, taxas, contribuições, juros, multas e correções monetárias pagos ao município, ao estado e ao governo federal.

Vale ficar de olho para acompanharmos a evoluçãoda carga tributária que jogamos dentro dos cofres públicos a cada segundo. Confira!



Escrito por Gonzaga de Andrade às 14h09
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O CASAMENTO E O SONHO (*)

ESTAVA CHEGANDO aos 40 anos e não tinha encontrado um moço decente, trabalhador, romântico, bom partido com que casar. Seu sonho: uma casinha modesta, dois ou três filhos, vida sossegada ao lado do marido e muito amor para dar.

Acreditava em príncipe encantado, apesar do seu parecer mais encantado que os outros. Estava difícil! Mesmo assim não desanimava, não quebrava o ritmo do seu sonho de felicidade. Só a ele se entregaria, do contrário levaria sua virgindade ao túmulo.

– Ah! Mulher você está fazendo uma bobagem. Hoje tá ficando cada vez mais difícil se encontrar homem de verdade. A gente vê cada partidão, lindo, forte, jeito de macho. Engano! Não gosta da “fruta”. Boiolas! Tá difícil! – comentavam as amigas.

Ninguém despertara-lhe a chama interior, o viço contumaz da fêmea que a faz perseguir seu objeto de desejo, coisa bem própria das donzelas.

Após tantas buscas lá estava ela diante do altar, ao lado do homem de sua vida. Na hora do beijo, a esfuziante alegria mostrada pelo rubor das faces e no brilho dos seus olhos castanhos. Tudo perfeito e dentro das possibilidades das famílias que se uniam através deles.

Terminada a cerimônia, eufóricos se despediram e partiram para casa. Enfim, sós! Eis o momento mágico tão esperado. O lar, doce e romântico ninho de amor. Agora consolidaria seu grande sonho, libertaria os desejos mais escondidos. Deliravam de tanta felicidade.

Ainda na sala começaram as preliminares. Pouco a pouco iam se livrando das roupas à medida que seguiam deslizando lentamente em busca da alcova, fonte inspiradora dos amantes, berço revigorante de energias. Era o supremo êxtase!

Ela jamais imaginara que aquele momento fosse tão deslumbrante, inominável, indescritível. O rejubilar eterno do amor maior. Ela parecia flutuar nos braços do seu marido e amante. Atiraram-se sobre a enorme cama. Ali entregaria, enfim, a virgindade ao seu escolhido! Corpos cada vez mais ardentes e prestes a atingirem o ápice do prazer. O tempo parecia ter parado.

Naquele instante, o despertador começou a tocar incessantemente, era 6h da manhã. Revoltada e apreensiva ela se deu conta de que, tudo parecia tão real, mas foi apenas um sonho! Hora de corre para o batente, afinal, emprego e príncipe encantado estão cada vez mais difíceis!

(*) Resumo de crônica homônima do livro Arre! Égua



Escrito por Gonzaga de Andrade às 15h56
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OS DENTES DE CHIQUINHO (*)

Chiquinho voltou do dentista, após colocar três pivôs para fixar os dentes superiores dianteiros, quebrados pela força de um potente soco, desferido por um brutamente, durante uma briga no Bar do Arnaldo. Ele foi atirado a três metros de distância.

A sorte foi o sujeito está embriagado. Chiquinho acordou horas depois na emergência do Pronto Socorro. Cantor famoso nas noites de sua cidade, ele passou dois meses sem exercer a profissão.

– O senhor deve ter muito cuidado para não perder essas peças. Elas são provisórias. Não estão bem fixadas. É só até a segunda-feira. – Foi a recomendação do dentista. Saímos para a noite que prometia ser animada. Tínhamos uma longa agenda a cumprir naquela sexta-feira para inaugurar o novo sorriso de Chiquinho.

Nosso roteiro terminou na seresta da churrascaria do Onofre Bento. Ponto referencial dos casais românticos. A multidão lotava a pista de dança. Momento ideal para nosso cantor fazer sua avant premier.

Àquela altura, após haver bebido todas, Chiquinho não lembrava mais da recomendação do dentista. Até ali tivera todo cuidado e seu sorriso continuava impecável. Chiquinho começou a c antar. Imagine o entusiasmo dele, alvo de todas as atenções. O que estava por vir seria hilariante por causa do desespero do nosso cantor apontando para o chão.

Ele interpretava “Tortura de Amor”, de autoria do Baiano Waldick Soriano: “Hoje que a noite está calma/ e que minha alma esperava por ti,/ apareceste afinal/ torturando esse ser que te adora...” Foi nesse ponto que dois dentes postiços não resistiram à pressão da língua e saltaram ricocheteando no microfone e foram parar no salão de dança.

Sem perder a pose Chiquinho seguia impecável interpretação da música e na esperança de ser socorrido por nós. Inflou o peito e mandou ver, enquanto apontava para o chão com os dedos indicadores: – Volta meu amor,/ fica comigo,/ não me desprezes/ que a noite é nossa/ e meu amor pertence a ti.

Seus gestos acompanhavam sempre o deslocamento dos dentes chutados ao acaso pelos dançarinos. Terminada a seresta ainda tentamos ver se recuperávamos as peças para reintegrá-las ao sorriso do nosso amigo. Infelizmente não conseguimos.

(*) Resumo de crônica homônima do livro Arre! Égua



Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h05
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A  VERDADE SOBRE O “HABEAS PINHO

Quem informa deve-se ater fiel ao original. Final de semana eu conversava com um amigo e nosso papo girava em torno dos poetas, sobretudo os paraibanos. Dentre eles, focamos o assunto em torno de Ronaldo Cunha Lima.

Deparamo-nos, vez por outra, com algumas informações deturpadas, feitas aleatoriamente sobretudo em sites e blogs. Com relação ao poema Habeas Pinho (1955), uma das pérolas do amigo e grande poeta, com quem tive o privilégio de trabalhar durante anos, são inúmeras as discrepâncias que não condizem com o original. Um exemplo é o nome JUIZ a quem foi dirigida a petição, que aparece em muitas publicações eletrônicas como Roberto Pessoa de Sousa e não Desembargador Arthur Moura.

Transferindo-me para Roraima em 1992, tive o cuidado de pedir ao grande poeta e na época governador do Estado da Paraíba algumas cópias do cartaz que havia mandado fazer desta obra tão solicitada por amantes da poesia e que, atualmente consta em alguns dos seus livros e em CDs.

O poema, segundo o próprio Ronaldo, foi concebido à época em que ele era escriturário no cartório de D. Nevinha Tavares, na cidade de Campina Grande. O fato: um grupo de amigos estava fazendo uma seresta, quando foi abordado pela policia e teve o violão apreendido. Os amigos recorreram a para que interferisse para a liberação do instrumento. Ronaldo estava cursando a faculdade de Direito e tinha como um dos seus professores o desembargador Arthur Moura.

O magistrado consultado por Ronaldo e sabendo do seu talento e verve poética, disse que o atenderia se fizesse a petição em versos. Não deu outra. Ronaldo nominou sua petição apropriadamente como Habeas Pinho, que reproduzo aqui ipsis litteris.

 

HABEAS PINHO
Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da 2ª Vara desta Comarca:

 

O instrumento do crime que se arrola
Nesse processo de contravenção
Não é faca, revólver nem pistola,
É simplesmente, doutor, um violão.

 Um violão, doutor, que na verdade
Não matou nem feriu um cidadão.
Feriu, sim, a sensibilidade
De quem o ouviu vibrar na solidão.

 O violão é sempre uma ternura,
Instrumento de amor e de saudade,
Ao crime ele nunca se mistura,
Inexiste entre eles afinidade.

 O violão é próprio dos cantores,
Dos menestréis de alma enternecida
Que cantam as mágoas que povoam a vida,
Sufocando as suas próprias dores.

 O violão é música e é canção,
É sentimento de vida e alegria,
É pureza e néctar que extasia,
É adorno espiritual do coração
.

    

Seu viver, como o nosso, é transitório,
Seu destino não, se perpétua.
Ele nasceu para cantar na rua
E não para ser arquivo de Cartório.

Mande soltá-lo pelo amor da noite
Que se sente vazia em suas horas,
Para que volte a sentir o terno açoite
De suas cordas leves e sonoras.

Libere o violão, Doutor Juiz,
Em nome da Justiça e do Direito.
É crime, por ventura, um infeliz,
Cantar as mágoas que lhe enchem o peito?

Será crime, afinal, será pecado,
Será delito de tão vis horrores,
Perambular pela rua um desgraçado
Derramando na praça as suas dores?

É o apelo que aqui lhe dirigimos,
Na certeza do seu acolhimento.
Juntada dessa aos autos nós pedimos
E pedimos também DEFERIMENTO.


Despacho proferido pelo desembargador Arthur Moura:


Para que eu não carregue
Remorso no meu coração,
Determino que se entregue,
Ao seu dono, o violão!



Essa pequena quadra foi o despacho daquela autoridade e não um imenso poema que encontramos por ai em alguns sites, inclusive em alguns deles como o nome do desembargador trocado.


Escrito por Gonzaga de Andrade às 20h46
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EM SE FALANDO DE BRASIL

Conforme dados levantados pelo Antropos Consulting, o Brasil é o país que tem tido maior sucesso no combate à AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, sendo exemplo mundial. Somo o único país do hemisfério sul que está participando do Projeto Genoma.

Mesmo sendo um país em desenvolvimento, os internautas brasileiros representam uma fatia de 40% do mercado na América Latina. Das crianças e adolescentes entre 7 a 14 anos, 97,3% estão estudando.

O mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 650 mil novas habilitações a cada mês. Na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas.

No Brasil, há 14 fábricas de veículos instaladas e outras 4 se instalando, enquanto alguns países vizinhos não possuem nenhuma. Das empresas brasileiras, 6.890 possuem certificado de qualidade ISO- 9000, maior número entre os países em desenvolvimento. No México, são apenas 300 empresas e 265 na Argentina. Por fim, somos o segundo maior mercado de jatos e helicópteros executivos.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h50
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COISAS QUE BRASILEIROS NÃO SABEM!

Há coisas que as pessoas de outros países falam a respeito do Brasil que não podem passar em brancas nuvens, como afirmou o poeta Francisco Otaviano. Uma dessas coisas que correm pela grande rede digital, é o que escreveu uma holandesa a respeito dessa imensa e abençoada Pátria tupiniquim.

“Aqui na Holanda, os resultados das eleições demoram horrores porque não há nada automatizado.

Só existe uma companhia telefônica e pasmem! Se você ligar reclamando do serviço, corre o risco de ter seu telefone temporariamente desconectado.

Nos EUA e na Europa, não se enrolar o sanduíche em um guardanapo; não se lavar as mãos antes de comer. Nas padarias, feiras e açougues europeus, os atendentes recebem o dinheiro e com mesma mão suja entregam o pão ou a carne.

Em Londres, existe um lugar famosíssimo que vende batatas fritas enroladas em folhas de jornal - e tem fila na porta.

Na Europa, não-fumante é minoria. Se pedir mesa de não-fumante, o garçom ri na sua cara, porque não existe. Fumam até em elevador.

Em Paris, os garçons são conhecidos por seu mau humor e grosseria e qualquer garçom de botequim no Brasil podia ir pra lá dar aulas de 'Como conquistar o Cliente'.”

E ainda não valorizamos o que somos e o que temos. Afinal o Brasil é um país invejado por milhares de estrangeiros e desvalorizado por milhões de brasileiros!



Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h16
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FELICIDADE GARANTIDA, COMO?

A busca da felicidade é uma luta cotidiana. No entanto, viver feliz exige muito de cada um e concretizar esse ideal vai depender, sobretudo, das condições em que se vive e das oportunidades que são recebidas.

Com certeza a felicidade é o fim desejado por todos. É, sem dúvida, o bem supremo almejado. Segundo Tomás de Aquino a felicidade é “o princípio primeiro no operativo, do que existe como razão prática, é o fim último”.

Talvez por pensar desta forma é que o senador Cristovão Buarque (PDT) teve a ideia de produzir e propor ao Congresso Nacional a PEC da Felicidade que, aliás foi aprovava nesta quarta-feira (10) pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Na Proposta de Emenda à Constituição Buarque estabelece como direito do cidadão a "busca da felicidade". O senador pernambucano, professor sensível aos clamores do povo diz que a meta é obrigar o Estado a reconhecer que alguns direitos são essenciais à sobrevivência.

Na sua justificativa ele argumenta: "Falemos com franqueza: é fácil buscar a felicidade sem ter onde morar? É fácil buscar a felicidade sem ter um atendimento médico, que poderia salvar a vida? E se a pessoa morre? É possível buscar a felicidade sem um emprego que assegure uma renda? Não, isso não é possível. A busca da felicidade exige como condições essenciais os direitos sociais. Por isso, essa PEC”, explicou Cristovam.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h15
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A MENOR DENSIDADE DEMOGRÁFICA DO BRASIL

Roraima continua sendo o Estado que apresenta menor número de habitantes: 425.398. É a menor densidade demográfica do Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números do último censo mostram que Alagoas se destacou como o 4º Estado mais povoado.

O jornal Correio Braziliense de hoje destaca que a Bahia é registrou o maior número de habitantes da Região Nordeste, no entanto, está entre as 10 unidades da Federação que apresentaram menor crescimento demográfico. Já Alagoas se destacou como o quarto estado mais povoado do país.

O IBGE divulgou quinta-feira (4) no Diário Oficial da União o resultado prévio do número de residentes no Brasil de acordo com o Censo 2010. Os dados ainda podem sofrer modificação, já que aqueles que ainda não foram visitados pelos recenseadores têm até o dia 24 deste mês para fazer o agendamento.

O Distrito Federal, além de ainda ser a unidade da Federação mais povoada, também foi a que apresentou o maior crescimento demográfico: 425,63 habitantes por Km2. Assim, Brasília passou da 6ª para a 4ª capital mais populosa do país com 2,46 milhões de habitantes.

Os dados preliminares do IBGE revelaram também que mais de 185 milhões de pessoas residem no Brasil atualmente, o que significa 16 milhões a mais do que constatado pelo Censo 2000. São Paulo continua sendo o Estado mais populoso, seguindo por Minas Gerais e Rio de Janeiro.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h04
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AGROPECUÁRIA TERÁ LIMITE NA AMAZÔNIA

Autor: Catarina Alencastro
O Globo - 25/10/2010

Após o segundo turno das eleições, o governo prevê editar decreto em que define o zoneamento Ecológico-Econômico da Amazônia Legal. Pelo documento, a expansão da fronteira agropecuária será limitada. Decreto restringe atividade ao sul da floresta e deve sair após 2º turno das eleições. A agenda verde cresce em importância. Um documento que contou com a participação de 14 ministérios traça um plano para controlar a expansão agropecuária na Amazônia, principal causa do desmatamento.

Depois do segundo turno, deve ser editado um decreto definindo o macrozoneamento EcológicoEconômico da Amazônia Legal, dividida em 10 áreas estratégicas. A vocação econômica de cada região será valorizada pelo decreto do zoneamento. O agronegócio terá de ficar restrito agora à parte sul da floresta, onde o desmatamento já é consolidado.

Para conter o avanço do gado, o governo vai lançar uma portaria do Conselho Monetário Nacional acabando com a concessão de crédito rural para as unidades territoriais que se localizam no estado do Amazonas, na região de fronteira do Acre com a Bolívia e o Peru, na parte oeste de Roraima e do Amapá, em uma pequena parte de Mato Grosso (que faz divisa com Rondônia), e na porção centro-oeste do Pará.

No novo mapa traçado para a Amazônia, há um trecho, na região central separando as áreas consolidadas ao sul (onde se concentra a maior parte dos cerca de 15% de desmatamento que a floresta já sofreu) do norte, ainda bastante preservado. A estratégia é fortalecer as unidades de conservação existentes e criar condições para que o extrativismo florestal seja mais rentável.

A porção mais extensa é chamada de “Defesa do coração florestal com base em atividades produtivas”. Ali, a ideia é agregar valor a iniciativas florestais, hoje amadoras, e criar uma certificação de origem para produtos naturais. O governo quer que produtos extrativistas ganhem valor agregado e estuda regime tributário diferenciado para mercadorias da floresta.

Em outras áreas, como o centrooeste do Mato Grosso e o leste de Roraima, serão incentivadas a pesca e a aquicultura. A ideia é que a pesca amazônica passe da produção atual de 280 mil toneladas para 900 mil toneladas anuais. Já a criação de peixes em viveiros deve passar de 45 mil toneladas para 5,7 milhões de toneladas por ano.

O documento não nega a existência de grandes empreendimentos de infraestrutura, como hidrelétricas, gasodutos e estradas, nem a exploração de atividades que combinam pouco com a preservação ambiental. É o caso da mineração, cuja exploração será fortalecida em uma pequena região no centro-leste do Pará e quase toda a porção central do Maranhão.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h41
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PÉS FINCADOS NO BRASIL
De Gabriel Caprioli
Correio Braziliense - 22/10/2010

A participação dos estrangeiros entre credores da dívida brasileira bateu um novo recorde em setembro, 10,23%, somando de R$ 154,1 bilhões. A aposta do Tesouro Nacional é de que as últimas medidas anunciadas pelo governo, prevendo uma tributação mais pesada, não afetarão a procura por títulos públicos. 

Na avaliação do Tesouro Nacional, o comportamento do mercado mostra que os apertos tributários feitos desde o início do mês não afetaram a demanda dos aplicadores estrangeiros pelos papéis da dívida.

O que deve manter o apetite dos investidores são as lucrativas taxas de juros oferecidas no país. De acordo com documento divulgado ontem pelo Ministério da Fazenda, o Brasil só perde na remuneração líquida aos investidores (ganho após o abatimento do custo das moedas estrangeiras) para a Austrália e para a África do Sul. Aqui, o retorno médio nos últimos 12 meses foi de 14,5%, enquanto nos outros dois chegou a 15,8% e 18,2%, respectivamente.

O endividamento do país aumentou 0,50% em setembro e chegou a R$ 1,626 trilhão. O avanço foi resultado de emissões de títulos públicos no mercado de mais de R$ 35,06 bilhões.

Os lançamentos realizados em favor da capitalização da Petrobras totalizaram mais de R$ 67 bilhões, incluindo os recursos diretos do Tesouro e via BNDES. O mesmo volume de papéis, no entanto, voltou aos cofres do governo, como forma de pagamento (pela Petrobras) da cessão de barris envolvida na transação.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h36
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DEFICIÊNCIA

O genial poeta gaúcho, Mário Quintana estava com a razão quando afirmava ao tratar o tema com uma profundidade simples e metódica:

DEFICIENTE é aquele que não consegue modificar a sua vida, não aceitando o amor e conselhos de outras pessoas ou da sociedade em que vive.

LOUCO é quem não procura ser feliz com o que possui.

CEGO é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria. E só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

SURDO é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

MUDO é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

PARALÍTICO é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

DIABÉTICO é quem não consegue ser doce.

ANÃO é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois MISERÁVEIS são todos que não conseguem falar com Deus.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 19h20
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VOTO FACULTATIVO, UM DIREITO DEMOCRÁTICO

A adoção do voto facultativo é só uma questão de tempo. Já está mais do que na hora de fortalecermos a democracia brasileira, dando-lhe um status de legalidade, soltando-lhe todas as amarras, para que a Nação cresça consciente do seu dever cidadão e, sobretudo, seja mais nacionalista.

Está mais do que na hora de o Congresso Nacional por um fim ao conservadorismo. Vemos que pouco a pouco o panorama está mudando, sobretudo agora quando se abre a discussão em torno do fim do voto obrigatório. Com um mínimo de boa vontade teremos o voto facultativo valendo para a eleição de 2012.

Hoje, tramitam no Congresso 40 propostas de voto facultativo. A mais antiga é a PEC 190/94, do ex-deputado baiano Pedro Irujo. Ela extingue a obrigatoriedade, mas mantém a do alistamento eleitoral para maiores de 18 anos.

Há ainda 2 projetos de decreto legislativo (PDCs) que dispõem sobre a realização de plebiscito para decidir sobre o fim da obrigatoriedade do voto. O deputado Magela (PT-DF) é autor da PEC 79/99 que vem reforçar a 190/94 e de um PDC (384/07) sobre o tema. Concordo quando ele afirma que "já temos uma democracia absolutamente consolidada, temos uma situação já de crescimento político".

Ora, que democracia é essa onde temos um Código Eleitoral (Lei 4.737/65) que prevê multa de 3 a 10 salários mínimos para quem deixar de votar e não se justificar em até 30 dias após a eleição?

Ainda sentimos aqui o cheiro forte da ditadura, respaldada pelo coronelismo. Que digam os conservadores que têm medo da manifestação livre e ordeira do povo brasileiro.

Está mais do que na hora de juntarmos a Nação brasileira ao rol dos países americanos onde o voto é FACULTATIVO:

Alasca, Canadá, EUA, Bahamas, Cuba, Belize, Honduras, Jamaica, Porto Rico, Antigua e Barbuda, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Barbados, Trinidad e Tobago, Guiana, Suriname Granada, El Salvador, Nicarágua, Colômbia e Paraguai.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h53
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"O SEGREDO"

O grande segredo da vida é ser paciente. No entanto, para sê-lo é necessário ter disciplina, compartilhamento harmônico com o Universo e, sobretudo, saber pedir pra você e desejar em igual dose para os seus semelhantes.



Categoria: Citação
Escrito por Gonzaga de Andrade às 18h26
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E VOCÊ, ACREDITA EM PROMESSA DE CAMPANHA?

As promessas de campanha eleitoral são como areia na praia existe em profusão. A cada campanha assistimos a um desfile irreal, fantástico, fictício, utópico de ideias natimortas. Se não fosse a obrigatoriedade da Lei Eleitoral em se apresentar um programa de governo, tais promessas continuariam sendo apenas direcionadas a cativarem a simpatia e o voto dos eleitores. Como alias ainda fazem.

Não basta a obrigatoriedade imposta aos candidatos pela legislação para que resulte, ao final, um compromisso com a comunidade a ser cumprido. Melhor seria não se impor aos postulantes de cargo executivo a apresentação de tal programa mínimo, mas sim, proibir que se prometesse alguma coisa.

Isso mesmo! Seria interessante proibir as promessas, afinal a maioria dos políticos, promete como sem falta e falta como se não houvesse nada prometido. Nesse exercício de enganação eles, apenas, prometem para ver como seria se fosse verdade.

Como estamos falando de fantasia, se o mundo da promessa política passasse a ser real, seria como afirma o poeta e cordelista Manuel Camilo dos Santos, em sua obra “Viagem ao País de São Saruê”, viveríamos em um mundo fantástico onde não haveria miséria e tantas outras centenas de mazelas que afligem a sociedade.

Consequentemente não teríamos promessas de campanha política, seria o cenário ideal para o exercício da Estadística, a ciência dos negócios políticos, da arte de governar, o meio ideal para o líder pensar apenas no bem-estar do seu povo. Entretanto, tudo isso é um grande sonho!



Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h58
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DILMA, SERRA OU LULA: QUEM GANHA A ELEIÇÃO?

O principal nome da eleição presidencial brasileira, apesar da supremacia de Dilma Roussef sobre José Serra, é inconfundivelmente Luiz Inácio Lula da Silva. A afirmativa é do jornalista francês Jean-Pierre Langellier, em seu artigo publicado pelo jornal Le Monde, sob o título “Brésil: les affinités électives de Lula et Dilma”.  

Segundo a análise, cujo título fala das afinidades eleitorais de Lula e a candidata do PT, Langellier que é correspondente do jornal francês no Rio de Janeiro, afirma que a eleição de Dilma parecia, inicialmente, incerta em confronto direto com Serra. No entanto isso ficou só na teoria.

Ele destaca que até seis meses atrás, Dilma Roussef, de 62 anos, era uma ilustre desconhecida e nunca se submeteu ao teste das urnas e sempre esteve atuando na administração indireta, até chega à Casa Civil da Presidência da República. Logo, seu confronto com Serra – Homem de longa experiência política – parecia fácil demais.

Para justificar a ascensão de Dilma que abre mais de 15 pontos percentuais à frente de Serra, Langellier pergunta: “Porque é que estamos a assistir a um tal cenário, o que retira o país de suspense? A resposta está em uma palavra: Lula. Pela primeira vez em vinte e um anos, o ex-metalúrgico não participou na batalha presidencial, a Constituição o proíbe de buscar um terceiro mandato de quatro anos”.

Realmente, como diz o artigo, o presidente Lula vai realizar um feito raro na política brasileira: sairá de cena muito mais popular do que entrou na presidência, com 80% de aprovação. Para o jornalista francês a desdita do estadista José Serra, ex-governador de São Paulo, foi novamente encontrar pela frente o ex-torneiro mecânico Lula da Silva.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h51
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O QUE VOCÊ VAI DECIDIR COM O SEU VOTO

Você já parou pra pensar sobre a questão do voto? É um gesto simples, mas que leva a grandes transformações. Da sua decisão parte o futuro de sua comunidade, do seu Estado, do seu País e os benefícios que serão revertidos para a sociedade como um todo. Logo, você é co-participe do que venha acontecer depois de uma eleição.

É importante, sobretudo, você saber o que vai decidir, o que vai mudar com o seu voto, quem você vai colocar no topo do poder. Votar é um gesto muito importante e de uma grande responsabilidade. Confirmado o voto na urna a situação será irreversível.

A cada eleição você tem uma gama imensa de candidatos a escolher. Uns bem intencionados, outros nem tanto. Muitos buscando satisfaze os seus interesses e de olho nas benesses que o poder irá lhes proporcionar, esses são os políticos. Outros mais atentos nos benefícios que poderão proporcionar ao seu povo e gerar o desenvolvimento econômico, social e cultura, esses são os Estadistas.

O eleitor, claro, tem sua importância antes e durante o pleito, depois é droga vencida, é moeda desvalorizada para a grande maioria dos que buscam a política como um negócio e não como um sacerdócio.

Por isso é importante que você desperte e se conscientize que o seu gesto é muito importante para as decisões futuras. Afinal, quer queira ou não você participa ativamente de todas as decisões políticas do seu contexto. Pense Nisso!



Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h01
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AOS CORRUPTOS A JUSTIÇA COMUM OU PRIVILÉGIOS?

Na verdade o superpromotor Adam Kaufmann, do Estado de Nova York, tem toda razão ao afirmar que políticos corruptos devem ser julgados pela Justiça Comum, nada de privilégios nem processos demorados. Segundo ele, procedimentos contrários a isso faz com que o cidadão perca a confiança no sistema.

Kaufmann, 45 anos, chefe da Divisão de Investigação da Promotoria do Estado de Nova York comanda 100 profissionais, celebrizou-se no combate ao colarinho branco e à corrupção. Esta semana ele esteve em São Paulo participando de um encontro de magistrados.

Ao jornal Estado de S. Paulo ele disse não “entender por que no Brasil políticos ladinos são processados pela Suprema Corte, não pela Justiça comum”. O obstinado caçador de corruptos comenta que em seu país se um político comete um crime, começa a ser condenado logo pelos seus colegas.  

Para ele "a democracia pressupõe que as pessoas são julgadas em níveis iguais. Se você é um cidadão comum e vê que o sistema favorece os políticos você perde a confiança nesse sistema". Kaufmann se diz intrigado com a morosidade que marca os processos judiciais. "Alguém me disse que aqui (no Brasil) um processo de lavagem demora 10 anos, 20 anos, é incrível!"

Kaufmann é famoso e prestigiado em seu país pela obstinação na caçada a corruptos. Mira contas por onde transitam tesouros dissimulados, fortunas de origem desconhecida porque à sombra de documentos forjados e testas de ferro de paraísos fiscais. Kaufmann falou com exclusividade para o jornalista César Trali.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 18h07
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CRER OU NÃO EM PESQUISAS ELEITORAIS

O que dizem ou o que retratam as pesquisas? O momento em algum setor, algum local, mas que jamais retrataram o todo e levam, como afirma Marcos Coimbra, presidente do Instituto Vox Populi, uma falsa noção às pessoas. É ele próprio que afirma: “pesquisas são retratos do passado, que nada dizem sobre o futuro”.

Quando muito as pesquisas servirão para uma análise de pequenos universos, onde se terá condições de ouvir ao menos 80% dos envolvidos. No caso da política, por focarem apenas o momento, embora muitos se arrisquem uma previsão futurista, é necessário que elas surjam a todo o momento. É uma profusão de dados que muitas vezes confundem a cabeça do eleitor.

A campanha atual, em se tratando de presidente da República, não reserva muitas surpresas, nem dificuldades para os institutos de pesquisa, embora se tenha 9 candidatos ao título majoritário e que vai se afunilando para ficar polarizada entre Dilma e Serra, correndo-se o risco de não haver segundo turno.

Ora, num universo de 130.469.459 eleitores cadastrados, dos quais 67.483.419 são mulheres, portanto mais da metade, não da para acreditar muito em pesquisas, vez que elas nunca ultrapassam o universo dos 2,5 mil eleitores.

É claro que o eleitor quase sempre ver a pesquisa com muito ceticismo e perplexidade. Esse é o meu caso. Nunca fui entrevistado por ninguém dos institutos que propalam seus resultados. Talvez um dia eu possa ser incluído nesses pequenos universos.

Vejam que hoje somos uma Nação com mais de 135 milhões de brasileiros. No próximo resultado do Censo do IBGE, com certeza nele estarei incluído, isso demorou muitas décadas. Portanto, hoje sou brasileiro, sei que o pesquisador do IBGE existe, mas dos institutos de pesquisa política vou continuar com meu ceticismo.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h48
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UMA GRANDE BATALHA EM POUCO TEMPO

São regras do jogo político estabelecidas pela legislação eleitoral, mas é um despautério a desproporção de tempo de cada presidenciável no horário eleitoral. Quinta-feira (12) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou o tempo de cada partido para o rádio e TV. A grande batalha começará na terça-feira (17), estendendo-se até 30 de setembro.

A coligação “Para o Brasil Seguir Mudando”, da petista Dilma Rousseff, terá 10 minutos e 38 segundos em cada um dos 2 blocos de propaganda às terças, quintas e sábados. O candidato da frente “O Brasil Pode Mais”, do tucano José Serra terá 7 minutos e 18 segundos.

Agora vem a queda violenta, uma luta muitíssimo desigual. A candidata do Partido Verde, Marina Silva, terá apenas um minuto e míseros 23 segundos. É algo que me remete ao inigualável Glauber Rocha com o seu “O dragão da maldade contra o santo guerreiro”.

Juridicamente a coisa está correta, mas democraticamente está muito errada, pois dá pesos diferentes a candidatos que disputam o mesmo posto. A máquina petista não precisará fazer muita força para deslanchar seus encantos a todos os eleitores.

Marina terá de usar os artifícios do inesquecível Enéias Carneiro para conseguir dar o seu recado com precisão e mostrar todo o seu programa de governo. Terá, sem dúvida de usar muito “respire fácil” para poder combater o grande dragão petista que por muito tempo lhe deu aconchego com seu forte calor.

A ordem dos programas foi definida por sorteio. O horário eleitoral será aberto com Serra, seguido por Plínio Sampaio, Rui Costa Pimenta, José Maria de Almeida, Dilma Rousseff, José Maria Eymael, Levi Fidelix, Marina Silva e Ivan Pinheiro. Nos programas seguintes haverá um rodízio.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 19h16
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É uma data como outra qualquer, mas que por fatores históricos ou hipotéticos ganhou destaque na simbologia. Para muitos um dia infausto, aziago, para outros nada demais mesmo que seja uma sexta-feira 13 de agosto, pena que o ano não é bissexto.

Não existe uma base de onde tenha começado a ganhar força esse sentimento supersticioso e injustificável. A grande verdade é que o apego de nós humanos ao realismo fantástico tem contribuído para reforçar a simbologia negativa em torno da data.

Ao longo dos anos fomos associando a ela outros símbolos como o gato preto, com o qual não se deve cruzar caminhos; a escada, por baixo da qual não devemos passar; o número 13, ao qual é atribuído uma série de fatores negativos; esqueletos e ossos cruzados que reforçam a tese do mal, e por ai vai.

Como se tudo isso não bastasse vem o sentimento religioso impregnando a ideia do temor, induzindo-nos ao reconhecimento de falsos valores. O que sobra é que a simbologia da sexta-feira 13 é, apenas, a crença em presságios mirabolantes estimulados por fatos apenas fortuitos.

Afora o que diz a numerologia, a superstição em torno da sexta-feira 13 pode ter começado no dia 13 de Outubro de 1307, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia. 

Há outro estudo que fala na possibilidade da crença está ligada no fato de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico. Há outras tantas comparações idiossincrásicas para reforçar a superstição.

Não importa! Uma Feliz Sexta-feira 13 a todos, com gato preto, escadas, bruxas, duendes, caveiras e outros símbolos mais que alimentam a nossa fantasia no realismo fantástico.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 10h26
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OS PERIGOS DA DENGUE TIPO 4 ESTÃO DE VOLTA

Dos quatro casos suspeitos de dengue por vírus sorotipo 4 na capital de Roraima, Boa Vista, três foram confirmados, após contraprova realizada pelo Instituto Evandro Chagas, em Belém, como informa a Agência O Globo.

Embora o Ministério da Saúde tenha afirmado, em nota, que a comprovação desses casos indicaria que o vírus estaria novamente circulando, depois de 28 anos desde o último registro, o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do ministério, Giovanini Coelho, disse que não é possível assegurar isso.

O que se constatou é que os pacientes moram em bairros contaminados moram em bairros distantes uns dos outros, o que descarta a probabilidade de um foco localizado. Isso é o mais preocupante para as autoridades de saúde.

De acordo com Giovani Coelho ainda é prematuro afirmar que o vírus está circulando. “Só posso confirmar categoricamente após terminarmos o trabalho de investigação que estamos fazendo”. As autoridades sanitárias iniciaram visitas a todas as pessoas que moram próximos às vítimas.

A propagação do vírus da dengue tipo 4 no Brasil, conforme o Ministério da Saúde, traz consigo a probabilidade de uma "grande epidemia" no País, como advertiu Giovani Coelho, uma vez que a grande maioria da população nunca teve contato com esse vírus e, portanto, não desenvolveu imunidade a ele.

O fato é que a população é vulnerável ao sorotipo e uma epidemia de dengue tipo 4 causaria grande número de mortes.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h00
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SÓ O VOTO DESCARTA O FICHA SUJA

A aprovação da lei Ficha Limpa parecia uma forma definitiva para a moralização da Política. No entanto, veio de imediato a frustração de todos que assim acreditavam. Apenas alguns minguados casos, pouco menos de 100, foram alcançados e impedidos de disputar eleição.

A ideia era lançar mão daquele instrumento de direito para extirpar do Parlamento e das estâncias do Poder Executivo todos os corruptos, usurpadores do erário e mestre em falcatruas ou que tivessem cometido crimes comuns.

O povo brasileiro ainda não está acostumado com a imagem arranhada da democracia, com a baixa valorização da classe política. Os atos noticiados desencorajam a qualquer cidadão de bem a dar crédito aos nossos homens públicos.

As ações desabonadoras têm forçado a que se coloquem todos os políticos ao nível de sarjeta, reforçando o velho e tradicional ditado popular de que “todo político é farinha do mesmo saco 40”.

A culpa, com certeza não é do povo, mas do próprio político que tem feito dessa ciência não um sacerdócio, mas um negócio rentável para se locupletar e de difícil punição, o que encoraja novos outros a seguirem na mesma esteira.

O que o eleitor tem de entender é que ele é a lei maior e que a punição depende dele no dia da eleição. Pena que para isso falte a consciência do poder extraordinário do voto. Sem a lei Ficha Limpa nós seremos os juízes implacáveis!



Escrito por Gonzaga de Andrade às 11h11
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GARIMPEIROS DO VOTO

Estamos no auge de mais uma campanha política. Época de caça ao voto. Da conquista de eleitores indecisos e cansados de acreditar nas promessas dos políticos. É esta a época das propostas mirabolantes, fantásticas, das mil e uma noites, mas que, quase sempre nunca saem do papel.

É tempo de uma nova moeda de valor temporário: o voto. Por ele o candidato faz de tudo, às vezes até o impossível. É o garimpeiro das consciências alheias, desavisadas, necessitadas. Sua meta é essa joia preciosa, que lhe garantirá a passagem para um mundo diferente, onde poderá realizar seus próprios sonhos.

Retratando o perfil desse nosso garimpeiro do voto, o poeta paraibano de Campina Grande Zé Laurentino. No poema intitulado “Carona de candidato” ele nos fala daquele elemento, boa pinta, carrão de luxo que em abordagem a um eleitor identifica-se e fala de suas intenções: “...é que sou candidato / quero ser vereador/ pra defender a pobreza/ esse povo sofredor!”

Em tempos de campanha, o voto é garantia de sobrevivência. Diante das dificuldades do dia-a-dia é difícil não se deixar levar por uma promessa, uma mínima ajuda “desinteressada”, uma cesta básica, telha, tijolo cimento. Tudo chega em momento de grande precisão. Quando se trata de alimentar a família às vezes numerosa o necessitado não pensa duas vezes.

Para se conquistar o voto, como diz o poeta, vale até ir deixar o eleitor em casa não importa o lugar: “Foi me deixar em casa/ subindo ladeira e grota/ ao meu menino mais novo/ ainda deu uma nota/ tratou com todo respeito/ as meninas e a mulher/ e aceitou com muito gosto/ cuscuz de milho e café.”

É o princípio elementar desse tipo de conquista, em que o respeito à família é fundamental para consolidar o propósito e, quando se trata de agradar filhos, o garimpeiro do voto assume a postura do “aquele que meus filhos beija, a minha boa adoça”.

O eleitor não pode e nem deve aceitar nada passivamente. Não pode ser aquele analfabeto político descrito por Bertold Brecht – dramaturgo e poeta alemão. Não adianta questionar depois da eleição, pois os erros, nesse caso, serão irreparáveis. Somem os garimpeiros, extingue-se a moeda de troca e o eleitor volta a ser aquela figura insignificante até a próxima eleição.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 09h42
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SONHAR É REJUVENESCER

Parafraseando o norte-americano John Barrymore – ator popularíssimo na década de 20, conhecido como "O Grande Perfil" – de fato, começamos a envelhecer na medida em que as lamentações do dia-a-dia roubam a cena cotidiana e assumem o lugar dos sonhos que carregamos durante toda uma vida.

Não importa quanto anos se tenha. Sonhar faz parte da existência. O sonho é a antecipação do futuro imediato que buscamos viver, para sentir como será a realidade que moldamos com pensamentos alinhavados de coisas belas e harmoniosas.

Não sonhar é semelhante a não ter um passado maravilhoso a ser lembrado. Afinal, as grandes lembranças são as asas da imaginação que nunca envelhece e está sempre disposta a alçar mais um grande voo em busca da fonte rejuvenescedora que a alimenta.

Não ter lembranças a serem revividas e não sonhar é o prenúncio de que a vida chegou ao ponto final. Entretanto, isso não quer dizer que só aconteça às pessoas idosas. Como afirmava o sempre otimista e irrequieto Henry Ford. Velha é a pessoa que entende não ter mais nada que aprender, isto é, para no tempo.

A idade conta, claro que sim! Envelhecer pode acontecer em qualquer idade da existência. Não importa se se tenha 20 ou 80 anos, como enfatiza Ford. Se o tempo determina a idade, o certo é não nos incomodarmos com ele. É seguir o caminho sempre obedecendo ao que determina a natureza.

Não nos importa se a destreza lúdica da mocidade vai um pouco longe. Entretanto, temos a obrigação de estar atentos a todos os detalhes que a vida nos reserva. Afinal, este é o papel que temos de desempenhar na vida, como co-partícipes.

Quanto mais nos preocupamos com o tempo, aceleramos o envelhecimento. É interessante observar tal fenômeno! Na medida em que você se preocupa com o imperdoável tempo, esquece-se de compartilhar as benesses que o Universo oferece.

A melhor forma de entender tudo isso é observar o comportamento da criança. Ela não conta o tempo, deixa acontecer e segue seus momentos, aproveitando tudo de uma maneira interessante. Portanto, continue sonhando, não pare. Continue dando vazão ao ludismo que lhe remete à infância, assim sempre se manterá jovem e terá algo mais com que se preocupar que não seja com o tempo.

Sonhe e viva cada momento! A maravilha da existência está em saber aproveitar o que o Universo coloca a seu dispor. Logo, não envelheça, seja o seu próprio tempo. E saiba, o tônus vital de tudo isso é agradecer pelo se tem, com certeza todas as paredes e pedras que bloqueiam seus caminhos se transformarão em portas.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 20h53
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UMA BATALHA DE 45 DIAS

Os cenários estão sendo montados para a grande batalha de 45 dias a partir de 17 agosto: o horário eleitoral na TV e no rádio. Com certeza é quando começará a campanha e melhor o eleitor poderá conhecer as proposta em detalhes e, também a natureza de cada postulante. Não há dúvida que haverá muita troca de farpas, acusações e impropérios de toda sorte.

Em Roraima, com a campanha polarizada entre Anchieta (PSDB) e Neudo (PP), cresce a expectativa em torno do que será mostrado. Diferente de anos anteriores, a população aguarda o horário gratuito, principalmente na televisão, quando cada oponente tentará superar a estratégia do outro durante os 3.780 minutos, conforme a legislação eleitoral.

O horário eleitoral, tanto no rádio quanto na TV, é essencial para quem ainda não decidiu ou escolheu seus candidatos. Para os cientistas políticos é um meio indispensável na formação da opinião pública. Tanto assim que a cada eleição tem aumentado a audiência, resultado talvez da maior conscientização política do povo.

É a partir do horário eleitoral que é ditado o ritmo da campanha. Acontecerão as baixarias, “a lavagem de roupa suja”, as denúncias, forma natural de se aumentar a competitividade e conquistar uma fatia maior do eleitorado. Serão as estratégias de marketing que, a partir do dia 17 de agosto até o dia 30 de setembro, ditarão as normas e a velocidade da campanha nas Eleições 2010.

Pelo muito que se falou até agora já podemos sentir o tom de cada coligação. Todos os lados têm prometido trazer ao conhecimento do eleitorado coisas que irão fazer tremer as estruturas da política roraimense, da moralidade e da ética, mas consideradas essenciais para o jogo da disputa eleitoral.

O que as facções prometem mostrar, durante as 63 horas de horário político, talvez fizesse Maquiavel pensar melhor e moderar o peso de sua pena nas lições a serem levadas ao Príncipe. Todavia, é compreensível, afinal não é uma campanha entre santos em busca de conquistar um lugar no Céu!



Escrito por Gonzaga de Andrade às 20h30
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O LUCRO FÁCIL E O PESO DO SALÁRIO

Os números não mentem. Alegram e satisfazem os que são beneficiados e decepcionam e irritam os que são explorados e pouco ou quase nada recebem em troca. É o que podemos dizer com relação aos anúncios dos lucros líquidos estratosfericamente enormes dos bancos privados brasileiros.

Semana passada o anúncio foi do Bradesco divulgando que seu lucro líquido no primeiro semestre de 2010 havia sido de aproximadamente R$ 4,50 bilhões. Na ocasião anunciava-se que era o segundo maior da história dos bancos privados de capital aberto.

Nesta terça-feira recebemos a noticia de que o Itaú Unibanco anunciou um lucro líquido de R$ 6,399 bilhões no primeiro semestre de 2010, o que representa uma alta de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Portal G1, repassando informações da Agência Estado.

Realmente o que não dá pra entender é o porquê da falta de investimentos em recursos humanos e benefícios para os clientes de todos os níveis. O que se tem visto, em qualquer parte do país é o péssimo atendimento, a falta de funcionários, acomodações críticas para quem se dirige a uma agência bancária para realizar qualquer serviço.

O cliente de qualquer banco, sobretudo os da rede privada, é quem paga a grande conta. Seu dinheiro é sugado sempre em pequenas porções, taxas que aparentemente são consideradas irrisórias, mas que ao final de um mês juntam-se para formar um grande furo no orçamento do trabalhador.

Indiscutivelmente sabemos hoje que os bancos formam o grande e maciço bloco de negócios altamente rentáveis neste país, ao lado de postos de combustíveis. Enquanto isso, o salário base do trabalhador brasileiro é uma miséria que mal dá para comprar a cesta básica.



Escrito por Gonzaga de Andrade às 12h37
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NOTAS IMPORTANTES

PERGUNTA NO ESTÁDIO – "Se Dilma agora, segundo Lula, é "a mãe dos brasileiros", ela também é a coitada da mãe do juiz?" Comentário enviado ao jornalista Cláudio Humbero por uma sua leitora de Brasília (DF) Ana Leal. 

SEM ALI BABA E AL CAPONE – O advento da internet mostra que nos dias atuais não seria possível existir com toda aquela pompa os facínoras Ali Babá e seus 40 ladrões e tampouco o sanguinolento gangster Al Capone. Entretanto, como assegurou um jornalista nada simpatizante do atual presidente ela facilitou a vida de Lula e os 40 mensaleiros. Bem pensado!

COMO PROCEDER NUMA ELEIÇÃO – Parafraseando Maquiavel em trecho do capítulo 18 do livro O Príncipe, para vencer uma eleição o candidato tem de adotar procedimentos animais. Portanto, "...é necessário, pois, ser raposa para conhecer as armadilhas e leão para assustar aos lobos".

ESSE É UM CLIMA DE SELVA – De acordo com o jornalista Francisco Ferraz do portal Política para Políticos, "nesta selva da política, onde raposas, leões e lobos, convivem com a traiçoeira serpente e com as oportunistas hienas, o candidato tímido ou ingênuo é uma presa fácil". 

LEI DA FICHA LIMPA – A Lei da Ficha Limpa, pelas mãos das procuradorias eleitorais em todo o País, pode atingir pelo menos 338 candidatos, entre eles nomes fortes da política nacional. O prazo final para julgamento dos pedidos de impugnação é dia 5 de agosto, mas os TREs já começaram a indeferir registros de candidatura, como informa o jornal Estado de S. Paulo.

COLIGAÇÃO DA MORTE – Os dados matemáticos das coligações proporcionais a deputado estadual trazem um retrato preocupante para os candidatos do DEM, PR e PSDB. É que estes partidos estão juntos para as eleições de outubro e apenas cinco nomes de seus respectivos candidatos podem ser vistos na lista de eleitos após a apuração dos votos. A questão é levantada pelo colunista político do Jornal do Rádio Jonas Elmore.

COMENTÁRIO DO NEUMANNE PINTO – Caixeiro viajante transoceânico e intercontinental, Lula peregrina entre chefes tribais africanos cuidando de missões injustificáveis como incluir um país fundado por franceses e colonizado por espanhóis na comunidade lusófona. Duas questões restam sem resposta. Quantos empregos serão criados no Brasil em troca do presente que levou ao tiranete: nossa língua materna, a última flor do Lácio que ele próprio nunca adubou nem regou? Por que os democratas hondurenhos não podem usufruir a autonomia com que ele regala Fidel e Mbasogo?



Escrito por Gonzaga de Andrade às 17h06
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PASTORAL CARCERARIA, TORTURA E EMPIRISMO

O relatório sobre tortura elaborado pela Pastoral Carcerária que será tornado público na segunda-feira(2) de agosto de 2010, reacende o debate e protestos quanto a atitude de juízes e promotores brasileiros que se omitem em trabalhar no combate a essa prática medieval.

A Pastoral demonstra isso no documento intitulado “uma experiência de monitoramento dos locais de detenção para prevenção da tortura”, como divulgou a Agência Brasil que teve acesso ao documento.

Aliás, a prática de tortura em nossos presídios é fato corriqueiro. No começo de março de 2008 o jornal O Globo, publicou uma pesquisa onde 26% dos brasileiros entrevistados manifestaram-se favoráveis aos métodos de tortura de presos para se combater o crime.

Isso, evidentemente não revela nada de novo. Apenas traz à baila uma reflexão mais aprofundada sobre o Empirismo apregoado de forma clara por Tomaz Hobbes, celebrizado por frases como: "Homo homini lupus", o homem é o lobo do homem e arrematada com a expressão: "Bellum omnium contra omnes", é a guerra de todos contra todos.

Quando a pesquisa afirma que um em cada quatro brasileiros é a favor da tortura de criminosos para que confessem seus crimes e tramas facínoras, mostra que, apesar do grau de evolução e conhecimento a que chegamos, não foi suficiente para o ser humano se distanciar do animal perigoso e predador que sempre tem sido.

A sensação e o fascínio que levam à tortura e à submissão estão latentes no homem. A esse conceito também chegou Hobbes, apontando que o direito reduz-se à força. Ele apenas amplia o pensamento de Platão para quem “o direito, no mundo só está em questão para iguais em poder. Os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem sofrer”.

Está lá na pesquisa que os integrantes das classes mais abastadas e com elevada escolaridade apoiam a tortura. Nada de sociabilidade, mas criminalidade congênita estampada nos frios números de um documento que se propôs a levantar alternativas para o combate à criminalidade no País.

Essa natural atitude do ser humano foi demonstrada por Hobbes ainda no século 16, portanto, 500 anos depois essa tese está mais clara do que nunca. O homem, apenas saiu da escuridão e, ao migrar para a luz, descobriu que poderia melhorar os atributos de sua força e que ela não se resumia, apenas, aos músculos. Conforme o Empirismo de Hobbes “o poder de cada um é medido pelo poder real”.

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Escrito por Gonzaga de Andrade às 16h53
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O QUE AS ESCOLAS NÃO ENSINAM

Em uma de suas conferências o milionário Bill Gates falou sobre este assunto aos alunos de uma escola americana. Apenas 11 coisas que estudantes não aprenderiam na escola. Reticente e resumido foi o seu discurso. Falou por uns cinco minutos e foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar. Ele se ateve a exatas 11 regras que devem ser seguidas por todos:

01 – A vida não é fácil – acostume-se com isso.

02 – O mundo não está preocupado com a sua autoestima, espera que você faça alguma coisa útil por ele, ANTES de se sentir bem com você mesmo.

03 – Você não ganhará R$ 10,000.00 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

04 – Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.

05 – Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós tem uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.

06 – Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então, não lamente seus erros, aprenda com eles.

07 – Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagarem as suas contas, alimentá-lo, vesti-lo, lavarem suas roupas e ouvirem você dizer que eles são "ridículos". Então, antes de salvar o planeta para a próxima geração, na pretensão de consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar e organizar o seu próprio quarto.

08 – Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas não se repete mais o ano e se tem quantas chances precisar até acertar e cumprir uma tarefa. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido, RUA! Faça certo da primeira vez.

09 – A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

10 – Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm de deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.

11 – Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles... Na vida real, a disputa se dá na esfera culta (esqueça a política partidária, que é um caso irreal).

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Escrito por Gonzaga de Andrade às 14h03
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